Hoje estou em modo "faz o que digo e não o que eu faço". Porque não preciso também eu de fazer aquilo que eu entendo que algumas pessoas, muitas mesmo, deviam fazer. É a minha opinião. Não tem de ser o meu mote de vida.   Em pleno 2012, 38 anos ...

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  1. Não entendo.
  2. Até tu CGD?
  3. Ufa... Ainda bem...
  4. Causa justa...
  5. A Fertagus e o deserto, o Metro e as aparências
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Não entendo.

Hoje estou em modo "faz o que digo e não o que eu faço". Porque não preciso também eu de fazer aquilo que eu entendo que algumas pessoas, muitas mesmo, deviam fazer. É a minha opinião. Não tem de ser o meu mote de vida.   Em pleno 2012, 38 anos após o 25 de Abril, 37 após o meu nascimento, sinto alguma dificuldade em entender principalmente os portugueses da chamada geração rasca, anterior à minha, e dos da geração à rasca, que será a minha. Não sei o que vão chamar à geração actual, mas sugiro geração da troika ou da austeridade.   Por estes dias escrevem os jornais estrangeiros que o país é, daqueles onde medidas de austeridade têm vindo a ser aplicadas, onde a contestação social tem sido menor. Em termos práticos, fomos apelidados de "carneirada mole".   E, no entanto, é fantástica a capacidade de mobilização dos portugueses para se manifestarem ao computador, nas redes sociais principalmente, contra os episódios mediáticos e algumas afirmações desragadas da actualidade política portuguesa.   Foi o caso das secretas, a reforma de Cavaco, Passos Coelho a sugerir a emigração, Relvas e a sua licenciatura e, mais recentemente, o facto de o PM estar a "lixar" para eleições, com alguma condenação ao uso desta linguagem.   Os pedidos de demissão do Ministro Relvas deram até lugar a duas manifestações seguidas.   Também nas redes sociais, espelho da sociedade para muitos, multiplicam-se os movimentos anti partidários. E é isto que me preocupa.   Preocupa-me que estes portugueses percam tempo e dêm tamanha importância ao modo como a licenciatura de um Ministro foi concedida, sem darem a mesma importância às relações de poder, aparentemente com origem na Maçonaria, que se diz estarem por trás desse mesmo processo, num alegado tráfico de influências, justa ou injustamente, tantas vezes associado a tal organização.   Fico surpreendido que estes mesmos portugueses sublinhem a sua indignação pelo facto de Cavaco Silva ter potencialmente acumulado duas pensões, mas já relevem as relações do mesmo com Dias Loureiro, Duarte Lima, BPN/SLN e o caso ds Casa da Coelha e outros tantos, e mesmo na recente controvérsia do Pavilhão Atlântico só encontrem energia para a graçola, para um sarcasmo envergonhado. Quase parece que é inveja. Que se tivessem estes portugueses a mesma oportunidade fariam o mesmo, ou mesmo pior do que aquilo que condenam. Será?   Como eu gostaria de ver estes portugueses preocupados com a nova lei do arrendamento que se prepara para entrar em vigor e, certamente, colocar debaixo da ponte muitas pessoas, numa catástrofe social como há muito não se via.   Ou defenderem a redução do número de deputados com o consequente aumento da remuneração dos membros do Governo e da AR como meio dissuassor de corrupção. Ou reflectir sobre quais são efectivamente as áreas económicas estratégicas em que Portugal tem hipóteses de ser competitivo e apostar nessas áreas.   Ainda, exigir uma fiscalização activa e eficaz sobre quem recebe subsídios do Estado sem deles precisar.   Lutam, estes Portugueses, pela não extinção da sua freguesia sem ter um único argumento válido para o fazer. Estarão a defender os cargos dos políticos que lá habitam? Mas afinal os políticos de proximidade são diferentes dos outros que tanto atacam?   Lutam também contra portagens sem entender, a maioria das vezes, que as SCUT saem ainda mais caro e são pagas por todos nós?   Insurgem-se contra o encerramento do Tribunal da sua terra sem nunca lá ter entrado nem perceber a verdadeira utilidade do mesmo.   Mas pior que tudo isto é defenderem o fim dos partidos, a extinção da classe política.   E depois? O que vem depois? A anarquia? A ditadura de uma minoria dita iluminada?   Não entendem estes portugueses que a melhor forma de contribuírem para a sociedade seria precisamente através dos partidos. Filiem-se nos partidos do arco do poder. Entupam esses partidos. Tomem-nos de assalto.   Só assim.   Só assim poderão estas pessoas combater poderes instalados nos partidos.   Já terão pensado, estes portugueses, que a sua instaatisfação com os políticos deriva do facto de que não são eles quem escolhe quem eleger. São os partidos que decidem quem se expõe a eleições. São as forças política que à partida determinam em quem podemos votar. E, não tenhamos ilusões, no estado actual que os partidos atravessam há pelos menos duas décadas, apenas chega ao poder interno quem passar por cima de muita gente e cometer as maiores atrocidades para com os colegas de partido. E é nesses que nos deixam votar.   Esta situação só pode mudar se os milhares de pessoas que se manifestam ineficazmente, invadirem os partidos, filiando-se. Em número, poderão alterar as regras, lutar por ideias e fazer chegar a cargos elegíveis quem merece, quem tem vontade altruísta, quem quer o melhor para o país.
    

Até tu CGD?

Há 2 dias que ando a tentar falar com a ACT do Porto ao telefone, sem sucesso. Em desespero liguei ontem, atenção que não foi hoje, para a secção de processos de contra-ordenaçőes de Lisboa. Fui atendido por quem me pareceu ser a funcionária da limpeza. Eram horas normais de expediente e afinal eu só queria saber uma coisa genérica: necessito impugnar judicialmente uma decisão da ACT que aplicou uma coima e, para impedir que a coima possa ser já exigida e, assim, atribuir efeito suspensivo à impugnação, diz a notificação que tenho na mão que tenho de depositar o valor da coima e das custas numa "instituição bancária aderente". E isso o que é? Presumo que seja a CGD, mas pode não ser.

A senhora da limpeza disse que não podia passar a ninguém porque o meu processo é do Porto, mas lá foi dizendo que devia ir fazer o depósito à CGD.

Hoje na CGD fui informado que não sabiam bem o que seria tal depósito mas para depositar lá dinheiro a favor da ACT teria de abrir uma conta. Como?

Que estupidez. É para isto que pagamos impostos? Felizmente o Banco Santander, espanhol, sabia como proceder e obviamente aceitou o procedimento sem se ter de abrir uma conta.

É nestas alturas que me pergunto como é que Portugal quer ter empresas competitivas na Europa e no Mundo.

Enquanto permanecer esta mentalidade de "O Sistema Não Permite" não vamos lá.
    

Ufa... Ainda bem...




Chefe das secretas: "não há bases da ETA em Portugal"

Secretário-geral dos serviços secretos declarou ao DN que há "forte cooperação" entre as forças de segurança no caso e garantiu que "não há bases da ETA em Portugal"

Júlio Pereira, secretário-geral dos Serviços de Informação da República, o órgão que coordena a actividade dos serviços secretos portugueses, declarou ao DN que "há uma forte cooperação entre as forças policiais e os serviços de informação" para acompanhar a hipótese de uma eventual existência de uma base da ETA em Portugal". O "chefe" dos serviços secretos portugueses garantiu, porém, ser "especulativa" a ideia de que, de facto, existe ou uma base ou uma plataforma de apoio aos etarras.

"Sabemos que nos últimos anos houve uma série de episódios relacionados com elementos da ETA em Portugal. E estamos a acompanhar de perto todas as situações", acrescentou o secretário-geral, dizendo ao DN que a análise do SIS (Serviço de Informações e Segurança) no último Relatório de Segurança Interna mantém-se inalterada. No documento, o SIS garantia não ter sido detectada "qualquer actividade da ETA, nem qualquer estrutura permanente de apoio logístico em território nacional".

Tal não quer dizer que a organização separatista basca pretenda instalar em Portugal uma espécie de base, seja ela permanente ou apenas de recuo. Ainda ontem, o jornal El País afirmava que os etarras detidos em Torre de Moncorvo teriam uma casa alugada em Portugal. Fonte da Unidade Nacional Contra-Terrorismo da PJ não confirmou ao DN esta informação.

Seja como for, inspectores da PJ ligados à investigação do terrorismo e fontes dos serviços secretos admitem, como hipótese, que, face à repressão de que a ETA tem sido alvo em França, a organização procure deslocalizar algumas bases para Portugal. Mas, operacionalmente, segundo as mesmas fontes tal poderia ser um erro: "As zonas de fronteira são localidades pequenas, onde toda a gente se conhece. Qualquer movimento fora do normal poderia levantar suspeitas e isso é um risco para os etarras", explicou uma das fontes contactadas. O "desvio" para as grandes cidades - onde os operacionais poderiam passar despercebidos - é outra das hipóteses em cima da mesa. Mas, também, era uma situação que comportava alguns riscos, sobretudo com o transporte de explosivos. "Nos últimos casos que tiveram uma ligação a Portugal, há um elemento em comum: os operacionais foram detectados em trânsito. Ou seja, quanto mais andarem, mais riscos há de serem, acidentalmente, apanhados", precisou outra fonte contactada pelo DN. O mesmo interlocutor recordou que recentemente foi descoberto uma célula do IRA (Exército Republicano Irlandês) no Algarve, cuja actividade era o financiamento deste grupo através do contrabando.

CARLOS RODRIGUES LIMA

publicado a 2010-01-14 às 08:42
    

Causa justa...

A Fertagus e o deserto, o Metro e as aparências


Mais um fim de semana de luta contra os transportes públicos deste país...

Foi necessário apanhar comboio da Fertagus no Areeiro com destino ao Pragal.

Chegados à plataforma, não sendo passageiros habituais deste transporte e na ausência de uma bilheteira, eu e a minha mais-que-tudo, decidimos utilizar uma máquina dispensadora de bilhetes.

Força da inexperiência, comprei um cartão com duas viagens, quando devia ter comprado dois cartões com uma viagem cada. Detectado o erro, e depois de ter acabado de fazer o pagamento com uma nota e ter recebido moedas de troco, armei-me com as moedas para comprar um novo cartão com uma viagem, eis senão quando a máquina, único espécime à vista, decide não aceitar moedas e, pior, nem notas.

Apenas cartão.

Grande lata (e de facto é uma máquina com uma quantidade de ferro apreciável) pensei eu.

E se eu não tivesse cartão?

Atrasado para apanhar o comboio, deixei a máquina a pensar na sua intransigência e segui viagem com uma passageira clandestina, mas de consciência tranquila, pois afinal paguei duas viagens e não vou usar a que "sobrou" no cartão.

Chegado ao Pragal, impune, precisava de um táxi. Felizmente a Fertagus pensou nisso e criou uma praça de táxis logo à saída da estação e sinalizou convenientemente o acesso à mesma ainda dentro dá estação.

Pois. Mas táxis nem vê-los... Era Sábado. Liguei para duas centrais de táxi que o Google Maps indicou como próximas. Não tinham táxis disponíveis. Ligue mais tarde, pediram.

Nesta altura veio-me à memória o Ministro Mário Lino. Afinal há alguma margem Sul que é mesmo um deserto. Pragal será certamente, se não a mais, a segunda estação dá Fertagus mais movimentada. Parece que no deserto os taxistas não gostam de trabalhar ao Sábado.

Portugal não tem um problema de competitividade, tem é um povo preguiçoso.

Não pude também deixar de notar que o Metro de Lisboa agora é certificado pela SGS. Realmente é importante saber que o Metro é certificado, porque se não fosse, sempre poderíamos escolher uma empresa concorrente, podíamos andar no outro Metro de Lisboa... hum... diz? - só um momento porque o meu Chihuahua quer-me dizer qualquer coisa - pois é Zorro, tens razão, só há um.

Então para quê certificar? Quanto dinheiro custaram os estudos? A consultoria? Cumprir os requisitos? E como é que se explica que uma empresa certificada tenha umas instalações sanitárias de terceiro mundo, atentatórias dá salubridade pública na gare de Campo Grande?

Só para rir...
    

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