https://youtu.be/I2e73vgUWcM Os ossos são a parte mais durável de nosso corpo, que resistem por séculos ou até milênios após a morte. Talvez seja por isso que a Palavra de Deus use "ossos" como expressão de experiências profundas, duradouras e ...

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Qual o significado de ossos na Biblia? and more...

Qual o significado de ossos na Biblia?

 


https://youtu.be/I2e73vgUWcM

Os ossos são a parte mais durável de nosso corpo, que resistem por séculos ou até milênios após a morte. Talvez seja por isso que a Palavra de Deus use "ossos" como expressão de experiências profundas, duradouras e difíceis de desaparecer, sejam elas boas ou ruins.

Jó usa a expressão para descrever sua dor, sofrimento e miséria, ao dizer que "de noite se me traspassam os meus ossos" (Jó 30:17). Davi também demonstra sua angústia, quando diz: "Os meus ossos estão perturbados" (Sl 6:2) e depois, profeticamente, revela os sentimentos de desalento do Senhor Jesus na cruz, que diz: "Todos os meus ossos se desconjuntaram" (Sl 22:14) e "e os meus ossos se consomem" (Sl 31:10).

Em outra parte Davi mostra como o pecado não confessado afeta essa parte mais interior do ser humano, e o problema não passa até que uma confissão genuína seja feita: "Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia" (Sl 32:3). Davi volta a falar de ossos referindo-se a pecado no Salmo 38:3, ao dizer "Nem há paz em meus ossos, por causa do meu pecado". A expressão é repetida ainda outras vezes no livro de Salmos.

Em provérbios vemos os ossos em estado lastimável, não naquele que pecou, mas no marido que é vítima do mau proceder da esposa: "A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que o envergonha é como podridão nos seus ossos" (Pv 12:4). No capítulo 14:30 do mesmo livro é a vez de a inveja aparecer como causadora da "podridão para os ossos", não do invejado, mas do invejoso. O versículo todo diz: "O sentimento sadio é vida para o corpo, mas a inveja é podridão para os ossos.".

Pessoas supersticiosas morrem de medo da inveja e do mau olhado de outros, e até usam amuletos e plantas na porta de casa achando que ficarão protegidas da inveja. O que elas não percebem é que o ato de invejar o que outra pessoa é ou possui causa mais mal a quem inveja do que ao que é invejado. Portanto se você for uma pessoa invejosa e encheu a entrada de sua casa de plantas como "Comigo-ninguém-pode", "Espada-de-São-Jorge" e "Arruda", se essas superstições realmente funcionassem você seria a primeira a não conseguir entrar em sua própria casa.

Voltando então aos ossos no sentido mais íntimo do ser, eles podem ser fortalecidos com "a boa notícia" (Pv 15:30), feitos saudáveis por "palavras suaves" (Pv 16:24), curados da sequidão por um "coração alegre" (Pv 17:22) e amolecidos pela "língua branda" (Pv 25:15).

Mas nada que venha do homem pode fortalecer, sanar ou amolecer quanto a consolação e restauração que vêm do Senhor, quando a Palavra de Deus descreve ossos, não com consistência seca de um bastão de cálcio, mas com a flexibilidade e vitalidade fresca de uma erva: "Eu vos consolarei... E vós vereis e alegrar-se-á o vosso coração, e os vossos ossos reverdecerão como a erva tenra" (Is 66:13).

Mas a passagem da Bíblia que fala de ossos e mais me impressiona a profecia de Ezequiel, toda ela dirigida a Israel e à restauração daquela nação no futuro. Muitos tentam aplicar a passagem à ressurreição individual de um salvo, mas sua aplicação primeira é no sentido do renascimento de toda uma nação, não de pessoas individualmente. O próprio Senhor explica que "estes ossos são toda a casa de Israel" e também "e vos trarei à terra de Israel". A passagem toda diz assim:

"Veio sobre mim a mão do Senhor, e ele me fez sair no Espírito do Senhor, e me pós no meio de um vale que estava cheio de ossos. E me fez passar em volta deles; e eis que eram mui numerosos sobre a face do vale, e eis que estavam sequíssimos. E me disse: Filho do homem, porventura viverão estes ossos? E eu disse: Senhor Deus, tu o sabes. Então me disse: Profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor. Assim diz o Senhor Deus a estes ossos: Eis que farei entrar em vós o espírito, e vivereis. E porei nervos sobre vós e farei crescer carne sobre vós, e sobre vós estenderei pele, e porei em vós o espírito, e vivereis, e sabereis que eu sou o Senhor. Então profetizei como se me deu ordem. E houve um ruído, enquanto eu profetizava; e eis que se fez um rebuliço, e os ossos se achegaram, cada osso ao seu osso. E olhei, e eis que vieram nervos sobre eles, e cresceu a carne, e estendeu-se a pele sobre eles por cima; mas não havia neles espírito. E ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize ao espírito: Assim diz o Senhor Deus: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam. E profetizei como ele me deu ordem; então o espírito entrou neles, e viveram, e se puseram em pé, um exército grande em extremo. Então me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; nós mesmos estamos cortados. Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu abrirei os vossos sepulcros, e vos farei subir das vossas sepulturas, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel. E sabereis que eu sou o Senhor, quando eu abrir os vossos sepulcros, e vos fizer subir das vossas sepulturas, ó povo meu. E porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra; e sabereis que eu, o Senhor, disse isto, e o fiz, diz o Senhor." (Ez 37:1-14).

Nem tente aplicar isso ao que aconteceu em 1948 quando o Estado de Israel foi fundado e muitos judeus retornaram à sua pátria. Os que retornaram não se arrependeram de seus pecados e da rebeldia contra Deus, e retornaram no mesmo espírito em que estavam os mesmos judeus que crucificaram o Senhor e lançaram sobre si a maldição: "O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos." (Mt 27:25). O capítulo 37 de Ezequiel está falando de "toda a casa de Israel" (Ez 37:11) e não vemos o povo completo hoje na Palestina. Ali estão apenas os judeus, das tribos de Judá e Benjamim, faltando ainda as dez tribos dispersas que serão recolhidas dos "quatro cantos da terra" por anjos para serem levadas de volta à terra prometida e completarem o quadro. Esses são os cento e quarenta e quatro mil de Apocalipse 7, identificados ali por cada tribo.

Que esses ossos de Ezequiel 37 não se referem aos judeus que voltaram em 1948 basta observar os últimos versículos do capítulo. Eles falam de Deus fazer de TODAS as tribos "uma nação na terra" (Ez 37:22), congregada "de todas as partes" (Ez 37:21), fazendo com que "um rei será rei de todos eles, e nunca mais serão duas nações, nunca mais para o futuro se dividirão em dois reinos" (Ez 37:22).

Acaso é isto o que se vê em Israel hoje, com seu povo rebelde e alheio ao Messias? Como alguém poderia tentar identificar o povo que ali está com aquele do qual a profecia fala: "E meu servo Davi será rei sobre eles, e todos eles terão um só pastor, e andarão nos meus juízos e guardarão os meus estatutos, e os observarão" (Ez 37:24). Ora, os judeus que hoje vivem na Palestina condenaram o verdadeiro Davi à morte e ainda não se arrependeram disso! E o capítulo termina: "E os gentios saberão que eu sou o Senhor que santifico a Israel, quando estiver meu santuário no meio deles para sempre" (Ez 37:28). Tudo o que hoje existe no local não é o santuário ou Templo de Deus, mas uma mesquita muçulmana.

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
     
 



Quais dons cessaram?

 


https://youtu.be/t7eY4FVOKS8

A dúvida é se alguns dons que encontramos na Palavra de Deus teriam cessado depois do início da Igreja. Isso é como perguntar se a bicicleta de seu filho perdeu alguma roda depois que ele cresceu. Sim, perdeu as duas rodinhas traseiras que serviam para ele aprender a pedalar, e não eram mais necessárias quando conseguiu ter equilíbrio.

De igual modo os dons têm uma utilidade e a própria Palavra explica que "a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil" (1 Co 12:7). Se não existe utilidade, então não há razão para um dom se manifestar, porque Deus não aprova o exibicionismo. Se perguntarmos qual foi a utilidade dos dons que encontramos na Bíblia descobriremos que aqueles que deixavam claro ser manifestações sobrenaturais, como revelações, curas, sinais e línguas,tinham uma função muito clara.

Eu dividiria o assunto em dois, um para os dons de Cristo de Efésios 4 e outro para as manifestações espirituais de 1 Coríntios 12. No início da igreja havia apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores ou mestres, todos eles voltados ao aperfeiçoamento dos santos, à obra do ministério e edificação do corpo de Cristo.

"E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente." (Ef 4:11-14).

Dentre estes dons, os dois primeiros — apóstolos e profetas — já não mais existem, pois eram eles que davam sustentação à casa de Deus juntamente com Cristo, a Pedra de esquina.

"Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus; edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina;  no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito." (Ef 2:19-22).

Quando você constrói uma casa usa pedras grandes e fortes para o alicerce e depois pedras pequenas ou tijolos para as paredes. Não faria sentido colocar uma pedra de alicerce na parede. Assim é também com a construção da "casa de Deus" (1 Tm 3:15), foi Cristo quem deu início e designou apóstolos e profetas para determinarem onde ficariam os alicerces sobre os quais as paredes deveriam ser levantadas. Se chamarmos a esse alicerce de doutrina dos apóstolos logo entenderemos que tudo o que for construído fora dessa doutrina não vai permanecer.

"Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo." (1 Co 3:10-15).

Então já pode começar entendendo que esses dois dons — apóstolos e profetas — já cessaram e junto com eles as atribuições que lhes eram características. Apóstolos tinham poderes que hoje não temos, como era o de entregar alguém à morte (Veja o caso de Ananias e Safira em Atos 5 e o imoral em 1 Coríntios 5 e os blasfemos Himeneu e Alexandre de 1 Timóteo 1:20). Os profetas da Igreja tinham a função de trazer as revelações fresquinhas da parte de Deus num tempo quando ninguém podia ainda chegar nas reuniões e dizer "vamos abrir nossas Bíblias em...". Tendo o volume da revelação divina sido encerrado, continuam a existir profetas apenas no sentido daqueles que falam da parte de Deus, que é o que significa profetizar, mas se alguém vier com alguma nova revelação nem dê ouvidos.

Além desses dons havia as manifestações do Espírito, com um caráter mais ou menos impactante. Algumas, como as curas, eram úteis no sentido de não apenas exibir o poder de Deus, mas de curar multidões de uma só vez. Veja neste exemplo que ninguém voltava para casa sem ter sido liberto ou curado, algo muito diferente do que propõem os curandeiros da TV: "E até das cidades circunvizinhas concorria muita gente a Jerusalém, conduzindo enfermos e atormentados de espíritos imundos; os quais eram TODOS curados." (At 5:16). Ouviu isso? "Eram TODOS curados". Essas manifestações, muitas delas descritas em 1 Coríntios 12, não eram dons permanentes como os de Efésios 4, mas como o próprio nome diz no original "manifestações espirituais". Então não havia uma pessoa que tivesse o dom de curar, mas existiam os dons ou capacidades de curar que o Espírito Santo dava a pessoas em ocasiões especiais.

Mas se atentar para a evolução do texto em Atos e depois nas epístolas fica muito claro que logo já não se falava mais em cura e havia até irmãos doentes que não eram curados de forma milagrosa, como o próprio Paulo com seu "espinho na carne" (2 Co 12:7), Timóteo com seus problemas de estômago e "frequentes enfermidades" (1 Tm 5:23), e Trófimo, que Paulo deixou "doente em Mileto" (2 Tm 4:20) sem sequer curá-lo como no início fazia com as multidões. Assim como seu filho já não precisa mais das rodinhas de apoio os cristãos já não precisavam mais das manifestações miraculosas que provavam ser aquilo que estava acontecendo uma obra de Deus.

Não quero dizer com isso que Deus ainda não possa curar alguém ou usar um irmão para "profetizar" no sentido de trazer à consciência de outro palavras "para edificação, exortação e consolação" (1 Co 14:3) sobre um assunto da vida particular deste que o que fala nem imaginava existir. Mas isso nada tem a ver com aquele comportamento pretensioso de pentecostais que chegam dizendo "Meu servo, tenho uma profecia para ti bla, bla, bla...".

Se Deus não pudesse ainda curar não iríamos orar por algum irmão enfermo, mas oramos sabendo que Deus pode tanto curá-lo diretamente, como por meio de médicos e tratamentos, e também confiamos que Deus poderá usar um irmão para "profetizar" no sentido de nos trazer uma palavra que cairá como uma luva em nossa necessidade. Isso seria algo como o pai da criança ciclista precisar de vez em quando intervir colocando a mão no garoto para ele recuperar o equilíbrio e não cair e se machucar, mas sem precisar voltar a instalar as rodinhas. Mas isso é muito diferente do que faziam os apóstolos que chegavam numa praça com uma multidão de enfermos e endemoninhados e curavam a todos.

Pense no lançamento de um novo empreendimento numa cidade, como um condomínio ou um shopping center. Em ocasiões assim vejo passar em minha rua uma carreata com buzinas, bandeiras, música e fogos de artifício. O lançamento precisa ser notado por todos para ter sucesso. Mas depois de lançado não precisam mais fazer toda aquela algazarra, porque todos já sabem que o empreendimento está lá. Assim é nas coisas de Deus. Em todos os momentos em que Deus inaugurava algo novo ele providenciava sua própria "carreata" com sinais e milagres. Foi assim ao libertar o povo de Israel do Egito (o mar se abriu), foi assim ao introduzi-los na terra prometida (as muralhas de Jericó caíram), e em muitas ocasiões de maior ou menor destaque.

Quando chegamos nos Evangelhos vemos Deus mais uma vez fazendo alarde da entrada de seu Filho no mundo. "Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis." (At 2:22).

Na inauguração da Igreja no dia de Pentecostes, mais uma vez Deus coloca sua "carreata" na rua para chamar a atenção agora de homens de todas as nações, porque a mensagem de Deus não ficaria restrita apenas a Israel, mas se espalharia pelo mundo. É por isso que Deus providenciou para testemunhar daquele evento judeus de muitos países, línguas e costumes (mais tarde ele introduziria os gentios). Naquele dia ocorreu um sinal milagroso porque pessoas de diferentes nações escutavam a mensagem de Pedro cada um em sua própria língua. Para um pentecostal mais afoito, que acha que as línguas na Bíblia sejam apenas um balbuciar extático (produzido em êxtase) fica a lição de casa de pesquisar no Google que idiomas falavam os povos dessas nações da antiguidade.

"E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando? Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos? Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judeia, Capadócia, Ponto e Ásia, e Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus. E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?" (At 2:5-12).

Tendo Jesus ressuscitado e subido ao céu, deixou principalmente os apóstolos como seus representantes aqui e, assim como faz o presidente de um país ao enviar um embaixador a outro país, esses embaixadores de Cristo precisaram primeiro apresentar suas credenciais de que eles estavam vindo no mesmo espírito daquele "Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós" (At 2:22). Por isso Paulo escreve: "Os sinais do meu apostolado foram manifestados entre vós com toda a paciência, por sinais, prodígios e maravilhas." (2 Co 12:12).

Mas essas credenciais não ficaram restritas aos apóstolos, mas foram também concedidas aos outros discípulos. Lembre-se de que quando Jesus nos evangelhos enviava seus discípulos numa missão ele lhes dava poder para fazer curas e milagres, e isso incluía até mesmo o iníquo Judas que seria o traidor. Se não entende isso volte a pensar no exemplo que dei da carreata para lançamento de um empreendimento: nem todos os que estão ali são os donos ou funcionários da empresa. Existem também alguns que só foram contratados para segurar uma bandeira e devolvê-la no final do evento. Essa extensão nas ações de "lançamento" também pode ser vista na carta aos Hebreus:

"Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram; testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade?" (Hb 2:3-4).

Existe um ditado que diz que "quem nunca come, quando come se lambuza", e isso vale muito bem para o que aconteceu com o dom de línguas. O Espírito Santo havia dado essa manifestação espiritual como forma de cumprir uma profecia do Antigo Testamento que dizia que seria assim que Deus iria impressionar os judeus. Isso já tinha acontecido na formação da Igreja, como mencionei, mas entendemos que por alguns anos a igreja era formada quase que exclusivamente por judeus convertidos a Cristo.

Então nesta passagem que vou ler a seguir Paulo mostra a infantilidade dos coríntios, que ficavam se lambuzando com algo que não fazia mais sentido dentro de uma cultura grega e em especial quando não havia judeus presentes. Imagine os coríntios se achando o máximo como crianças que querem exibir as rodinhas de apoio de suas bicicletas. Paulo antes tinha dito: "E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo." (1 Co 3:1). Agora no capítulo 14 volta a chamá-los de meninos ou crianças, pois tinham transformado o dom de línguas em exibicionismo, e talvez nem mesmo falassem línguas estrangeiras (que é o sentido de "línguas" na Bíblia), mas ficavam balbuciando algo ininteligível como se vê nos cultos pentecostais:

"Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos. Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida. Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento.Está escrito na lei: Por gente de outras línguas, e por outros lábios, falarei a este povo; e ainda assim me não ouvirão, diz o Senhor. De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis; e a profecia não é sinal para os infiéis, mas para os fiéis.Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos?" (1 Co 14:18-23).

Em seu livro "Speaking with Tongues - A Present-day Delusion" ("Falar em Línguas - Um engano dos dias modernos"), William J. Hocking comenta:

"Ao classificar os vários dons de acordo com seu valor na igreja, o apóstolo coloca, como já vimos, as línguas em último lugar na lista por ordem de mérito. Línguas eram um sinal, não para os crentes, mas para os incrédulos. Era algo inútil para a assembléia, a menos que estivesse presente o dom complementar de interpretação. E o apóstolo, ao insistir com a igreja sobre a necessidade primária do amor, como a força motriz da vida da assembléia, menciona que as línguas cessarão, em contraste com o amor. Se, então, cessaram as línguas espirituais dos tempos apostólicos, quais seriam as pretensões modernas desse suposto dom? Se estas não vêm do Espírito de Deus, de quem elas brotam?

Os judeus foram culpados do pecado imperdoável de atribuir a Belzebu, príncipe dos demônios, o poder do Espírito de Deus que operava em nosso Senhor Jesus (Mt 12:22-32). Hoje existe o perigo de se cair no pecado inverso de atribuir ao Espírito Santo de Deus algo que é poder de Satanás. O perigo desse erro flagrante não estava ausente na igreja primitiva. Os santos, em uma cidade pagã, como Corinto, estavam particularmente sujeitos à introdução no meio dos cristãos de declarações e oráculos de demônios. Em 1 Coríntios 12:1-2 o apóstolo lhes fez lembrar da influência idólatra que era exercida sobre eles em seus dias inconversos: 'Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme éreis guiados.". (William J. Hocking).

Aqueles que hoje são seduzidos por sinais, milagres e maravilhas deveriam atentar ao fato de que eles não acontecem apenas pelo poder de Deus, mas também pelo poder de Satanás. Quando Deus enviou Moisés para fazer sinais na presença de Faraó, Satanás enviou Janes e Jambres para produzir sua versão pirata e bem convincente de poder. O diabo está hoje arrebanhando multidões que estão sendo seduzidas como faz um traficante com suas vítimas, dando a elas algumas experiências maravilhosas para deixá-las viciadas e não desejarem o puro evangelho, mas apenas experiências sobrenaturais. Então, quando o iníquo agente do diabo, o anticristo, se levantar na terra, já terá à sua disposição uma audiência cativa, pois ele virá com a força toda. Aqueles serão como o falso crente Simão, que "sendo batizado, ficou de contínuo com Filipe; e, vendo os sinais e as grandes maravilhas que se faziam, estava atônito." (At 8:13). E o que foi que Pedro disse a Simão? "Vejo que estás em fel de amargura, e em laço de iniquidade" (At 8:23). Da vinda do anticristo e de como será seguido por pessoas ávidas por visões, milagres, curas e sinais, nós vemos Paulo e João falarem nas passagens a seguir.

"Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; e então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniquidade... E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens. E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta" (2 Ts 2:7-12; Ap 13:13-14).

Então, quando aquele povo todo for levado por Deus a crer na mentira por não terem dado ouvidos à verdade, Jesus poderá dizer "Eu bem que avisei...", pois é mais ou menos isso que lemos no evangelho: "Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos. Mas vós vede; eis que de antemão vos tenho dito tudo." (Mc 13:22-23).

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
     
 



Existe algo que um crente nao deva pedir?

 


https://youtu.be/tpqFhovPigk

Penso que existam pelo menos duas coisas que um crente jamais deveria pedir a outros, e essas coisas são AMOR e DINHEIRO. É evidente que não estou dizendo que num momento de necessidade você não possa recorrer a algum amigo ou parente buscando ajuda, ou até ir ao banco fazer um empréstimo. Falo de dinheiro no sentido de pedir para usar na obra do Senhor. Não encontrei na doutrina dos apóstolos nenhuma passagem que autorize um cristão a mendigar por amor e por dinheiro. Existem sim passagens que nos encorajam a dar, tanto uma coisa quanto outra, mas nunca pedir.

Quando um cristão se coloca na condição de carente pedindo a outros amor ou dinheiro é porque ainda não entendeu que tem um Pai e é a ele que deve pedir que supra suas necessidades e, em especial, as necessidades na obra do Senhor. Amor não há como pedir nem a Deus, pois é impossível recebermos mais amor do que Deus já nos deu, porque ele sempre nos amou, até antes de existirmos e a expressão máxima desse amor foi entregar seu próprio Filho para morrer por nós. Dinheiro também é algo que devemos pedir a Deus, mas às vezes ele pode não nos dar do modo como queremos a fim de nos ensinar algo ou nos disciplinar.

Por outro lado, essas coisas um cristão em comunhão com o Pai deve sempre estar pronto a dar: amor e dinheiro. A Palavra de Deus nos exorta a amarmos e também a ofertarmos para as necessidades dos santos. Uma necessidade em particular é a daqueles que trabalham na obra do Senhor. Ao contrário do que encontramos nos sistemas religiosos e em sites que sempre trazem uma conta corrente para depósito e apelos pedindo doações, um cristão com entendimento da Palavra de Deus saberá que isso não procede. Mas estará sempre pronto a exercitar o amor e a colaboração quando perceber essas necessidades.

Existem irmãos que trabalham na obra do Senhor e que nunca irão lhe pedir coisa alguma. Mas será que você é sensível o suficiente para se deixar usar pelo Espírito e ter comunhão com eles nessa obra? Isso redundará em muitas graças dadas a Deus e na expansão da obra do Senhor na terra. Se esse irmão estiver sinceramente empenhado na obra do Senhor, não trabalhando para alguma organização religiosa, mas sim para o Senhor e prestando contas a ele, você provavelmente nunca irá escutar de seus lábios um pedido de ajuda financeira.

Nos sistemas religiosos também existem irmãos sinceros trabalhando na obra do Senhor sem aquela avidez e avareza encontrada em alguns pregadores da TV, porém muitas vezes não têm esse entendimento e acabam passando o chapéu, pois foi assim que aprenderam em suas "igrejas" e "missões". Às vezes pedem até a incrédulos ou aceitam suas ofertas, sem entender a separação que Deus exige. Um exemplo magnífico foi dado pelos primeiros cristãos quando saíram pelo mundo dando testemunho de sua fé, e para isso não tomaram nada dos incrédulos. "Pois por causa do Nome foi que saíram, nada recebendo dos gentios." (3 Jo 1:7).

Obviamente não estou falando aqui de obras assistenciais ou ONGs, como asilos, hospitais, creches, orfanatos, que precisam contar com a ajuda pública por oferecerem um serviço à sociedade como um todo. Minhas observações se restringem à obra do Senhor, tanto na evangelização quanto no ministério a Palavra.

Uma das admoestações, não no sentido de pedir, mas de dar, aparece em 2 Coríntios 9:

"Portanto, tive por coisa necessária exortar estes irmãos, para que primeiro fossem ter convosco, e preparassem de antemão a vossa bênção, já antes anunciada, para que esteja pronta como bênção, e não como avareza. E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará. Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra; conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; A sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça; para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se deem graças a Deus. Porque a administração deste serviço, não só supre as necessidades dos santos, mas também é abundante em muitas graças, que se dão a Deus. Visto como, na prova desta administração, glorificam a Deus pela submissão, que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade de vossos dons para com eles, e para com todos; e pela sua oração por vós, tendo de vós saudades, por causa da excelente graça de Deus que em vós há." (2 Co 9:5-14).

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
     
 



Qual o nome do Pai de Jesus?

 


https://youtu.be/QhugVSTrraQ

Quando você abre a Bíblia logo encontra que "No princípio criou Elohim os céus e a terra" (Gn 1:1). Se Eloah significa "Deus" e Elohim é o plural de Eloah, então poderíamos traduzir Elohim como "os Deus". Não parece fazer sentido dizer "os Deus" até você chegar no versículo 26 de Gênesis 1 e encontrar "E disse Elohim: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança". O nome hebraico plural Elohim vai aparecer em todos os versículos de Gênesis diretamente ligados à Criação e também como uma declaração da pluralidade do único Deus como sendo três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo.

Então no capítulo dois de Gênesis aparece o nome JEOVÁ, que é o que se supõe que seja o significado de YHWH, como está nos originais hebraicos por seus escribas temerem escrever o nome de Deus em vão. Isso acabou mais tarde se transformando em YAHWEH ou JEOVÁ nas versões modernas, que costumam substituí-lo por SENHOR, enquanto ELOHIM aparece como Deus. Mas tudo isso estou dizendo apenas para tornar breve um assunto longo e complexo, porque você encontrará uma série de nomes sendo usados para designar a divindade nas Escrituras, muitos deles perdidos nas traduções modernas. Se quiser saber mais pesquise na Web por "nomes de Deus".

A impressão que fica (e eu creio ser assim) é que quando o assunto é a Criação o nome que aparece é ELOHIM, pois o Pai, o Filho e o Espírito Santo tiveram cada um sua parte na Criação. A partir daí JEOVÁ é o nome que tem a ver com Deus em sua relação com os seres humanos, e conhecendo o Novo Testamento descobrimos que Jeová no Antigo Testamento não era outro senão o próprio Jesus.

Isaías escreveu: "Eis a voz do que clama: Preparai no deserto o caminho do Senhor (Jeová), endireitai no ermo uma estrada para o nosso Deus." (Is 40:3) e depois Mateus mostrou que Jesus era aquele Jeová que agora João Batista vinha anunciando: "Pois é a João que se refere o que foi dito pelo profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor (Kurios), endireitai as suas veredas." (Mt 3:3). Isaías também disse: "Assim diz Jeová, rei de Israel, e o seu Redentor, Jeová dos exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, fora de mim não há Deus." (Is 44:6) e João em Apocalipse mostra Jesus, o Redentor, dizendo "Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso." (Ap 1:8). O profeta Joel falou de Jeová: "Acontecerá que todo aquele que invocar o nome de Jeová será libertado" (Jl 2:32) e Pedro citou Joel ao falar de Jesus: "Cumpre-se o que dissera o profeta Joel: ...E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo." (At 2:16-21). A menos que você seja um prisioneiro da Torre de Vigia, estas evidências são suficientes.
Acredito que esta introdução possa bastar para o assunto de sua pergunta "Qual o nome do Pai de Jesus?", pois ao longo da Bíblia Deus iria se revelar ao homem por diferentes nomes ou títulos. Abraão o conhecia por "Todo-poderoso", Moisés por YHWH ou, como hoje usamos, Jeová, mas nenhum deles conheceu a Deus com a intimidade e proximidade que encontramos no Novo Testamento. Ali Jesus chama a Deus de Pai, um privilégio que logo seria concedido também aos seus discípulos.

Então em João 1:18 encontramos que "Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou", o que mostra um grande passo na revelação de Deus, passo este do qual os santos no Antigo Testamento não desfrutaram por Jesus, o Filho Unigênito, não ter ainda vindo ao mundo na ocasião. Tendo o Filho de Deus vindo em carne, no evangelho de Mateus ele se revela como o Rei de Israel, o Messias prometido pelos profetas do Antigo Testamento. Mas nem todos tinham o privilégio de reconhecê-lo ou conhecê-lo assim, o que demonstra que o conhecimento de quem o Senhor Jesus é tem a ver com revelação divina, e não com conhecimento intelectual.

"Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim te aprouve. Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar." (Mt 11:25-27).

Disso deduzimos que o Pai poderia ser conhecido do homem mediante a revelação, feita pelo Filho, de quem ele era. Mas ao que parece a recíproca não é verdadeira, pois não diz que o Pai iria querer revelar o Filho, mas diz apenas que "ninguém conhece o Filho, senão o Pai". Entramos aqui em terreno santo e é preciso caminhar sobre ovos para não esmagar verdades sublimes e escorregar em conjecturas. Porém conforme o meu entendimento só poderíamos conhecer o Filho na sua humanidade que se sobrepunha à sua divindade, porque assim ele podia ser visto caminhando no mundo, assim como os israelitas no deserto só podiam conhece o exterior da Arca da Aliança, e ainda assim coberta, e não o seu interior.

Todavia, se você é um cientista que deseja conhecer ou entender como poderia a divindade que criou o Universo poderia "caber" num corpo humano, é melhor esquecer. Fique contente por já ter a possibilidade bendita ao extremo de conhecer a Jesus, Deus e Homem, como seu Salvador pessoal, e ao Pai, conforme o Filho nos quis revelar. Como o Senhor Jesus disse em Mateus 11, o conhecimento de Deus e das coisas de Deus está reservado aos pequeninos (Paulo fala mais disso no capítulo 1 de 1 Coríntios), enquanto os "sábios e entendidos" com seus telescópios e microscópios continuarão passando ao largo do real conhecimento de Deus.

De um artigo na revista "An Outline of Sound Words", de onde aprendi muito sobre o assunto, extraí que: "O Filho permanece num relacionamento com o Pai que somente o Pai poderia conhecer, pois mesmo na Pessoa do Filho existe um santo mistério que está além da capacidade de conhecimento de qualquer um, mas apenas do Pai. Mas o Filho veio para fazer o Pai conhecido, e nessa revelação está o cerne da verdade do cristianismo. Com que frequência vemos o Nome do Pai nos lábios do Filho, e enquanto ele demonstrava ao público a natureza da declaração do Nome do Pai, não era de todos que aquele Nome santo e precioso era conhecido, mas apenas daqueles a quem o Filho quisesse revelar o Pai. Muitos ouviram o Filho falar do Pai, mas poucos entraram no conhecimento do Nome do Pai.". Não existe referência sobre quem seria o autor do texto.

Em 1 João 2:13 lemos: "Eu vos escrevi, filhos, porque conhecestes o Pai", e "filhos" aí aparece em outras versões como "filhinhos" ou novos na fé. Ou seja, o conhecimento do Pai não se adquire nem com o conhecimento intelectual ou acadêmico adquirido, e tampouco com tempo e crescimento espiritual. Trata-se de algo revelado na presente dispensação a todo e qualquer filho de Deus que tenha recebido a verdade do Evangelho e sido selado com o Espírito Santo. "E, porque sois filhos", escreve o apóstolo Paulo, "Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai." (Gl 4:6). Se conhecemos a Cristo, então conhecemos ao Pai, como o próprio Senhor ensinou aos seus discípulos:

"Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto.Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta.Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras. Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras." (Jo 14:7-11).

No Antigo Testamento não encontramos ninguém chamando a Deus de Pai no mesmo sentido de intimidade de relacionamento como a que Jesus inaugurou quando veio ao mundo. As quinze vezes em que Deus é mencionado como Pai no Antigo Testamento não tem a ver com uma relação pessoal do tipo alguém chamá-lo de Pai, mas como designação de Criador de todas as coisas e de pessoas, ou de quem era o Dono de Israel, como em Deuteronômio 32:6: "Recompensais assim ao Senhor, povo louco e ignorante? Não é ele teu pai que te adquiriu, te fez e te estabeleceu?" Mas ninguém ousaria chamar a Deus de Pai ou "meu Pai", como ninguém ousa até hoje, sejam os judeus, sejam os muçulmanos que dizem crer no Antigo Testamento.

(Pai de Israel: Dt 32:6; Is 63:16; 64:8 ; Jr 3:4; 3:19 ; 31:9 ; Ml 1:6; 2:10 / Pai de indivíduos: 2 Sm 7:14; 1 Cr 17:13; 22:10; 28:6; Sl 68:5; 89:26)

Só com isso já dá para ver o escândalo que era Jesus dirigir-se ao Pai chamando-o de Pai. A única vez em que ele não se dirigiu ao Pai como tal foi na cruz, quando clamou a Deus por tê-lo abandonado ali em razão de ter sido feito pecado. Se considerarmos que o sacrifício de Isaque foi uma figura do sacrifício do Filho de Deus (embora naquele caso Isaque tenha sido poupado e um carneiro morrido em seu lugar), é possível supor que o Pai tenha acompanhado o Filho até o Monte da Caveira para ser crucificado como Abraão acompanhou Isaque. Portanto não faria sentido naquela hora ele clamar "Meu Pai, meu Pai, por que me abandonaste", e sim "Meu Deus", pois ali ele era abandonado por Deus e julgado pela justiça divina. Antes que você me pergunte como o Pai poderia estar ali com o Filho e ao mesmo tempo Deus ter abandonado Jesus, é preciso saber que a Trindade não é assunto para o intelecto e para a razão, mas sim para a fé.

Então chegamos a uma das passagens mais benditas da Bíblia. Se os discípulos já tinham se acostumado com Jesus dizendo "meu Pai", ou os ensinando a orar com "Pai nosso que estás no céu", com sua morte e ressurreição ele escancarou aos seus aquele relacionamento que ele desfrutava, ao dizer a Maria Madalena: "Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus." (Jo 20:17).

Depois de tudo isso você já deve estar impaciente para que eu diga qual o nome do Pai de Jesus, e talvez não tenha percebido que eu já disse ao longo de tudo o que falei até aqui. Entenda assim: Se Jesus nos revelou o Pai, se tudo que era do Pai era também dele, se as obras que ele fazia era o Pai quem fazia, se ele e o Pai eram um, como é que você ainda não entendeu qual é o nome do Pai? Se quiser chamá-lo hoje, que nome usará para isso? Talvez um exemplo ajude. Uma vez perguntei a uma menininha qual era o nome de seu pai e ela imediatamente respondeu com total segurança e um brilho no olhar: "O nome do meu pai é Papai".

E você, aprendeu agora o nome do Pai de Jesus?

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
     
 


Qual sua prioridade: Evangelizar ou ensinar?

 


https://youtu.be/C6JcNkkpCvQ

Você pergunta qual seria minha prioridade no site "O que respondi", se seria evangelizar ou ensinar doutrina em profundidade. Tenho tido um retorno considerável com o evangelismo em vídeo, tanto do "Evangelho em 3 Minutos" e "Grande Alegria" como também do "O que respondi", este último inicialmente designado mais para explicar doutrina. A resposta rápida é que minha prioridade está em evangelizar.

Com a invasão neo pentecostal o Brasil vive um tempo não muito diferente do catolicismo antes da reforma protestante. Naquela época o nome de Cristo era pregado, ainda que de modo imperfeito, o que fazia ao menos com que as pessoas tivessem curiosidade de saber mais sobre a salvação. Assim como acontecia no catolicismo, o neo pentecostalismo também promove o culto à personalidade, a idolatria de objetos e supostos milagres.

Então vejo que o que o brasileiro mais precisa neste momento é o evangelho explicado, porque muitos creram ou acreditaram em Cristo de um modo deficiente, às vezes mais como um "ídolo" mágico que resolve problemas da vida terrena, do que como quem ele realmente é, o Salvador.

Por isso não se vê muito nesse meio — tanto católico quanto neo pentecostal (e também no pentecostal) — a certeza absoluta da salvação pela fé, mas se fala muito em ir à igreja, perseverar, fazer ofertas etc. É uma vida de medo e constante barganha com Deus, como acontece com os pagãos e seus sacrifícios para aplacar a ira de seus deuses e obter favores para esta vida. No evangelicalismo neo pentecostal esses sacrifícios trazem nomes como ofertas, dízimos, propósitos, campanhas etc.

Resumindo, as pessoas que compõem a seara no Brasil hoje são muito semelhantes ao eunuco do livro de Atos. Ele tinha um conhecimento do judaísmo, estava ouvindo de Cristo através do profeta do Antigo Testamento, mas precisava de alguém que lhe explicasse quem era esse de quem o profeta falava. A evangelização de Filipe foi para alguém semi-evangelizado, e assim é o trabalho mais necessário hoje no Brasil.

Não estamos evangelizando propriamente pagãos, mas também não estamos falando com pessoas que já tem a certeza da salvação e da libertação de seus pecados, já que vivem na angústia e ansiedade de não saberem se estão cumprindo todos os requisitos para serem salvos. Enquanto isso a graça de Deus brilha das páginas da mesma Bíblia que levam às suas igrejas, da qual os pastores insistem naquilo que eram promessas terrenas para Israel.

E quanto à certeza da salvação eterna e a impossibilidade de perdê-la, esses mesmos pastores não querem nem ouvir falar. Cheguei a conhecer um que me confidenciou: "Mario, eu sei que o crente não perde a salvação, mas se eu pregar isso minha igreja fica vazia!". Obviamente seu interesse estava em manter a receita da arrecadação para garantir seu emprego e a parcela que enviava para a igreja-mãe.

Enquanto isso eles escondem dos fiéis o fato de que a obra de Cristo coloca o crente numa nova posição, de salvos e perdoados completamente, imunes à revisão da liberdade ou coisa parecida. Quando você adquire um plano de aposentadoria vitalícia é para toda a vida. Quando alguém adquire em um cemitério um jazigo perpétuo significa que essa pessoa e seus sucessores serão donas do jazigo enquanto durar a sucessão da posse. E quando você recebe de Deus a vida eterna, quanto tempo acha que ela dura? Eternamente! Os versículos a seguir nos asseguram isso:

"Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida." (Jo 5:24).

"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo." (2 Co 5:17).

"Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais,  mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado." (1 Pe 1:18-19).

"Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus." (Rm 5:1-2).

"Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor." (Rm 8:38-39).

"As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um." (Jo 10:27-30).

"Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém." (Jd 1:2-25).

Um bom livro para se ENTENDER o evangelho é o estudo de Romanos, por Charles Stanley que pode ser baixado grátis no link a seguir.

http://acervodigitalcristao.com.br/livros/vida-atraves-da-morte/

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
     
 


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