Você perguntou o que significaria orar no Espírito Santo, e a passagem está em Judas 1:20-21 e diz: "Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo, guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de ...

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O que significa orar no Espirito Santo? and more...

O que significa orar no Espirito Santo?

Você perguntou o que significaria orar no Espírito Santo, e a passagem está em Judas 1:20-21 e diz: "Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo, guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna." Orar no Espírito Santo é orar com a direção do Espírito, e não de nossa própria vontade. O contrário disso seriam as orações decoradas e também aquelas sem qualquer fundamentação bíblica.

O Espírito Santo não irá nos dirigir em oração se aquilo que pedirmos for contrário à sua vontade e aos princípios expressos em sua Palavra. Você se lembra daquele famoso vídeo de políticos evangélicos que, depois de feita a transação de recebimento da propina, se deram as mãos e oraram juntos agradecendo a Deus pelo dinheiro? Se eles conhecessem a Palavra de Deus saberiam que Deus não iria ser solidário com o crime que estavam praticando.

Porém mesmo conhecendo a Palavra de Deus podemos cair no engano ou desconhecer alguns de seus aspectos, por isso orar "no Espírito" é também contar com sua ajuda quando não sabemos como pedir. "Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos." (Rm 8:26-27).

Se reparar na ordem da passagem de Judas verá que antes de falar em oração ele fala em edificação, portanto primeiro é preciso nos edificarmos em nossa santíssima fé, que é a fé cristã, para depois estarmos aptos a orar no Espírito. A maneira de sermos edificados é conhecendo, estudando, meditando e obedecendo a Palavra de Deus, a Bíblia. Ela é a revelação completa de Deus para o homem.

Isto responde à sua outra pergunta sobre alguns que em sua denominação religiosa dizem que você não precisa ler a Bíblia, pois tudo o que você precisa é o "pão quente" das revelações instantâneas trazidas no púlpito. Aquilo está mais para "carne quente" do que para "pão quente", pois não passa de pretensão humana de alguns que acham que têm conexão banda-larga com Deus para receber revelações inéditas que nem mesmo os apóstolos tinham. É carne porque é uma prática que ajuda a encher de orgulho os que procedem assim ao conquistar a admiração de seus seguidores.

Se você não lê a Bíblia e vive se alimentando da "carne quente" de supostas revelações, como poderá julgar se aquilo vem ou não de Deus? A Palavra de Deus é clara: "Tratando-se de profetas, falem apenas dois ou três, e os outros julguem" (1 Co 14:29). Como julgar ou conferir o peso ou medida de algo sem usar uma régua? Quando Deus ordenou a Moisés que os israelitas construíssem o tabernáculo deu ordens muito específicas para isso. Não era para fazerem do jeito que quisessem, mas "conforme ao seu modelo, que te foi mostrado no monte." (Êx 25:40; Hb 8:5). Havia um projeto dado por Deus para ser seguido.

Quando o Senhor disse que "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus" (Mt 7:21) ele estava mostrando que tinha um projeto para os seus no qual revelava a sua vontade, caso contrário seria impossível saber a vontade do Pai. Esse "projeto" é a Palavra de Deus que nos foi legada pelos apóstolos e profetas. Paulo escreveu a Timóteo: "ESCREVO-TE estas coisas, esperando ir ver-te em breve; para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade." (1 Tm 3:14-15).

Todas as vezes que deixamos de lado a Bíblia, a Palavra de Deus revelada e escrita, para acreditarmos em tudo que os homens dizem, ficamos à mercê de demônios. Afinal não é assim que funciona o espiritismo? Seu padrão não está numa Escritura, como é a Bíblia, mas nas "revelações" de supostos espíritos de mortos, que nada mais são que espíritos malignos travestidos de pessoas falecidas.

"Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas." (1 Tm 4:1).

Acreditar nesse "pão quente" de supostas revelações espirituais é tão seguro quanto comprar um imóvel só pela descrição do corretor, sem ver ou conferir as especificações numa planta e na escritura. Muitos já foram enganados assim. Conheci um que comprou um terreno e depois descobriu que ficava dentro de uma lagoa. Outro comprou um terreno na praia em Ilha Comprida e descobriu depois que ele só existia na maré vazante. Na maré cheia seu "terreno" virava mar.

Devemos ler a Bíblia ao ponto de nossos pensamentos serem formados pela Palavra de Deus, e só assim estaremos sempre alertas contra o ensino errôneo dos "espíritos enganadores" que hoje são abundantes na cristandade. São as aves que se aninham nos ramos do pé de mostarda.

"E, quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram AS AVES, e comeram-na... O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda... o qual é, realmente, a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm AS AVES DO CÉU, e se aninham nos seus ramos... Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e covil de todo espírito imundo, e esconderijo de TODA AVE IMUNDA E ODIÁVEL." (Mt 13:4, 31-32; Ap 18:2).

Se alguém vier a você dizendo que não precisa ler a Bíblia para conhecer a Verdade, esse alguém certamente não veio da parte de Deus. Talvez ele até use o argumento de que "a letra mata", isolando uma frase da passagem que no seu contexto está falando outra coisa.

Se ler o contexto irá descobrir que Paulo está falando do "ministério da morte, gravado com letras em pedras" em contraste com a graça, pois a lera da Lei efetivamente matava por mostrar ao homem sua incapacidade de cumpri-la. "Ora, a lei não é da fé; mas o homem, que fizer estas coisas, por elas viverá." (Gl 3:12). "A alma que pecar, essa morrerá" (Ez 18:20). "E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri." (Rm 7:9).

Estas passagens mostram a importância de nos aferrarmos às Escrituras, nossa única fonte segura de revelação. O Senhor sempre se firmava nas Escrituras para indicar aos judeus que tudo já tinha sido revelado ali:

"Diz-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra, que os edificadores rejeitaram, Essa foi posta por cabeça do ângulo; Pelo Senhor foi feito isto, E é maravilhoso aos nossos olhos?... Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus... Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça?... Mas tudo isto aconteceu para que se cumpram as escrituras dos profetas." (Mt 21:42; 22:29; 26:54, 56).

Quando Jesus se encontra com dois discípulos no caminho de Emaús é pelas Escrituras que consegue abrir seus olhos para a verdade e para tudo o que estava acontecendo: "E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras... E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?... Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras." (Lc 24:7, 32, 45).

Quando Paulo pregava, fazia isso tomando como base as Escrituras, pois era o alicerce seguro para seu ministério: "E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles; e por três sábados disputou com eles sobre as Escrituras... Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim." (At 17:2, 11).

"Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança... Mas que se manifestou agora, e se notificou pelas Escrituras dos profetas, segundo o mandamento do Deus eterno, a todas as nações para obediência da fé... Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras." (Rm 15:4; 16:26; 1 Co 15:3-4).

A Timóteo Paulo escreve para dizer da importância que teve aprender as escrituras desde criança: "E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus." (2 Tm 3:15).

Pedro, ao criticar os que se opunham aos ensinos do apóstolo Paulo, dá às suas cartas o mesmo status de "Escrituras" que até ali eram chamadas as revelações escritas do Antigo Testamento: "Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e IGUALMENTE as outras Escrituras, para sua própria perdição."

Veja também:
http://www.respondi.com.br/2007/10/o-que-significa-letra-mata.html
http://www.respondi.com.br/2016/02/por-que-voce-critica-minha-igreja.html
http://www.respondi.com.br/2007/10/o-que-acha-da-congregacao-crista-no.html
http://www.respondi.com.br/2017/03/voce-conhece-minha-igreja-para-poder.html

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

     



Voce considera sua comunicacao e linguajar apropriados?

 


https://youtu.be/BK9fLMQY9pY

Você não é a primeira pessoa que faz alguma observação quanto ao meu estilo de comunicação ao responder perguntas de leitores. Segundo você e outras pessoas eu não deveria me valer de recursos como o sarcasmo para falar das coisas de Deus, e sempre que recebo algum puxão de orelha como este eu corro voltar a fita para examinar o que escrevi ou falei. Na maioria das vezes deixo como está e vou explicar a razão.

A Palavra de Deus nos ensina a não usarmos "palavras vãs" ou "palavras fúteis" (Ef 5:6), ou o nome de Deus em vão (Êx 20:7). Colossenses 3:8-9 nos exorta a nos despojarmos "da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes" e da mentira. Efésios 4:29 não apenas repete para que não saia de nossa boca palavras torpes, mas segue dando uma instrução positiva para que de nossa boca saia "só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem". O mais provável é que você me ouça falar um palavrão só quando topar o dedinho do pé numa quina, ou fazer como aquela irmã que, ao ser fechada no trânsito, abriu o vidro do carro e gritou: “FARISEU!!!”.

Até mesmo em minha comunicação nas palestras profissionais que faço nas empresas eu não uso palavrões ou imoralidades, como muitos costumam fazer e hoje encontram reprovação das empresas mais sérias. Sempre faço a mim mesmo a pergunta: "Esta minha palestra poderia ser vista por pessoas de qualquer idade, gênero, etnia, formação e classe social?". Um palestrante voltado para o público empresarial não pode ter uma apresentação que seja de algum modo imprópria.

Nossas palavras tanto nos justificam quanto nos condenam, um princípio que está em Mateus 12:36-37. Isto porque "o que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem" (Mt 15:11). Palavras contaminam porque vêm do coração, que é o centro de nossas emoções, e "do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem." (Mc 7:21-23). "De uma mesma boca procede bênção e maldição." (Tg 3:10).

Para um cristão pode ser inconveniente até mesmo nomear ou repetir o que outros dizem: "A prostituição, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos; nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convêm; mas antes, ações de graças." (Ef 5:3). Não conheço ninguém que use palavras como "parvoíces" ou "chocarrices", portanto uma boa ideia é consultar outras versões da Bíblia em que estas palavras foram traduzidas como "palavrões", piadas de mau gosto ou "obscenas".

Às vezes nosso modo de comunicar é uma expressão de nosso temperamento natural, e pessoas de pavio curto são as que mais se metem em encrenca por abrirem a boca quando não devem. "O que guarda a sua boca e a sua língua guarda a sua alma das angústias" (Pv 2:23), e "se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã." (Tg 1:26).

Mas não pense que o poder de controlar nossa boca venha de nós. Preciso contar sempre com o Senhor, e estar em comunhão com ele, para que "sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração" (Sl 19:14). "Põe, ó Senhor, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios", diz o salmista no capítulo 141:3 reconhecendo sua fraqueza neste sentido. Nossas palavras são o resultado de nossa vida de comunhão com Deus, e como estamos sempre prontos a julgar o comportamento de nosso próximo, nada melhor que a exortação do Senhor Jesus neste sentido:

"Por que atentas tu no argueiro que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho? Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão. Porque não há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto. Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos. O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca." (Lc 6:41-45).

Saímos agora das palavras reprováveis que porventura venhamos a utilizar em nossa comunicação, para entrarmos em outro campo, que é o do assunto ou teor daquilo que queremos transmitir e que deve sempre agregar algo aos nossos ouvintes. "A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um" (Cl 4:6). O apóstolo aconselhou Timóteo a ser "o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza" (1 Tm 4:12). Você logo identifica como está a comunhão de alguém com o Senhor só pelo seu falar, pois "do que há em abundância no coração, disso fala a boca." (Mt 12:34). Você também irá identificar o grau de santidade que essa pessoa atribui a Deus quando ela vier com alguma piada envolvendo alguma das Pessoas da Trindade.

A energia e voluntariedade excessivas da juventude podem também se refletir no falar, daí o conselho de Paulo a Tito, não apenas para os jovens que deveria aconselhar, mas para o próprio Tito: "Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados. Em tudo [Tito] te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós." (Tt 2:6-8).

Às vezes eu mesmo, ao responder a alguém, preciso parar e perguntar: O que é que estou defendendo aqui, minha reputação ou a reputação do Senhor? Para isso recorro ao que Paulo escreve e serve para quando o sangue sobe à cabeça, o coração dispara e a boca fica seca de raiva porque alguém nos ofendeu. Se antigamente éramos mais cuidadosos em escolher as palavras, dependendo do tamanho e musculatura de quem nos ofendia, em tempos de redes sociais a musculatura dos dedos de quem nos escreve não nos intimida e aí partimos para o ataque. Porém a Palavra de Deus nos exorta:

"A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens. Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens. Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem." (Rm 12:17-21). John Nelson Darby definiu este último versículo assim: "Se o meu mau temperamento produzir em você um mau temperamento, então você foi vencido pelo meu mal".

É um engano pensar que o versículo 20 — "amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça" — seja uma vingança destrutiva, tipo atear fogo nos cabelos de seu oponente. Nada poderia estar mais longe dessa interpretação quando você percebe que tudo na passagem é no sentido positivo, de retornar o mal com o bem. Paulo provavelmente estava citando Provérbios 25:21-22: "Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe pão para comer; e se tiver sede, dá-lhe água para beber; porque assim lhe amontoarás brasas sobre a cabeça; e o Senhor to retribuirá." A interpretação mais correta é a de você ajudar a estimular a consciência do outro para perceber seu mau proceder.

Mas existem palavras muito mais perigosas, agressivas e destruidoras do que palavrões ou piadas sujas. Falo da má doutrina, que pode chegar a nossos ouvidos com palavras suaves, educadas e motivadoras, enquanto escondem seu real intento. Paulo chama a isso de "falatórios profanos, porque produzirão maior impiedade", que é a má doutrina que "roerá como gangrena" (2 Tm 2:16). Aí já saímos da esfera do vocabulário, que são as palavras boas ou ruins utilizadas em nossa comunicação, para a forma conteúdo e atitude de nossa comunicação. O que vou dizer pode chocar alguns acostumados com aquele sussurrar suave e fala mansa que às vezes encontramos em certos líderes religiosos. Sabe aquele que muda seu tom de voz ao falar das coisas de Deus para mostrar "aparência de piedade, mas negando a eficácia dela"? Pois é, "destes afasta-te" (2 Tm 3:5).

Às vezes um novo convertido acaba adotando essa forma de comunicação por imitação, e aí chega até mim dizendo, "Vos saúdo, varão ungido!". Nessa hora eu olho ao redor para ter certeza de não ter sido transportado aos tempos medievais. Eu me sentiria mais à vontade se ele chegasse dizendo "E aí, cara, tudo em cima?". Faz lembrar um irmão, que hoje é fluente em inglês, mas decidiu aprender o idioma logo após sua conversão usando apenas uma Bíblia King James. Quando ele foi conversar com um irmão norte-americano causou nele a mesma impressão de voltar no tempo, e aí foi instruído a buscar um curso de inglês contemporâneo. Na época ele era solteiro, mas hoje é casado. Sempre tive a curiosidade de saber se ele teria pedido a mão de sua esposa com palavras do tipo: “Em verdade, em verdade te digo que desposar-te-ei”.

Não nos comunicamos hoje, em nossa linguagem coloquial, como as pessoas se comunicavam nos tempos de do Rei Tiago — King James — ou do português João Ferreira Annes d'Almeida, nome completo do tradutor de nossa versão mais popular da Bíblia. E até mesmo a ideia de que, para ser mais respeitoso, eu deva usar a forma "tu" ao invés de "você", é equivocada (nenhuma crítica aqui aos nascidos em Santos ou Florianópolis). A forma "você" é uma redução de "vossa mercê", que significa "vossa graça" e antigamente era usada para se dirigir a alguém que fosse importante demais para ser chamado apenas de "tu", a forma coloquial da época.

O rigor que porventura usamos nas palavras tem base bíblica, pois a má doutrina deve ser tratada segundo o mal que ela pode causar. Por isso Jesus falava com mansidão quando se dirigia a uma adúltera arrependida, mas soltava o verbo ao falar aos líderes religiosos de seu tempo: "Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus?" (Mt 12:34). Aos mesmos fariseus que tentaram amedrontá-lo dizendo-lhe: “Sai, e retira-te daqui, porque Herodes quer matar-te”, Jesus respondeu: “Ide, e dizei àquela raposa: Eis que eu expulso demônios, e efetuo curas, hoje e amanhã, e no terceiro dia sou consumado.” (Lc 13:31-32). No original a palavra usada por Jesus foi “raposa fêmea”, que podia significar muitas coisas relacionadas à reputação, caráter e comportamento daquele rei fantoche de Roma, ímpio e covarde ao ponto de se deixar influenciar por uma dançarina e mandar decapitar João Batista.

Paulo não passou a mão na cabeça de Pedro quando este começou a falar com os dois cantos da boca, comendo com gentios num momento, e rejeitando sua companhia em outro para ficar bem na fita com os judaizantes. Seu comportamento reprovável levou outros a dissimularem com ele "de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação", para o que Paulo diz: "Chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível." (Gl 2:11-14).

Isso mostra a importância de detectar e repreender a má doutrina e comportamentos reprováveis que possam comprometer a fé de alguns, o que não se faz sem ferir o brio dos que assim procedem. Se na ruína da cristandade em que nos encontramos formos cheios de dedos para ninguém ficar ofendido com nossa fala, só conseguiremos colocar panos quentes na questão e torná-la morna. Acaso não é a mornidão aquilo que caracteriza o último estado da cristandade, Laodiceia, e causa náuseas no Senhor ao ponto de querer vomitá-la de sua boca? "Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca." (Ap 316). A característica do discurso ecumênico hoje é a mornidão, não ser nem frio, nem quente, não ser nem tanto ao céu, nem tanto à terra, mas tentar conciliar as coisas de Deus ao engano budista do caminho do meio. Como diria o comediante Grouxo Marx, "Estes são meus princípios, e se você não gostar deles... bem, eu tenho outros".

Volto agora ao assunto inicial e principal de nossa conversa, que é o uso de linguagem que sirva demolir a má doutrina "que roerá como gangrena... e perverteram a fé de alguns" (2 Tm 217-18). É preciso entender que existem recursos linguísticos que podem ser apropriados em nossa comunicação na hora de grifar algo ou mostrar a loucura daquilo que alguém professa como se fosse bíblico. Às vezes estamos usando de sátira, que é uma forma poética de ironizar e ridicularizar o erro, ou de ironia, que acaba confundida por sarcasmo, que é praticamente a mesma coisa, porém com uma intenção cáustica de zombar da pessoa, e não de suas afirmações. Pelo Wikipedia aprendo que a palavra sarcasmo vem do grego "sarx", que significa "carne", e "asmo", que é "queimar". Portanto, "queimar a carne", algo destrutivo. Mas a sátira visa puxar a afirmação de alguém para o lado cômico, para que seja desacreditada como uma lenda ou ilusão. A ironia também faz isso.

Paulo usou de ironia em suas palavras aos irmãos de Corinto a fim de mostrar o absurdo de sua vanglória no uso abusivo e exibicionista do ministério que tinham recebido por intermédio do apóstolo que, assim como os dons. Eles não percebiam que nada possuíam de si mesmos, mas que aquilo que pensavam possuir era tão emprestado quanto o machado dos “filhos dos profetas” discípulos de Eliseu (2 Reis 6). Eles estavam se achando o máximo, sem perceber que o que tinham lhes havia sido concedido por graça e nem lhes pertencia. Veja o que Paulo diz no capítulo 7 de sua primeira epístola:

"Porque, quem te faz diferente? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias, como se não o houveras recebido? Já estais fartos! já estais ricos! sem nós reinais! e quisera reinásseis para que também nós viéssemos a reinar convosco!". O apóstolo magnifica agora o contraste entre aqueles que queriam ser alguma coisa aos olhos da carne, e aqueles que realmente eram aos olhos de Deus, "porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação" (Lc 16:15. Paulo continua ironizando o contraste com aquilo que os fazia pensar que eram importantes segundo o conceito humano:

"Porque tenho para mim, que Deus a nós, apóstolos, nos pós por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos, e aos homens. Nós somos loucos por amor de Cristo, e vós sábios em Cristo; nós fracos, e vós fortes; vós ilustres, e nós vis. Até esta presente hora sofremos fome, e sede, e estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa, e nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos. Somos injuriados, e bendizemos; somos perseguidos, e sofremos; somos blasfemados, e rogamos; até ao presente temos chegado a ser como o lixo deste mundo, e como a escória de todos.". Então, para mostrar que essa linguagem nada tinha de agressiva e destrutiva, mas eram palmadas dadas para doer, mas dadas com amor, ele completa: "Não escrevo estas coisas para vos envergonhar; mas admoesto-vos como meus filhos amados.". (1 Co 4:7-14)

Quer mais exemplos de linguagem irônica visando ridicularizar o que alguém afirma ou crê? Ao repreender os judeus por sua idolatria, Isaías ironiza: "A quem, pois, fareis semelhante a Deus, ou com que o comparareis? O artífice funde a imagem, e o ourives a cobre de ouro, e forja para ela cadeias de prata. O empobrecido, que não pode oferecer tanto, escolhe madeira que não se apodrece; artífice sábio busca, para gravar uma imagem que não se pode mover." (Is 40:18-20).

Jeremias não deixou por menos ao criticar a falsa confiança dos egípcios em sua ciência, que nada poderia faze para protegê-los do que Deus havia determinado sobre aquela nação: "Sobe a Gileade, e toma bálsamo, ó virgem filha do Egito; debalde multiplicas remédios, pois já não há cura para ti." (Jr 46:1). Em 1 Reis 18:27 é Elias quem ironiza a confiança dos profetas de Baal: "E sucedeu que ao meio dia Elias zombava deles e dizia: Clamai em altas vozes, porque ele é um deus; pode ser que esteja falando, ou que tenha alguma coisa que fazer, ou que intente alguma viagem; talvez esteja dormindo, e despertará.".

Mas nada do que escrevi aqui pode justificar minha atitude, se eu eventualmente fizer uso dessas técnicas de comunicação com um sentimento de superioridade em relação à pessoa a quem me dirijo. Um bom remédio tanto pode ser dado com boa ou má intenção, do mesmo modo como "alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade; uns, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, não puramente..., mas outros" (Fp 1:15-17). Aí o que está em jogo não é o que é ministrado, mas o estado de alma de quem ministra. Críticas à minha comunicação são sempre bem vindas, quer eu concorde ou não, porque elas me fazem examinar melhor o que digo e me ajudam a aprender a caminhar sobre ovos. Digo isto porque nem sempre quem comunica está com a razão. David Ogilvy, considerado o pai da publicidade, escreveu: "Comunicação não é o que você diz, mas o que o outro entende".

Às vezes acontece de eu precisar reescrever um texto porque alguém chamou minha atenção para uma palavra que não caiu bem, pois a mesma coisa poderia ter sido dita de outra maneira menos agressiva. Mas, como já demonstrei, quando a doença é grave — e má doutrina é doença tão grave quanto a gangrena — o remédio precisa ser necessariamente amargo. Paulo não economizou palavras para amaldiçoar quem pregasse um evangelho pirata, chamando tal pessoa de “anátema” ou “maldito” no primeiro capítulo da carta aos Gálatas. E pessoas malditas pregando um falso evangelho é o que você mais encontra na cristandade hoje, após dois mil anos de poluentes teológicos corroendo qual gangrena a Verdade de Deus. Menos preocupado com os melindres que sua linguagem poderia causar nos irmãos da Galácia, e mais em extirpar aquele câncer e protegê-los da mentira, Paulo escreveu:

“Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema. Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo.” (Gl 1:9-10).

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
     



Meus filhos nasceram deficientes porque me desviei da igreja?

 


https://youtu.be/BpSIajdVPDA

Você escreveu dizendo que tem dois filhos que nasceram deficientes e uma pessoa teria dito a você que eles nasceram assim porque você "se desviou da igreja". Eu diria que quem disse essas coisas é cruel e provavelmente nunca conheceu a Cristo.  No dicionário dela não existe a palavra compaixão. Se essa pessoa está na tal "igreja" que você mencionou é melhor que você fique mesmo longe desse lugar e das pessoas que estão ali, caso seja isso que ensinam por lá.

O que ela diria do cego de nascença? Que nasceu assim porque seus pais se desviaram da sinagoga? Mas aconteceu justamente o contrário, seus pais não queriam de jeito nenhum serem expulsos da sinagoga pelos hipócritas fariseus, mas seu filho cego acabou expulso depois de curado por Jesus e por seu testemunho corajoso. Com isso teve a oportunidade de conhecer quem Jesus realmente era, e adorá-lo, fora daquele sistema religioso que havia sido pervertido por homens corruptos.

"E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus... " - Sugiro que leia o capítulo inteiro de João 6. Por meio daquele cego Deus seria glorificado naquilo que Jesus iria fazer com ele.

Deus permitiu que seus filhos nascessem assim por alguma razão que só iremos descobrir no céu. Por enquanto, que tal esta: Provavelmente ele sabia que você seria a pessoa mais capacitada a cuidar deles. Enquanto você pergunta por que teve dois filhos deficientes, outra mãe pergunta por que seu filho, que nasceu com tudo perfeito, virou um bandido; outra, por que seu filho inteligente e saudável morreu num acidente ainda jovem, e por aí vai. Não entendemos os desígnios de Deus e nem teremos todas as respostas nesta vida, mas quando o conhecemos como Pai aceitamos sua vontade para nós.

Tenho um filho adotivo, Pedro, que nasceu com paralisia cerebral e é também cego, mudo e não anda. Felizmente ele escuta, o que já consideramos uma vantagem. Se perguntar por que adotamos uma criança assim, se já tínhamos dois filhos saudáveis, a verdade é que sentimos no coração que devíamos adotar alguma criança que precisasse de pais, e uma criança deficiente teria mais dificuldade neste sentido. Alguns adotam por querer ter filhos, nós adotamos por ele precisar de pais.

Não contamos a ninguém de nossa decisão, só oramos. Dois meses mais tarde uma amiga, que não sabia de nada, nos contou de um menino deficiente de quatro anos que era cuidado pela avó, a qual morreu e ele ficou sem ninguém para cuidar, pois a mãe vivia nas ruas. Quem você acha que colocou nosso filho em nossas mãos? Quem poderia saber que tínhamos orado (e não procurado) para trazer à nossa casa uma amiga que morava há mais de mil quilômetros para nos dizer aquilo?

Às vezes as pessoas perguntam (e eu também, quando as costas travam na hora de colocar a cadeira de rodas no porta-malas) quem irá cuidar dele quando formos velhos e fracos, e a resposta é a mesma: Não fomos nós que "tivemos" este filho, foi Deus quem o trouxe à nossa porta. Então é dele também a tarefa de resolver isso, não nossa.

Nunca se esqueça que, para o cristão, esta vida é uma viagem de ônibus. Não consideramos o ônibus nosso lar e nem cogitamos ficar ali para sempre com a família. Sabemos que existe um destino ao qual iremos chegar a qualquer momento. Talvez cheguemos antes ao destino, talvez sejam os filhos que chegarão, mas ninguém vai ficar morando para sempre no ônibus com todo o desconforto, as roupas suadas e outras limitações.

Então procure ganhar a perspectiva de Deus e olhar além desse vale de dores pelo qual andamos aqui. Costumamos ter visão curta e olhamos só para a escuridão do vale, mas se escalássemos uma montanha veríamos que há muitos vales e montanhas até o horizonte ao longe. Nosso destino é além do horizonte.

Mesmo que esta vida seja sem riqueza,
Sei que lá, em glória, tenho uma mansão.
Qual perdida alma entre a pobreza,
De mim Jesus Cristo teve compaixão.

Ainda pelo mundo eu vou caminhando,
De dor rodeado e de tentação;
Mas eu sei que ao lado me vem consolando
Meu bendito Cristo na tribulação.
Mais além do Sol, muito além do Sol,

Com precioso sangue, o Senhor resgata
Das nações a homens, para o santo Deus.
Também uma casa, celestial morada,
Muito além do sol foi preparar aos Seus.

Mais além do Sol, muito além do Sol,
Eu tenho um lar, o meu lar está
Muito além do Sol.
Mais além do Sol, muito além do Sol,
Eu tenho um lar, o meu lar está
Muito além do Sol.

http://www.3minutos.net/2010/02/195-as-razoes-de-deus.html
http://www.respondi.com.br/2008/01/por-que-deus-cria-pessoas-com.html
http://www.respondi.com.br/2014/01/meu-filho-autista-sera-salvo.html
http://www.3minutos.net/2013/04/433-fui-eu-que-fiz-isso.html
http://www.stories.org.br/querocontar/archives/00000029.htm

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
     



Como pregar o modo como congregamos?

 


https://youtu.be/emLX0P9fXoQ

É um privilégio ser despertado para a Verdade de estar congregado ao nome do Senhor Jesus somente, fora dos sistemas religiosos criados por homens, com seus templos, clérigos, rituais, dízimos etc. Mas Deus não nos disse para pregarmos lugar ou modo de congregar; somos exortados a pregar o evangelho, que é Cristo morreu por nossos pecados e Cristo ressuscitou para nossa justificação.

A grande maioria das pessoas que enchem as igrejas católicas, protestantes, evangélicas, pentecostais, neopentecostais etc. ignora o que seja o evangelho da graça de Deus. Em muitos desses lugares tudo o que recebem são mensagens motivacionais, de prosperidade, de filosofia, mudança de vida etc., mas não o evangelho genuíno. E quando se fala de salvação, está é condicionada a um determinado modo de viver, a seguir a Lei de Moisés ou um conjunto de regras, estar em dia com o dízimo, etc. Mas evangelho sem sangue não é evangelho, portanto fica fácil você identificar se ouvir algo diferente com a etiqueta "evangelho".

Para estes uma boa abordagem numa conversa jamais deve ser se gabar de ter ou conhecer alguma verdade, mas sentir a temperatura da água, isto é, tentar descobrir se está conversando com um salvo ou perdido. O fato de alguém se declarar membro de alguma religião cristã não faz dele um salvo, mas apenas um religioso. "Você crê em Jesus como seu Salvador?" seria uma boa pergunta para começo de conversa.

Você ficará surpresa com as respostas, embora a primeira geralmente será afirmativa: "Creio". Então tente esta: "Você sabe para onde vai se morrer agora?" e aí começam as dúvidas: "Sim, para o Senhor", ou "para o céu", dirão alguns com um brilho nos olhos. "Não sei", "Não tenho certeza...", "Preciso fazer o melhor que puder..", "Só Deus sabe...", "Não tenho ido à igreja...", "Vou esperar o juízo final...", "Preciso perseverar até o fim...", "Ainda não fui batizada com o Espírito Santo...", "Não estou entre os vencedores...". Tudo isso denota falta de entendimento do que é o evangelho e da certeza que Jesus quer que tenhamos, que ele deixou muito claro nestas palavras:

"Em verdade, em verdade vos digo: quem OUVE a minha palavra e CRÊ naquele que me enviou TEM a vida eterna, NÃO ENTRA EM JUÍZO, mas PASSOU DA MORTE PARA A VIDA. Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes QUE TENDES A VIDA ETERNA, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus." (Jo 5:24-25).

"Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade; com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo; em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. O qual é o penhor [garantia] da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória." (Ef 1:11-14).

Pronto, só com isso você já terá muita conversa para ajudar a pessoa a encontrar a libertação pela certeza de sua salvação eterna. Se for alguém nascido de novo talvez ainda não seja alguém convertido, portanto é hora de passar da incerteza de Romanos 7 para a certeza de Romanos 8 (leia os dois capítulos e repare no contraste).

Mas se alguém perguntar onde e como você congrega lembre-se de dizer que congrega ao nome, ao único NOME, ao nome de Jesus, porque é assim que ele pediu que estivéssemos congregados pelo Espírito. A importância não está ONDE, nem COMO congregamos, mas a que NOME. Em Deuteronômio 12 Deus ordenou que os israelitas não adorassem em qualquer lugar, mas somente onde o Senhor colocasse o seu NOME.

Até dois mil anos atrás o lugar onde estava o nome do Senhor era Jerusalém, e o que mantinha os judeus unidos e protegidos como em um aprisco ou redil era a Lei, que lhes servia de aio. Mas quando o Senhor prometeu que tiraria as ovelhas do aprisco (figura de Israel guardada por cercas da Lei) e as traria para fora, a única coisa que as manteria unidas não seriam dogmas, maneiras, regras ou algum líder carismático. A PESSOA do Pastor que é Cristo seria o centro delas, e estariam em redor dele como a limalha de ferro que é atraída pelo imã. É a pessoa do pastor que agrega as ovelhas, como ocorre com um rebanho natural. Coloque qualquer outro nome nisso e você pode até ser cristão, mas não está reunido AO NOME.

Lembre-se de que a passagem de Mateus 18:20 não diz "onde dois ou três SE REUNIREM ao meu nome", como aparece erroneamente em algumas versões, mas "onde dois ou três ESTIVEREM REUNIDOS ao meu nome". Existe aí a figura oculta de um Reunidor, que é o Espírito Santo. As frutas não ficam juntas a não ser que exista a cesta que as mantêm reunidas, assim é o trabalho do Espírito reunindo os crentes ao nome de Jesus.

Só por aí você já percebe que seria inútil pregar lugar ou modo de reunir, porque esse trabalho é do Espírito, não nosso. Nossa tarefa é evangelizar, e não buscar membros para uma reunião ou assembleia. Tudo o que podemos fazer é esclarecer quando alguém pergunta, mas pode ter a certeza de que tudo o mais deve ser deixado para a ação do Espírito.

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http://www.stories.org.br/textos/principios.html
http://www.stories.org.br/gather_p.html
http://www.stories.org.br/textos/vpp.html

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
     


Padre pode cantar em igreja de pastor?

 


https://youtu.be/HpfU3beryag

Você viu a notícia de um padre que foi cantar no culto da igreja de um pastor e perguntou se isso seria correto. Na verdade eu sou meio alheio às notícias dos meios católicos e evangélicos e acho que apenas o nome do padre que citou me é familiar, mas nem sei quem é o tal pastor. O que padres e pastores fazem ou dizem não faz muita diferença para mim. Ingênuo é o cristão que pensa que o que acontece nas igrejas não esteja sendo manipulado por um nível superior de comando.

No Brasil vimos um impeachment de uma presidente em meio a investigações de corrupção e desvio de dinheiro público. Quando todos pensavam que era coisa apenas do partido governante, eis que surgem outros e mais outros até o Brasil aprender da maneira mais difícil que, em política, seus atores se xingam nos palanques, enquanto se abraçam nos bastidores. O mesmo acontece na cristandade. O palco que surge dividido entre gregos e troianos para a plateia, está todo conectado nas coxias, onde atores gregos e troianos circulam e se abraçam.

Em política e religião, falar com os dois cantos da boca é comum, embora o povo leigo do "chão de fábrica" nem sempre perceba isso. Recentemente a imprensa noticiou o caso de um pregador da prosperidade que estaria percorrendo os bancos de chapéu na mão para obter um empréstimo milionário. Para isso terá de penhorar sua igreja, o que faz perguntar se ele nunca assistiu a seus próprios programas nos quais prometia prosperidade ilimitada para quem lhe enviasse dinheiro.

Quem conhece profecia bíblica sabe que a cristandade estará toda emaranhada em uma monstruosidade só que será motivo de espanto para o apóstolo João: "Quando a vi, admirei-me com grande espanto." (Ap 17:6). Trata-se de Babilônia, a Grande Meretriz que controlará o poder civil e religioso, a cristandade em sua última e degradada forma, vazia de cristãos genuínos, mas ainda mais rica e abastada do que se gabava de ser quando ainda tinha os salvos em seu bojo. Depois do arrebatamento dos salvos, as cascas vazias chamadas hoje de "igrejas" estarão unidas nessa deformidade que deveria ter sido a noiva de Cristo, mas não passava de uma grande meretriz.

Mas voltando à dúvida se é correto um padre cantar na igreja de um pastor, ela traz à tona alguns questionamentos de erros graves praticados na cristandade. Geralmente eles são invisíveis à maioria dos cristãos, de tão acostumados que estão em praticá-los e alheios aos ensinamentos das Escrituras. Alguns podem até achar falta de respeito criticar essas práticas que já são tão usuais nas religiões cristãs, mas se não tivermos a Palavra de Deus como nosso guia, acabaremos na condição de ruína em que estava o povo de Israel no livro de Juízes: "Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto." (Jz 21:25).

Primeiro, em sua pergunta você falou de um padre Fulano e de um pastor Sicrano. na Bíblia não encontro nenhum "Padre", pois até o Senhor Jesus disse para não chamarmos a ninguém de "Pai" no sentido religioso, e "Padre" é "Pai" em latim. "E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus." (Mt 23:9). Localmente as igrejas tinham bispos, também chamados presbíteros ou anciãos, e pelo menos em uma passagem chamados de "pastores" por ali estar revelada sua função de supervisores do rebanho. Mas sempre eram múltiplos numa localidade, e não apenas um como é o clérigo, padre ou pastor nas religiões cristãs de hoje.

Segundo, pelo que entendi de sua pergunta aparentemente o padre Fulano foi convidado pelo pastor Sicrano, pois nessas igrejas o padre ou o pastor é a autoridade máxima no local de reuniões. Por isso você perguntou se estaria certo o pastor Sicrano permitir isso. Mas na Bíblia você não encontra a figura do "Pastor" como dirigente de uma congregação congregação. Pastor na Bíblia é um dom, não um dirigente das reuniões da igreja. Nas reuniões da igreja segundo a Bíblia é o Espírito Santo quem dirige e usa quem ele quer, e não um único homem à frente da congregação.

"Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua, e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito para edificação... Tratando-se de profetas, falem apenas dois ou três, e os outros julguem. Se, porém, vier revelação a outrem que esteja assentado, cale-se o primeiro. Porque todos podereis profetizar, um após outro, para todos aprenderem e serem consolados." (1 Co 14:26, 29-31). Leia a partir do versículo 26 que são as instruções de como deve ser uma reunião da Igreja e tente encontrar um homem à frente, como um clérigo, padre ou pastor, dirigindo tudo fazendo-se passar pelo Espírito Santo.

Terceiro, você referiu-se à igreja na qual o padre foi cantar como sendo a "igreja do pastor Sicrano", mas na Bíblia não encontro uma igreja com dono humano ou identificada pelo nome de algum padre ou pastor, tipo "igreja do Padre Fulano" ou "igreja do Pastor Sicrano". A igreja é sempre citada como sendo de Deus e sua identificação além desta é apenas geográfica, pelo nome da cidade ou localização: Igreja que está em Corinto, Igreja que está em Éfeso, etc. Paulo escrever igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso" (1 Co 1:2).

Quarto, ao perguntar se estava certo o padre cantar na igreja do pastor você usou uma expressão muito comum no mundo religioso mas completamente estranha à Bíblia. Isto porque na Bíblia não encontramos artistas cantores indo a alguma igreja apresentar um número musical para uma audiência. Todos estão ali com olhos voltados a Cristo como o centro das atenções, nunca a algum apresentador de algum número musical.

Conhece alguma passagem onde diga que Timóteo foi cantar na igreja que estava em Filipo? Ou que Paulo tocava na igreja que estava em Tessalônica? Ou que Pedro era regente do coro da igreja que congregava em Jerusalém? A reunião da igreja é para o ministério da Palavra, a ceia do Senhor e a oração, e isto é muito claro em Atos 2:42: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.".

Mas será que não havia cânticos nas reuniões da igreja? Certamente havia, apesar de não encontrarmos qualquer evidência do uso de instrumentos musicais. Todos deviam participar conjuntamente, a uma voz. "Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração... Para que concordemente e a uma voz glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo." (Cl 3:16; Rm 15:6). No louvor cristão todos se sentam na plateia e no palco só fica Jesus.

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
     


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