Você perguntou: "Deus se vinga por nós? Deus se vinga de nossos inimigos? Quando ofendidos ou insultados e ficamos em silêncio, podemos contar que Deus irá agir por nós fazendo a pessoa se lembrar do mal que nos fez?". Sim, Deus se vinga, mas não ...
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Deus se vinga por nós? and more...

Deus se vinga por nós?

Você perguntou: "Deus se vinga por nós? Deus se vinga de nossos inimigos? Quando ofendidos ou insultados e ficamos em silêncio, podemos contar que Deus irá agir por nós fazendo a pessoa se lembrar do mal que nos fez?". Sim, Deus se vinga, mas não necessariamente pelo mal que é feito aos seus, mas primeiramente porque um mal feito aos que lhe pertencem é um mal feito ao próprio Senhor. 


Você já sentiu o quanto incomoda um cisco no olho? Pois bem, para Deus o seu povo é a "menina do seu olho" (Zc 2:8), uma parte essencial e sensível para Deus. Tocou nos seus, tocou no próprio olho do Senhor que irá querer se livrar logo daquele cisco. Sim, é assim que o Senhor enxerga os que se opõem a ele, um cisco, independente do poder e força que pareça ter.

Mas do lado do cristão, o simples fato de você DESEJAR que Deus vingue o mal que fizeram a você já é fruto de um coração carnal, e não do Espírito Santo que habita em você, porque será um sentimento que busca resguardar seus direitos, sua reputação, seus interesses, enquanto a vingança divina tem por objetivo resguardar tudo isso, porém do lado de Deus e não propriamente seu.

O sentimento de vingança permeia todo o Antigo Testamento porque ali Deus tinha um povo terreno e carnal com esperanças na terra, portanto era de se esperar que quando atacados procurassem se vingar dos inimigos por tirarem a vida de seus parentes e roubarem suas terras e seus bens. O próprio Deus em muitas ocasiões dizia para fazerem assim, e em Apocalipse as almas dos mártires clama por vingança diante do Senhor, porque ali encontramos judeus que passaram pela Grande Tribulação e sofreram nas mãos de seus algozes. É preciso entender que a cena se passa anos depois de a Igreja ter sido tirada da terra no arrebatamento, portanto está bem conforme o sentimento dos israelitas no Antigo Testamento.

"E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?" (Ap 6:9-10). 

Mas hoje vivemos na dispensação da graça de Deus e não somos israelitas querendo fincar bandeira numa terra física, mas cidadãos do céu de passagem pela terra, a menos que você tenha sido iludido pela Teologia do Pacto, que promove a busca de prosperidade e justiça neste tempo da rejeição do mundo contra o Senhor. Vingança é um sentimento carnal do velho homem, não produzido pelo Espírito de Deus, que nos diz para não desejarmos a vingança, mas deixarmos isso para Deus. 

Então se no Antigo Testamento encontramos esse desejo e prática entre o povo de Deus, agora podemos descansar sabendo que Deus pode sim vingar o mal que é feito contra o seu povo, mas não cabe ao cristão desejar essa vingança ou tomá-la em suas próprias mãos. Depois de o Senhor declarar na Lei, "Minha é a vingança e a recompensa" (Dt 32:35) a mesma frase é citada duas vezes nas cartas dos apóstolos em Romanos 12:19 e Hebreus 10:30.

O contexto em Deuteronômio é que o Senhor promete vingar a si mesmo contra o desmazelo dos israelitas que insistiam em manchar sua glória e andar em idolatria. Nas cartas a passagem é usada para mostrar que não cabe ao cristão tomar a vingança nas próprias mãos, porque estaria assim usurpando um poder que pertence a uma autoridade superior, o próprio Deus, mas no fundo o objetivo é o mesmo: Deus vinga-se a si mesmo por ter sido ofendido, ora por seu povo de Israel, ora pelo mal que os ímpios causam ao seu povo atual, a Igreja. 

É fácil entender isso quando lemos do que o Senhor disse a Saulo no caminho para Damasco: "Saulo, Saulo, por que me persegues?" (At 9:4). Saulo achava que estava apenas perseguindo os membros da odiada seita dos cristãos, sem saber que estava perseguindo e maltratando os membros do corpo do próprio Senhor. Mas a vingança imediata do Senhor foi da maneira mais inesperada: Ao invés de fulminar o futuro apóstolo com um raio vindo do céu, como provavelmente alguns gostariam que acontecesse, o Senhor ou trouxe para si, fazendo dele justamente o maior evangelista de sua época. Então não se surpreenda quando a vingança de Deus vier de uma maneira que você jamais esperaria.

Isso nos ensina que a única vingança perfeita é aquela perpetrada pelo próprio Senhor, pois seus motivos são absolutamente puros. A questão é: Seriam nossos motivos puros ao buscarmos por vingança do tipo olho por olho e dente por dente? Conhecendo a carne que ainda habita em nós o cristão sincero não arriscaria dizer que deseja vingança apenas para a glória de Deus, mas certamente existiria nesse desejo uma amargura que nada teria de divina. O Senhor Jesus, que era também o autor da Lei dada a Israel que às vezes até fomentava a vingança, alterou a Lei quando disse:

"Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes. Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim? Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.". (Mt 5:38-48).

Portanto a instrução para o cristão hoje é jamais buscar confusão e conflito, mas a paz. "Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem." (Hb 12:14-15). 

Mas e quando sofremos injustamente, não teríamos o direito de nos vingarmos a nós mesmos? Como já disse, o problema da vingança está em querer furar a fila na pirâmide da autoridade. Todo cristão tem sobre si as autoridades constituídas por Deus e pode de forma legal e ordeira apelar para elas quando se sentir injustiçado, sabendo que a última instância nessa linha não é o Supremo Tribunal Federal, mas o Supremo Tribunal de Deus.

Sofrer discriminação e injustiças hoje, em um mundo convulsionado por lutas de classe, movimentos raciais e guerras étnicas, tem tudo a ver com a ruína que o pecado causou na humanidade. E a imprensa não deixa de fazer o seu papel de fomentar essas diferenças e criar narrativas polarizadoras para acrescentar lenha na fogueira das paixões humanas. O cristão deve ser sábio o suficiente para não se deixar levar pelo que vê na mídia, entendendo que quem vive de vender notícias também é em grande parte responsável de produzir essas mesmas notícias.

Antes da Guerra Hispânico Americana dois jornalistas americanos, William Hearst e Joseph Pulitzer, adversários entre si, disputavam a esse fomento e polarização da sociedade que terminaria em uma guerra. A explosão de um navio americano em Cuba, causada por um problema em suas caldeiras, foi transformada pelo jornal de Hearst em uma manchete que dizia: "O navio de guerra Maine foi dividido em dois por uma máquina secreta infernal do inimigo". Tudo mentira para seguir a máxima do jornalismo que ensina que "Se não sangrar, não dá audiência". A imprensa acendeu o pavio usando de mentiras e logo muita gente estaria sangrando de verdade, vítimas da inconsequência dos jornais.

Frederic Remington, o famoso artista que deu vida às imagens do Oeste americano, foi contratado pelo magnata dos jornais William Randolph Hearst e enviado a Cuba para produzir ilustrações para seu jornal, numa época quando a fotografia não era ainda popularizada e os jornais traziam mais ilustrações em bico de pena. O artista escreveu de volta para Hearst dizendo: "Está tudo quieto. Nenhum problema por aqui. Não haverá guerra. Desejo voltar.". Hearst respondeu: "Por favor, fique aí. Produza você as ilustrações e deixe que eu produzirei a guerra.".

O que Deus espera do cristão é que ele seja mais sábio do que aqueles que são do mundo e manipulados pelo diabo, e não caia nas narrativas fabricadas para produzir conflitos, sempre sob o patrocínio de jornais e partidos. Ora, até parece que os cristãos do primeiro século não estavam acostumados com discriminação, espancamentos, prisões e mortes injustas! Foi por isso que o apóstolo Pedro deixou claro em sua carta, chegando até a dizer que a injustiça, para o cristão, "é coisa agradável", quando decorrente da fé em Cristo:

"Porque é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente. Porque, que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas se, fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus. Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano. O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente; Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados. Porque éreis como ovelhas desgarradas; mas agora tendes voltado ao Pastor e Bispo das vossas almas." (1 Pe 2:19-25). 

Tendo tudo isso em mente, e não vá você querer furar a fila e fazer o papel que pertence a Deus quando o assunto for vingança. Embora não caiba ao cristão vingar-se a si mesmo, pois certamente fará isso com um tempero impuro em seu coração, ele pode descansar sabendo que nada do que lhe acontece injustamente passará despercebido do Senhor.

"A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens. Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens. Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.  Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem." (Rm 12:17-21).

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
     
 



Quem eram a mulheres que ungiram o Senhor Jesus?

Sua dúvida é sobre quem seriam as mulheres que ungiram o Senhor Jesus, se foram uma mesma mulher em todos os casos, ou se os registros dos Evangelhos são distintos ou repetições de um único evento. Encontrei um texto de autor desconhecido que explica muito bem isso, então vou me ater a transcrevê-lo aqui. O texto foi extraído da publicação "An Outline of Sound Words: Volumes 41-50: The Women Who Anointed the Lord Jesus".

As cenas marcantes da unção do bendito Senhor pela mulher na casa do fariseu Simão e por Maria de Betânia permanecerão preciosas para sempre para aqueles que valorizam a Pessoa de Jesus e a graça que o trouxe do céu para falar aos nossos corações atribulados, e para nos levar a conhecer Seu profundo amor, para que possamos responder com afeto e adoração. 

Alguns pensaram que os incidentes de Lucas 7 e João 12 seriam um e o mesmo, mas um exame cuidadoso mostra que são eventos bem distintos, mesmo que tenham algumas características em comum. Em ambos o unguento foi derramado de um vaso de alabastro, e em ambos os pés de Jesus foram ungidos.

Mateus, Marcos e João registram o mesmo evento, João nos revela que a mulher era Maria de Betânia, e Mateus e Marcos revelam que a unção ocorreu na casa de Simão, o leproso. A unção de Lucas 7 foi na casa de outro Simão, sim, o fariseu. Há muitos de nome Simão mencionados nas Escrituras, nove deles no Novo Testamento sempre cuidadosamente distinguidos um do outro. Nada nos faria supor que Simão, o fariseu, fosse a mesma pessoa que Simão, o leproso.

A unção de Lucas 7 parece ter ocorrido na Galileia e no curso do ministério do Senhor na Galileia, pois embora os eventos de Lucas estejam agrupados de uma maneira moral, em vez de cronologicamente, os eventos dos capítulos 4 a 9 parecem todos pertencer à Galileia. De Lucas 9 (ver versículos 51 e 53). o Senhor é visto como caminhando em direção a Jerusalém, que Ele não alcançará até o final do capítulo 19.

A unção de Maria é mostrada pelos três evangelistas como sendo o final do caminho do Senhor na terra, e poucos dias após Sua morte e sepultamento. Além disso, isso não foi na Galileia, mas na Betânia da Judéia. Essa unção não estava no meio de Seus labores, mas em vista da partida iminente do Senhor, assim como Ele diz em Mateus 26:12: “Pois ao derramar este unguento sobre o meu corpo, ela o fez para o meu sepultamento”.

Em Lucas 7, a mulher é apresentada a nós como uma pecadora arrependida, enquanto Maria é descrita em João 12 como uma santa adoradora. Não há dúvida sobre o estado da pobre mulher pecadora; ela precisava de salvação e perdão dos pecados, e de paz para seu coração atribulado; e tudo isso ela recebeu dos próprios lábios do Senhor na casa de Simão. Maria de Betânia, em Lucas 10, é encontrada como uma aprendiz aos pés de Jesus; nem há qualquer dúvida sobre seus pecados em João 12; ela está ali adorando Aquele que ela aprendeu como sendo a Ressurreição e a Vida na ressurreição de Lázaro.

A mulher de Lucas 7 primeiro lava os pés de Jesus com suas lágrimas de contrição, depois os enxuga com seus cabelos; e depois de enxugar ela unge Seus pés com o unguento. Não há nenhuma palavra de Maria lavando os pés de Jesus com lágrimas: suas lágrimas foram derramadas quando Lázaro morreu, e naquele momento Jesus chorou com ela; mas Ele enxugou todas as suas lágrimas antes que ela ungisse Seus pés. Maria primeiro unge os pés de Jesus, e enxuga Seus pés ungidos, não Seus pés lavados.

Evidentemente, duas pomadas diferentes foram usadas por essas devotadas mulheres. A mulher de Lucas 7 usou "mirra", mas a de Maria era "nardo puro", que o Espírito Santo nos diz ser "muito cara". A mulher de Lucas 7 era devedora de "quinhentos denários", a quem o Senhor perdoou; Maria era uma adoradora de "trezentos denários", a quem o Senhor elogiou. Não há menção da mulher em Lucas 7 quebrando seu frasco, mas Maria quebrou o frasco de nardo puro; tinha sido guardado para o Senhor, e era apenas para ele.

Tanto Mateus quanto Marcos falam da unção da cabeça de Jesus, um ato totalmente diferente da abordagem de um pecador arrependido, mas em perfeita harmonia com a apresentação de Jesus pelo Espírito Santo nesses Evangelhos. Em Mateus, a cabeça do Rei de Israel é ungida, e em Marcos a cabeça do Profeta de Jeová e servo fiel, e um santo devotado de Deus tem o privilégio de assim ungir.

Os dois convites são bastante distintos em caráter. Evidentemente, Simão, o fariseu, convidou o Senhor para comer em sua casa para que pudesse examinar mais de perto Aquele cujos ensinos e ações estavam chamando tanto a atenção do público. Seu julgamento errôneo e severo do Senhor revelou a verdadeira condição de seu coração, e fez com que o Senhor o expusesse em contraste com o pecador pobre arrependido. Quão diferente foi o convite em Betânia, onde fizeram uma ceia ao Senhor, e onde Ele está rodeado por aqueles que O amam, e onde eles admiram, adoram, comungam, servem e adoram.

Em Lucas 7, o Senhor intervém a favor do pobre pecador, revelando a atitude de Deus para com os pecadores e recomendando a resposta daquele a quem muito é perdoado. Em João 12, em resposta às murmurações suscitadas pela avareza de Judas, o Senhor diz: "Deixai-a; para o dia da minha sepultura ela guardou isto"; e em Mateus 26, "Onde quer que este Evangelho seja pregado em todo o mundo, ali também o que esta mulher fez será contado em sua memória." As recomendações do Senhor são muito diferentes, cada uma perfeita de acordo com as circunstâncias e o estado de quem O unge.

Apenas três são mencionados no incidente de Lucas 7, Jesus, Simão e a mulher; enquanto que no outro incidente estão Jesus, Lázaro, Marta, Maria e os discípulos de Jesus, evidentemente uma companhia diferente. No primeiro caso, Jesus fala a Simão e à mulher, sendo o tema do discurso o perdão dos pecados; neste último, Jesus só fala àqueles que murmuram contra a ação de Maria, defendendo-a contra eles e louvando um ato que antecipou a Sua morte. A mulher de Lucas 7 é uma hóspede indesejada na casa de Simão, mas Maria é evidentemente uma das que prepararam a ceia para Jesus.

Cada cena é bela, comovente e encantadora para o coração de Jesus. Quer seja a gratidão do pecador arrependido ou a adoração do coração de um santo que o admira, isso traz prazer ao bendito Senhor e suscita Sua aprovação. Um fariseu hipócrita não consegue entender as ações de um coração tocado pelo amor divino, ou discernir a glória dAquele que veio para manifestar a graça de Deus aos pecadores. Um Judas, dominado pelo amor ao dinheiro e pelo instrumento de Satanás, só vê desperdício do precioso unguento, pois não tinha coração para o Filho de Deus, e nenhuma simpatia por alguém que daria seu maior tesouro para mostrar como ela o valorizou. 


por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
     
 



Salomão edificou o Templo a Satanás?

Em sua mensagem você escreveu: "Salomão, em seu discurso na inauguração do templo que edificou, disse que o "deus" que veio a ele em sonho disse que habitaria nas trevas. Sendo assim teria Salomão edificado o Templo a Satanás?". Na verdade você não perguntou, fui eu quem reescreveu o que escreveu em forma de pergunta porque é ultrajante até a ideia de pensar que alguém afirmaria algo assim. Vamos ao texto bíblico:


"Tendo os sacerdotes saído do santuário, uma nuvem encheu a Casa do Senhor, de tal sorte que os sacerdotes não puderam permanecer ali, para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor enchera a Casa do Senhor. Então, disse Salomão: O Senhor declarou que habitaria em trevas espessas. Na verdade, edifiquei uma casa para tua morada, lugar para a tua eterna habitação." (1 Rs 8:10-13).

Você deveria parar de dar ouvidos a esses produtores de vídeos sensacionalistas e de teorias conspiratórias que ignoram a Palavra de Deus e negam as verdades mais preciosas do cristianismo. É uma insensatez digna de idiotas dizer que Salomão teria edificado um templo a Satanás. Procure bons autores e comentaristas da Palavra de Deus que jamais teriam a ousadia de dizer tamanha infâmia e blasfêmia para denegrir, não só a Palavra de Deus, mas o próprio Autor da Bíblia. E ore a DEUS para limpar de sua mente esses pensamentos que só podem ter vindo de Satanás, este sim, que habita nas trevas, as mesmas que transbordam do coração do homem pecador. 

"Ora, a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma." (1 Jo 1:5). Quando Deus disse que habitaria nas trevas ele disse isso porque habitaria com os homens ali naquele local e nada podia encontrar nos seres humanos além de trevas. Isso aconteceu quando a nuvem invadiu o templo que não tinha, dentro dele, nenhuma iluminação artificial, pois devia ser iluminado pela glória de Deus. Se Deus ali apareceu em meio às trevas foi só por causa das trevas existentes no coração incrédulo dos homens que não aceitaram sua luz e precisaram ser presos a uma lei rígida para serem domados de suas loucuras. 

Um dia a Luz em Pessoa viria ao mundo e brilharia, mas esses hereges promotores de teorias conspiratórias que pisoteiam a Palavra de Deus sem nenhum temor de afrontarem o Deus três vezes santo continuariam em espessas trevas. E tudo indica que mergulharam você nas mesmas trevas deles. Espero que creia de verdade em Jesus para ser liberto "da potestade das trevas", e transportado "para o reino do Filho do seu amor; em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados;  o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse, e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus... A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. Joã 1:5 A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela." (Cl 1:13-20; Jo 1:4).

W. Macdonald comenta a passagem de 1 Reis assim: "Quando tudo terminou, Salomão se dirigiu ao Senhor. Deus disse que Ele habitaria na escuridão. Agora Salomão havia construído para Ele uma casa exaltada com um Lugar Santíssimo que não tinha iluminação, exceto a glória do próprio Deus.". 

Comentários de Matthew Henry: "Ele se mostrou pronto para ouvir a oração que Salomão estava prestes a fazer; e não apenas isso, mas passou a residir nesta casa, para que todas as pessoas que oravam ali fossem encorajadas a fazer seus pedidos a ele. Mas a glória de Deus apareceu em uma nuvem, uma nuvem escura, para significar: (1.) As trevas daquela dispensação em comparação com a luz do evangelho, pela qual, com o rosto aberto, vemos, como em um vidro, a glória do Senhor. (2.) As trevas de nosso estado atual em comparação com a visão de Deus, que será a felicidade do céu, onde a glória divina é revelada. Agora nós apenas dizemos o que ele não é, mas então o veremos como ele é.".  

Comentários de L. M. Grant: "As palavras de Salomão, entretanto, confirmaram a verdade da morada de Deus. Ele disse: "O Senhor disse que habitaria na nuvem escura. Eu certamente te edifiquei uma casa exaltada e um lugar para que tu habites para sempre" (v. 12-13). Que bom para nós aprendermos bem a lição de que, uma vez que Israel ainda estava sob a lei, Deus habitava nas trevas. Apesar da própria natureza "Deus é luz", Israel não O viu revelado na luz. No Novo Testamento, somos informados de que "Ele está na luz" (1 Jo 1:7), pois agora Ele é revelado na pessoa de Seu Filho. Que diferença maravilhosa para nós!"

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
     
 



O Salmo 137:9 justifica atualizarmos a Bíblia?

 


A ideia de uma atualização da Bíblia nasceu na mente daqueles que consideram os povos mais antigos menos evoluídos que os modernos. A passagem diz: "Feliz aquele que pegar em teus filhos e der com eles nas pedras." (Sl 137:9). Ora, a mim me parece que a passagem só diz que somos hoje mais evoluídos na arte de matar. Se na época dos Salmos matava-se crianças cortando-as ao meio com uma espada, como Salomão ensaiou fazer numa disputa entre mães (1 Reis 3), ou batendo sua cabeça nas pedras, como sugere este Salmo, hoje nós as matamos no útero da mãe com requintes de crueldade.

Mas não foi só nisso que ficamos mais "evoluídos". Desenvolvemos métodos mais eficazes, como matá-las sob os escombros de cidades bombardeadas, ou de forma mais instantânea, pulverizando-as com uma explosão atômica. Isto sem falar no assassinato moral que é continuamente praticado pelos novos costumes que induzem a criança a questionar se Deus agiu corretamente ao criar os seres humanos do modo como criou: "E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou." (Gn 1:27).

O apóstolo Paulo, que os teólogos modernos têm prazer em amordaçar, escreveu sobre o que Deus pensa daqueles que são sábios aos seus próprios olhos:

"Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, E aniquilarei a inteligência dos inteligentes. Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação... Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo: Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas. Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles." (1 Co 1:19-21; Sl 2:2-4).

Mas antes que eu fuja da questão que foi levantada, vamos analisar o assunto do Salmo 137 em seu contexto, que é o da diáspora quando cerca de quarenta mil judeus foram deportados para Babilônia depois da invasão e destruição de Jerusalém. Antes já havia acontecido uma dispersão quando o reino do norte de Israel, as "dez tribos", foi tomado pelos assírios e seus habitantes dispersos pela Assíria e outros lugares. Toda essa dispersão já havia sido anunciada pelos profetas como consequência da infidelidade do povo, que abandonou o Senhor e passou a adorar deuses pagãos.

Até a pessoa mais ignorante sabe que para toda ação existe uma reação, e quando a polícia prende o criminoso e o juiz o condena, isso é visto como justiça. Um mundo sem justiça não duraria muito tempo e acabaria em anarquia, infanticídio, canibalismo e tudo mais a que o coração humano corrompido é capaz de conceber. Então fica fácil entender que o mesmo Deus, que usava nações estrangeiras para julgar e castigar seu povo, como um pai castiga seu filho, iria castigar essas mesmas nações estrangeiras pelos excessos cometidos contra a "menina dos seus olhos", como o Senhor costuma chamar o seu povo.

O Salmo 137 descreve o sentimento dos desterrados que eram obrigados a cantar canções alegres em terra estranha, mesmo com o coração ferido pela dor. "Junto dos rios de Babilônia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Sião. Sobre os salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas. Pois lá aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos uma das canções de Sião. Como cantaremos a canção do Senhor em terra estranha?" (Sl 137:1-4).

Ainda que o próprio Senhor tenha sido o causador daquela disciplina e sofrimento em seu povo por causa de sua infidelidade, ele não estava alheio aos excessos cometidos pelos povos que eram instrumentais nessa disciplina. Por isso ele diz: "Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha direita da sua destreza. Se me não lembrar de ti, apegue-se-me a língua ao meu paladar; se não preferir Jerusalém à minha maior alegria." (Sl 137:5-6).

Vem em seguida, não o que o Senhor diz, mas o que dizem os judeus desterrados em forma de oração e súplica por vingança: "Lembra-te, Senhor, dos filhos de Edom no dia de Jerusalém, que diziam: Descobri-a, descobri-a até aos seus alicerces. Ah! filha de Babilônia, que vais ser assolada; feliz aquele que te retribuir o pago que tu nos pagaste a nós. Feliz aquele que pegar em teus filhos e der com eles nas pedras." (Sl 137:7-9).

O sentimento de vingança é natural ao povo terreno de Deus, pois suas esperanças e desejos se limitam à vida na terra, com saúde, prosperidade, paz e proteção contra seus inimigos. Você encontrará esse sentimento de vingança em todos os livros do Antigo Testamento e também em Apocalipse, que em grande parte fala do povo terreno de Deus. Até mesmo nos evangelhos temos esse sentimento, e Pedro o demonstrou muito bem ao cortar a orelha daquele que queria prender Jesus. Você ficará surpreso por saber que o mesmo sentimento é encontrado até no céu entre as almas dos judeus martirizados pedindo vingança contra seus perseguidores nos tempos da Grande Tribulação.

"E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?" (Ap 6:9-10).

Se continuar lendo o Apocalipse verá que grande parte dele é sobre a vingança de Deus contra os ímpios habitantes da terra culpados também de terem derramado o sangue de todos os santos em todas as eras. Quando você escuta uma mãe, que teve sua filhinha estuprada e morta, dizer ao repórter que tudo o que ela deseja é que seja feita justiça, certamente você não entende isso como se o pedófilo assassino mereça uma medalha, não é mesmo?

O sentimento de vingança não é de maneira nenhuma apropriado aos que pertencem à "nova Criação" e são membros do corpo de Cristo que é a Igreja, os cristãos que agora possuem uma nova vida e o Espírito Santo habitando neles. Se você não entender a diferença entre Igreja e Israel e estiver doutrinado pela "Teologia do Pacto", sem qualquer entendimento das dispensações, o que estou dizendo aqui ira parecer grego para você.

Menos apropriada ainda é a reação de horror expressada por incrédulos diante desse último versículo do Salmo 137, como se fosse crueldade matar crianças. Sério? Aqueles que estão dispostos a matar os próprios filhos no ventre se escandalizam?! Não deveriam, primeiro porque faz parte da configuração do homem ainda perdido em seus pecados ter sentimentos de ódio, vingança e gosto de sangue na boca. Segundo, porque a inclinação do homem natural descendente de Adão e pecador é contrária a Deus em todos os sentidos.

De onde teriam aprendido que aquilo que Deus faz como paga contra os que maltratam seu povo seria errado? Acaso discordam da mãe da menina estuprada de que deve haver justiça e castigo para o criminoso? Ora, seria impossível descrever as barbaridades que as filhas e filhos dos judeus passaram nas mãos de seus algozes na Babilônia. Se até mesmo nesta época moderna, de homens que se acham sábios e ilustres, assistimos uma das nações mais progressivas fuzilar famílias inteiras de judeus, depois de obrigá-las — homens, mulheres e crianças — a cavar suas próprias covas! Diante da crueldade dos babilônicos um judeu certamente clamaria por vingança, embora a disposição apropriada a um cristão hoje seria de misericórdia e perdão.

Mas se como cristãos de nada nos servem passagens como esta que promovem a vingança, por que não tirá-las da Bíblia? Porque a Palavra de Deus tem muito a falar também para aqueles que não são do povo terreno de Deus, e é por isso que os cristãos buscam no Novo Testamento a doutrina de como devem se comportar, mas no Antigo Testamento os princípios que norteiam os pensamentos de Deus. E existe um princípio precioso nesta passagem. Vou emprestar aqui um texto de C. S. Lewis que se aplica a esta e outras passagens:

"Sei que existem coisas em nosso íntimo que são como bebês, que acalentam comportamentos infantis de pequenas indulgências, pequenos ressentimentos, que um dia podem uma pessoa dipsomaníaca — que é o impulso ininterrupto e irresistível de ingerir bebidas alcoólicas —, ou um ódio arraigado; coisinhas que nos cortejam e nos adulam com súplicas especiais e parecem tão pequenas, tão desamparadas que, ao resistir a elas, sentimos que estamos sendo cruéis como quando maltratamos os animais. Elas começam a choramingar para nós: 'Não peço muito, mas...' ou 'Eu pelo menos esperava...' ou 'Você precisa dar um presente a si mesmo...'. Contra todas essas crianças lindas (as queridinhas sempre têm maneiras de ganhar nossa atenção), o conselho do Salmo é o melhor: Esparrame os miolos dos pirralhos. E 'bendito' aquele que puder fazer isso, pois é mais fácil falar do que fazer.".

Esta lição também está em outra passagem, que deve causar horror aos protetores dos animais, pois nos fala de matar raposas e seus filhotes: "Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor." (Ct 2:15). É claro que o homem natural moderno será cego aos princípios ensinados por passagens como esta e não saberá discerni-las. Se você entender o vinhedo como o lugar de produção do vinho "que alegra o coração do homem" (Sl 104:15) já terá caminhado um bom pedaço no entendimento da passagem. Desta vez vou emprestar um texto de Hamilton Smith:

"O Rei expressou seu desejo de ver o rosto de sua noiva e ouvir sua voz; mas assim como as raposas, com seus filhotes, estragam os vinhedos em flor, muitas vezes podem estar em ação em nosso íntimo males de natureza secreta e sutil que impedem a noiva de dar refrigério ao coração do rei. Cristo anseia pela companhia de seu povo, seu desejo é cear com eles e eles com ele. Sentar-se a seus pés e manter comunhão com ele é "a única coisa necessária" (Lc 10:41). Ele pode dispensar nosso serviço atarefado, mas ele não ficará sem nossa companhia. Maria deu este fruto agradável ao Senhor, mas Marta não. Naquele momento uma raposa a deixava infrutífera. E com que frequência nosso caso é como o de Marta. Alguma raposa — pode ser, como nossa natureza considera, uma pequena raposa — tem permissão para trabalhar despercebida no segredo de nossos corações. Orgulho, cobiça, luxúria, pensamentos rudes e amargos, murmuração e descontentamento, irritabilidade e impaciência, ciúme e inveja, ou vaidade e leviandade, podem ser permitidos sem julgamento, prejudicando a comunhão e tornando a vida infrutífera. Precisamos manter uma vigilância atenta contra as incursões dessas raposas e expulsá-las com mão cruel, caso elas apareçam.".

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
     
 


Onde fica o Paraíso e onde está a Arca da Aliança?

 

https://youtu.be/-Daq0BDWGpM

Sua dúvida é sobre onde ficaria hoje o Paraíso? Seria possível localizá-lo entre os rios mencionados na Bíblia em Gênesis? E a Arca da Aliança? Será que algum arqueólogo já descobriu onde ela foi parar? A Bíblia localiza o Paraíso em Gênesis em um lugar bem definido na terra, na Mesopotâmia, a área do sistema fluvial Tigre-Eufrates, que nos tempos modernos corresponde aproximadamente à maior parte do atual Iraque e Kuwait, além de partes orientais da Síria e de regiões ao longo das fronteiras Turquia-Síria e Irã-Iraque.
"E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, do lado oriental; e pós ali o homem que tinha formado. E o Senhor Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal. E saía um rio do Éden para regar o jardim; e dali se dividia e se tornava em quatro braços. O nome do primeiro é Pisom; este é o que rodeia toda a terra de Havilá, onde há ouro. E o ouro dessa terra é bom; ali há o bdélio, e a pedra sardônica. E o nome do segundo rio é Giom; este é o que rodeia toda a terra de Cuxe. E o nome do terceiro rio é Tigre; este é o que vai para o lado oriental da Assíria; e o quarto rio é o Eufrates. E tomou o Senhor Deus o homem, e o pós no jardim do Éden para o lavrar e o guardar." (Gn 2:8-15).

Mas antes que você reserve passagens para visitar o lugar e tentar descobrir o Paraíso, devo avisá-la que o Paraíso mudou de endereço, e se queria aproveitar sua viagem para descobrir onde a Arca da Aliança está, esta também se mudou para o mesmo endereço do Paraíso. O endereço atual do Paraíso é o céu, pois as Escrituras deixam claro que é lá que também Cristo está, conforme prometeu ao malfeitor convertido na cruz, o que depois foi confirmado pelos apóstolos nos textos bíblicos em Lucas, Atos, Filipenses e Hebreus.

"E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso... E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu... E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir... O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio. Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus; e disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus... Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão." (Lc 23:43, 24:51; At 1:9-10, 3:21, 7:55-56; Fp 3:20; Hb 4:14).

O interessante é que mesmo depois da queda de Adão e Eva o Senhor marcava sua presença no Paraíso, pois o seu prazer era estar com os seres humanos que ele havia criado, como ele próprio expressa quando personificado na sabedoria divina em Provérbios 8:31-32: "Então eu estava com ele, e era seu arquiteto; era cada dia as suas delícias, alegrando-me perante ele em todo o tempo; regozijando-me no seu mundo habitável e enchendo-me de prazer com os filhos dos homens.". E em Gênesis 3:8-10 ele demonstra esse desejo ao buscar por Adão no Paraíso: "E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás? E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.".

Paulo também revela que o Paraíso agora já não está na terra, dizendo ter sido arrebatado ao Paraíso que ele identifica como sendo o terceiro céu: "Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, não sei, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu. E sei que o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar." (2 Co 12:2-4).

E a Arca da Aliança, onde está? No mesmo céu onde está o Senhor, do qual ela era uma figura quando passeava pela terra carregada nos ombros dos hebreus. A Arca da Aliança representava a presença do Senhor, tanto na peregrinação no deserto, quanto quando repousou no Santo dos Santos no Templo de Jerusalém. Mas a última vez que a Arca é vista ela aparece no céu, não tanto como um objeto, mas como um sinal de que tudo que o Senhor havia prometido em sua aliança com Israel ele iria cumprir, dando a eles o reino. "E abriu-se no céu o templo de Deus, e a arca da sua aliança foi vista no seu templo; e houve relâmpagos, e vozes, e trovões, e terremotos e grande saraiva." (Ap 11:19).

Nos profetas do Antigo Testamento encontramos todas essas promessas que eram para Israel, e não para a Igreja, que ainda nem era do conhecimento dos apóstolos por ser um mistério guardado em Deus para ser revelado somente mais tarde ao apóstolo Paulo. Quando Israel for restaurado e introduzido no reino de mil anos de Cristo na terra o povo poderá desfrutar da presença do Senhor em um reino de paz e prosperidade, algo que os cristãos nunca irão desfrutar neste mundo, independente de quem seja o rei ou governante. Nesse tempo ainda futuro os israelitas nem mais precisarão da Arca da Aliança que representava a presença do Senhor no meio do seu povo.

"E dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência. E sucederá que, quando vos multiplicardes e frutificardes na terra, naqueles dias, diz o Senhor, nunca mais se dirá: A arca da aliança do Senhor, nem lhes virá ao coração; nem dela se lembrarão, nem a visitarão; nem se fará outra. Naquele tempo chamarão a Jerusalém o trono do Senhor, e todas as nações se ajuntarão a ela, em nome do Senhor, em Jerusalém; e nunca mais andarão segundo o propósito do seu coração maligno." (Jr 3:14-16).

Portanto, se você comprou roupa e chapéu no estilo "Indiana Jones" e marcou passagens para a Mesopotâmia para tentar descobrir o Paraíso, ou para Israel na tentativa de encontrar a Arca da Aliança genuína, e não aquela falsa arca que o Indiana Jones e os nazistas procuravam na ficção, pode cancelar as passagens e usar a roupa da próxima vez que for acampar. O acesso ao Paraíso agora é feito pela fé em Jesus e o voo da partida pode acontecer a qualquer momento, quando o Senhor vier para arrebatar da terra a sua Igreja.

por Mario Persona


Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
     
 


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