“AS FLORES NÃO NASCEM SEM O CALOR DO SOL E OS SERES HUMANOS NÃO PODEM SÊ-LO SEM O CALOR DA AMIZADE “- BosmanCaros colegas, Não vamos alongar-nos muito falando sobre o tema “Amizade”. Basta estarmos presentes nos nossos encontros ...

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São Paulo - O Colégio"São Paulo - O Colégio" - 5 new articles

  1. ENCONTRO DE ALUNOS DO COLÉGIO LICEAL DE SÃO PAULO 2016
  2. Em 18 de Abril de 2008 partiu o Padre VALENTE!
  3. A INSTRUÇÃO PÚBLICA NO DISTRITO DE CABO DELGADO, EM 1885, SEGUNDO O SEU GOVERNADOR, MAJOR PEDRO FRANCISCO DE ORNELAS PERRY DA CÂMARA
  4. ENCONTRO DE ALUNOS DO COLÉGIO LICEAL DE SÃO PAULO 2014
  5. "Tradução das Manhãs" de Gisela Ramos Rosa é a obra vencedora do Prémio Literário Glória de Sant'Anna 2014.
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ENCONTRO DE ALUNOS DO COLÉGIO LICEAL DE SÃO PAULO 2016

“AS FLORES NÃO NASCEM SEM O CALOR DO SOL E OS SERES HUMANOS NÃO PODEM SÊ-LO SEM O CALOR DA AMIZADE “
- Bosman

 
Caros colegas, 
Não vamos alongar-nos muito falando sobre o tema “Amizade”. Basta estarmos presentes nos nossos encontros anuais, onde está bem evidente.

Queremos apenas dizer-vos, que julgamos ser bom continuarmos a alimentar as amizades provenientes da nossa passagem pelo Colégio Liceal de S. Paulo, em Porto Amélia. 

Vamos voltar a Castelo de Vide. A idéia surgiu do Sr. Padre Luís Marques no encontro de 2014. Em 2015 fomos então até lá, onde estivemos num animado convívio. De tal modo, que nos foi solicitado por alguns colegas que lá voltássemos este ano. 

Aproveitámos também para fazer uma visita guiada àquela linda localidade. Valeu a pena. 

O local do encontro será a Igreja Paroquial de Santa Maria junto à Praça D. Pedro V ou Câmara Municipal.

Às 12 horas celebrará missa o Sr. Padre Luís Marques (na sua impossibilidade, teremos outro sacerdote), na Igreja paroquial de Santa Maria em Castelo de Vide. 

Terminada a cerimónia seguiremos para o restaurante Paladar Terrasse onde será servido o repasto por volta das 13 horas.

A ementa é composta por: 
. Pão, manteigas, paté de sardinha e azeitonas;
. Creme de cenoura com coentros;
. Bacalhau espiritual acompanhado de salada;
. Bochechas de porco no forno com batata assada e salada;
. Serradura ou salada de frutas;
. Vinho, água, sumos, cerveja, café ou chá

Este terá um custo de 15 euros por pessoa. (Se alguém preferir outro prato diferente é favor comunicar antecipadamente, para se poder avisar o Restaurante).

Para quem pretender pernoitar de sexta-feira (20.05.2016) para sábado (21.05.2016), aproveitando assim um pouco mais o tempo de convívio, aconselhamos a Casa Diocesana, que pela módica quantia de 25 (vinte e cinco euros (quarto de solteiro ou de casal), nos oferece dormida e o pequeno-almoço. 

Como forma de garantir a vossa presença quer para o almoço quer para a dormida, agradecemos que nos contactem, até ao dia 15.05.2016.

Um abraço amigo das colegas: 
  • Maria José Costa - 224 939 439 – 916 683 786 - misecosta@hotmail.com 
  • Odete Carvalho - 234 524 303 – 966 310 979 - odetelemos@msn.com
    

Em 18 de Abril de 2008 partiu o Padre VALENTE!

E já se passaram 7 anos!
Clique na imagem para ampliar

    

A INSTRUÇÃO PÚBLICA NO DISTRITO DE CABO DELGADO, EM 1885, SEGUNDO O SEU GOVERNADOR, MAJOR PEDRO FRANCISCO DE ORNELAS PERRY DA CÂMARA

Carlos Lopes Bento[1]

Pela sua importância para a História de Moçambique e de Portugal, nos tempos que passam, tanta vez esquecida ou negada, pelas novas gerações de ambos os Países, venho lembrar o que o governador Perry da Câmara escreveu, em 1885, sobre o ensino na Vila do IBO:

Uma das necessidades do distrito mais impreterível e inadiável é a instrução, porque sem ela pouco se pode caminhar na senda do progresso.

Desenvolver os melhoramentos materiais, alargar a esfera das atribuições administrativas, dar ao município a autonomia que lhe é inerente, remodelar a organização judiciária, finalmente, acompanhar os progressivos anelos da civilização é realmente muito, se a par de todos estes benefícios nós conseguíssemos, por meio da instrução, educar os espíritos para bem compreenderem todos esses melhoramentos.

Deixar o povo na ignorância é criar um obstáculo permanente á realização de todas essas nobres aspirações, é conservar um desequilíbrio, cuja resultante é a desmoralização nos costumes públicos e particulares, sem que possa pedir-se aos delinquentes a responsabilidade das suas culpas, porque, previamente, se lhes não dera a noção exacta dos seus deveres.

Em 26 de Maio último, propus, em ofício n.° 41, acedência de uma casa pertencente ao Estado para servir e ser apropriada ao edifício da escola da vila.

As razões que me obrigaram a lançar mão deste alvitre devem ser aqui enumeradas para que todos possam fazer um juízo seguro do precário estado a que tinha chegado a escola régia da sede do governo.

A casa da escola, além de acanhada, não tem nenhuma das condições exigidas para estabelecimentos desta ordem.

Sem ventilação, mal mobilada, pouco asseio, escassa luz, não admira que fosse também mal frequentada.

Na visita que ali fiz verifiquei a pouca concorrência de alunos e, em vista do espectáculo que se me deparava, expliquei imediatamente esse facto pelas condições insalubres do edifício.

Entendi, e não me pesa de o ter entendido, que sem uma casa própria era impossível aumentar a frequência dos alunos, e como era possível com uma despesa relativamente módica obter edifício acomodado ao fim, lembrei e indiquei a aplicação da casa, que tinha em tempo servido de delegação da fazenda, para estabelecimento das aulas.

Esta proposta foi aprovada, obrigando-se a fazenda a fornecer 350$000 réis para as obras necessárias e para compra de mobília adequada.

Fazemos votos para que o ilustre funcionário que nos substituiu compreendendo bem a importância do assunto, tenha concluído esse melhoramento que por proposta nossa foi iniciado.

Já que estamos tratando desta matéria, queremos deixar consignada a nossa opinião sobre este assunto.

Uma das causas ou talvez a única da decadência da instrução nas nossas colónias, é a exiguidade dos ordenados arbitrados aos professores.

Com 25$000 réis mensais é impossível a vida em qualquer das nossas possessões e não se compreende nem se pode esperar que um homem com uma certa ilustração se desloque do seu país e se sujeite aos sacrifícios e amarguras que impem o professorado para receber como recompensa dos seus trabalhos um tão minguado salário.

É preciso aumentar o vencimento dos professores do ultramar e é possível que com o estímulo de uma boa retribuição se ofereçam homens novos, robustos e instruídos para irem levar a luz da ciência àquelas paragens onde as trevas da ignorância são densas e opacas.

40$000 réis mensais não seria vencimento exagerado, e se houvesse uma escolha escrupulosa do pessoal docente enviado da metrópole para as nossas possessões temos a certeza de que se daria um grande passo para a prosperidade delas.

Estas considerações sugeriram-nos outras não menos importantes: a necessidade de enviar missionários para os pontos indicados pelos governadores dos distrito.

Este assunto devia merecer uma atenção especial a todos aqueles que estão encarregados de velar pelo engrandecimento dos nossos domínios coloniais.

O missionário é um dos mais poderosos elementos de civilização de que podemos dispor, se os homens designados por aquele qualificativo correspondessem cabalmente à amplitude das múltiplas funções que lhes incumbem.

A nosso ver a teologia é a ciência mais dispensável naqueles homens.

Entre os gentios as demonstrações à priori da existência de Deus são extemporâneas e inoportunas e achamos que melhor serviço prestariam os missionários, se em vez de noções de alta filosofia eles levassem ideias gerais sobre as ciências que se podem aplicar ás artes e aos ofícios, e que são de uma aplicação prática e proveitosa.

A redenção das almas, para nós, consiste na aquisição das noções exactas dos deveres, quer eles digam respeito ás relações entre o homem e o homem, ou entre o homem e Deus.

No momento em que nos sertões de África aparecessem missionários suficientemente instruídos e decididamente dedicados, que se propusessem a ensinar aos selvagens a significação verdadeira dos objectos que lhes impressionam os sentidos, e lhes inspirassem o amor pelo trabalho, obrigando-os a fazer uso profícuo das matérias primas que numa variedade prodigiosa a natureza por lá derramou a flux; a compreender as relações que ligam entre si os homens para poderem viver em sociedade; a perceber que o direito de propriedade é universalmente reconhecido, e que a fé dos contratos é sagrada; a respeitar a lei e o princípio da autoridade, e as variadíssimas noções gerais que ilustram o espírito dos homens civilizados, nós teríamos facilitado a administração das nossas províncias ultramarinas, teríamos garantida a fidelidade da vassalagem daqueles potentados e teríamos acendido o facho da civilização naqueles vastíssimos domínios, onde impera a ignorância, porque nós não sabemos ou descuramos regenerá-los pelos meios únicos que conhecemos as escolas e as missões.

A extinção dos conventos nas nossas possessões ultramarinas foi, a nosso ver, um gravíssimo erro de administração colonial e bem avisadamente teria procedido o governo, se em vez de destruir completamente àquelas colectividades as tivesse obrigado a aceitar a fiscalização do poder civil que podia aproveitá-las em beneficio comum.

Os conventos eram uma escola prática e teórica de todos os progressos das ciências e das artes, e a disciplina monástica um meio poderoso para o desenvolvimento intelectual dos que procuravam na comunidade a instrução e o bem-estar.

Não é para aqui a discussão da tese de serem as comunidades religiosas um perigo social; mas tem aqui cabimento a sinceridade da nossa opinião que reconhece que com outra organização, os mosteiros seriam, nas nossas possessões ultramarinas, um auxiliar poderoso para o derramamento da instrução e para a boa administração dos distritos.

O frade, pela índole da posição em que se via colocado, já pelo voto, já pela regra da disciplina, tinha condições especiais para exercer o magistério nos vastos sertões africanos, e levar a luz da civilização ao seio de todas as povoações selvagens que estão disseminadas pelo interior dos extensíssimos domínios.

As ruínas, que, ainda hoje, se admiram e os pretos veneram, dos grandiosos mosteiros que eles lá edificaram atestam de sobejo a importância e o excedente que eles souberam adquirir naquelas paragens.

O que levamos dito não, significa que seja desejo nosso a criação de estabelecimentos daquela natureza, o que queremos é consignar desassombradamente a nossa opinião de que em vez de se destruírem, se deveria ter remodelado o modo de ser daquelas colectividades para termos nelas as escolas profissionais em que se educassem os mestres, que por determinação do governo fossem distribuidor pelas povoações do interior, onde ensinassem o que tinham aprendido no internato da clausura.

Vê-se, pois, qual é o nosso pensamento a esse respeito.

O colégio das missões ultramarinas não satisfaz ao fim para que foi criado.

Além dos poucos missionários que produz não lhes dá a educação apropriada e especial de que careciam.

Os pretos não necessitam, somente, da moral evangélica, precisam, ao mesmo tempo, da educação profissional e da instrução, embora fosse superficial, necessária para a harmonia das relações sociais.

Os missionários franceses distinguem-se, por isso, pela variedade da instrução que possuem e pela aptidão que desenvolvem entregando-se ao ensino complexo das ciências, das artes e das profissões.

[1] - Antropólogo e administrador dos concelhos dos Macondes, Ibo e Pemba entre 1967 e 1974. Director Tesoureiro da S.G. Lisboa.
    

ENCONTRO DE ALUNOS DO COLÉGIO LICEAL DE SÃO PAULO 2014

COLEGAS AMIGOS - (entianas e enlopuanas)
 O poeta João de Deus disse num dos seus poemas:
“ A vida é sombra que foge
A vida é nuvem que voa “

De facto os dias vão correndo e sem darmos por isso, vão aparecendo as rugas, os cabelos brancos, modificando-nos as feições. Isto para dizer que estamos mais “ COCUANAS “.
Mas, REVIVER significa “voltar à vida”, “renascer”, “revigorar-se”, “tomar novo alento”, “viver de novo”.  
O que nos tem sido proporcionado ao longo de há já alguns anos, pelos nossos encontros, é exactamente a possibilidade de, anualmente, voltarmos a viver em conjunto alguns dos momentos mais marcantes das nossas vidas, muitas vezes na presença daqueles que foram os próprios protagonistas inesquecíveis dos mesmos. E também o relembrar de terras e gentes que ficaram a constituir parte muito importante do nosso património pessoal.
E para que mais uma vez possamos revigorar-nos no banho de amizade e de sã camaradagem que constitui cada um desses encontros, vimos convidar-vos/desafiar-vos a estarem presentes este ano em Leiria, dia 24 de Maio de 2014.

Às 12 horas – impreterivelmente - será celebrada missa pelo padre Luís Marques, na Igreja de São Francisco.

Terminada a cerimónia seguiremos para o merecido repasto, servido por volta das 13 horas no:

Rotunda da Almoínha Grande
Edifício Meia-Lua
2415-520 LEIRIA
Serviço de BUFFET, com entradas (tabua de queijos, saladas frias e azeitonas), peixe (peixe grelhado e bacalhau/peixe assado), carne (frango assado e grelada mista, morcela de arroz), c/arroz/batata/migas, fruta, doces/pudins, bebidas (água/refrigerantes/vinho).
Por €14,00

Caros COLEGAS porque a vontade de matar saudades é enorme, lá estaremos nós !!! Agradecemos a confirmação da vossa presença até ao dia 18.05.2014:

Maria José Costa    – 224 939 439 – 916 683 786 -    misecosta@hotmail.com
Odete Carvalho       - 234 524 303 – 966 310 979 –    odetelemos@msn.com

Participação especial – que muito agradecemos – de:                                                                      
Rui Serra Frazão     - 217 150 733 -  965 717 005 -    rserrafrazao@sapo.pt

    

"Tradução das Manhãs" de Gisela Ramos Rosa é a obra vencedora do Prémio Literário Glória de Sant'Anna 2014.

    

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