Ultimamente ando observando meu comportamento, minhas atividades e meu humor. Quando é que me sinto bem? Quando é que me sinto mal? Há muitas atividades ou situações que me fazem sentir assim ou assado — andar a cavalo, por exemplo, me faz sentir ...

Your email updates, powered by FeedBlitz

 
Here are the FeedBlitz email updates for you. Click here to start your FREE subscription



Prazer, muito prazer! Mario Persona and more...

Prazer, muito prazer! Mario Persona

Ultimamente ando observando meu comportamento, minhas atividades e meu humor. Quando é que me sinto bem? Quando é que me sinto mal? Há muitas atividades ou situações que me fazem sentir assim ou assado — andar a cavalo, por exemplo, me faz sentir assado. Mas vou mencionar apenas três coisas que me dão prazer: acordar cedo, falar e escrever.

A primeira deve ser uma questão de biótipo. Da infância eu me recordo de minha mãe cantando e passando enceradeira às 4 da manhã. Quando atingi a adolescência ela já tinha parado com a enceradeira: estávamos na era do aspirador. Deve ter sido dela que herdei, não o aspirador, mas o bem-estar por acordar de madrugada. Quando acordo tarde fico deprimido.

A outra atividade que me dá prazer é falar. Adoro ensinar, explicar, palestrar. Quando termino uma palestra ou um treinamento — às vezes falando dois dias seguidos, oito horas por dia — meu corpo está um desastre, mas minha alma está feliz. Sinto um prazer indescritível. Portanto, se quiser me ver feliz, é só me contratar.

Não sei se somando esta atividade — dar palestras — com a outra — acordar de madrugada — terei prazer dobrado. Nunca testei. Talvez se você marcar seu evento para as quatro da manhã eu vou descobrir. Será que farei a palestra em estado de êxtase, levitando a um palmo do chão? Não sei, me contrate para descobrir. Para seu público, um evento às quatro da manhã seria a palestra de seus sonhos.

A terceira atividade é escrever. Quando termino uma crônica sinto-me revigorado e rio sozinho das bobagens que escrevo. Falei sobre isso outro dia, sobre os efeitos terapêuticos de escrever, mas foi no sentido de botar para fora seus sentimentos, fazer uma terapia no divã do teclado. Agora descobri que há outra razão para esse prazer, e deve ser a mesma de quando ensino ou dou palestras. Uma razão química.

Estava lendo "Naked Conversations : How Blogs are Changing the Way Businesses Talk with Customers", por Robert Scoble e Shel Israel, quando decidi dobrar o canto de uma página — existe algum nome para dobrar o canto da página? Sim, eu faço isso, pinto e rabisco o livro quando leio, faço leitura interativa. Se alguém for ler depois? Bem vai ganhar uma versão comentada.

Mas sobre o que eu estava falando… ah! sim, sobre a página que li. Lá dizia que o Dr. Gregory S. Berns, professor de psiquiatria da Emory University, descobriu que o cérebro responde a diversos estímulos que cutucam o Striatum, um acessório do cérebro que segrega a dopamina. A substância parece ser liberada em doses maiores quando o dono do cérebro pratica atividades como sexo e jogo, gerando prazer e euforia. Drogas como a cocaína impedem que a dopamina saia de cena, prolongando a sensação de euforia.

Até aí nenhuma novidade. Mas o que chamou a atenção do doutor foi que esse tal de Striatum fica doidão quando a gente ajuda alguém. Isso mesmo, ajudar as pessoas faz o Striatum acordar mais cedo, cantar e ligar a enceradeira para liberar dopamina. Deve ser por isso que me sinto bem escrevendo e ensinando, atividades que, remuneradas ou não, acabam ajudando alguém. O mesmo vale para o trabalho voluntário, a informação dada no trânsito ou o presente que você dá. Em suma: ajudar os outros dá prazer. Muito prazer.

Quanto? Bem, calcule você. Segundo o livro, quando ajudamos alguém o Striatum libera cinco vezes mais dopamina do que a quantidade normalmente liberada em atividades como sexo e jogo. Cinco vezes mais! Deixa o pessoal da terceira idade saber disso e os bingos vão ficar vazios. A onda vai ser tomar uma colher de altruísmo de meia em meia hora, passar pomada de voluntariado e sair por aí ajudando pessoas para ficar ligadão. E sentir prazer, muito prazer.


Mario Persona é palestrante de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional. Seus serviços, livros, textos e entrevistas podem ser encontrados em www.mariopersona.com.br


© Mario Persona  - Quer publicar Mario Persona CAFE em seu blog? Não se esqueça de colocar um link apontando para www.mariopersona.com.br .
    
 



Quando a fila anda

Você se lembra do Orkut? Foi o Facebook de há poucos anos e desapareceu. Então acostume-se a ver empresas e empregos desaparecerem a uma velocidade estonteante. Quem aqui já trabalhou numa loja de discos, locadora de vídeos, numa livraria, numa loja de revelação de fotos ou até como jornalista ou gráfico numa empresa de comunicação sabe de que estou falando.

Meu avô fabricava selas e arreios e correu mudar quando viu automóveis sucateando carroças. Passou a fabricar calçados, ao invés de ficar se vitimizando e insistindo que carroças eram mais ambientalmente corretas que automóveis. Os consumidores preferiram o automóvel que, além de outras vantagens, não tinha o escapamento bem na cara do motorista. Pois é, a fila anda meu amigo.

Amazon Prime chegou ao Brasil. Eu tinha experimentado uma assinatura anos atrás e cancelei porque o serviço era lento e as opções poucas, comparadas ao Netflix. A questão é que, enquanto Netflix é uma provedora de vídeos streaming o serviço Amazon Prime é outra coisa, além de ser metade do preço comparado ao plano básico da Netflix. Outra coisa? Sim, porque apesar de um catálogo de vídeos menor, dá acesso a música, e-books e games.

Com o lançamento do Amazon Prime as ações dos grandes varejistas na Web caíram. Ué, mas o que as lojas de comércio eletrônico têm a ver com provedora de vídeos streaming? Simples, os assinantes da Amazon ganham também entrega grátis na compra de produtos do site. Dá para competir? Eu digo que não. Então é melhor já ir se acostumando com as mudanças, porque elas acontecem rapidamente, e muitas delas não têm volta.

Amazon Prime

Mario Persona é palestrante de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional. Seus serviços, livros, textos e entrevistas podem ser encontrados em www.mariopersona.com.br


© Mario Persona  - Quer publicar Mario Persona CAFE em seu blog? Não se esqueça de colocar um link apontando para www.mariopersona.com.br .
    
 



Sopa de Letras Virtuais

Escrever um livro. Quem nunca pensou nisso? “Todo homem deveria ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro”, e toda mulher também, , diz um provérbio chinês de autor desconhecido. . Se tivesse escrito um livro, ele não seria um autor desconhecido, mas escreveu só um provérbio. Ainda que tenha plantado uma árvore (mesmo que só cuspindo um caroço) ou multiplicado filhos (lembre-se, ele era chinês, entendia do assunto) faltou o livro para ficar conhecido. Publicar teria garantido publicidade.

Não me pergunte por que ele não escreveu um livro. Talvez tenha vivido antes da invenção do papel. Ou sofresse de L.E.R., a “Lesão por Esforço Repetitivo”, que aflige tantos digitadores. Algo compreensível para chineses, cujas máquinas de escrever chegavam a ter 5.700 caracteres e um teclado com um metro de largura. Datilografando a onze palavras por minuto, só dava mesmo para escrever um provérbio. E voltar à fisioterapia.

Com tantas dificuldades encontradas por nosso proverbial amigo, você há de concordar que escrever um livro em português é barbada. E é isto que proponho que você faça. Não precisa ser um clássico, daqueles que todo mundo gostaria de ter lido, mas não de ler. Sugiro que escreva sobre aquilo que você sabe fazer melhor. Não, você não entendeu. Esqueça escrever sobre como ter filhos, qualquer analfabeto conhece a técnica. Esqueça também escrever sobre plantar árvores. Hoje ninguém quer arriscar fazer isso. Se o fiscal do IBAMA pega você com a muda na mão, pode pensar que estava arrancando.

Escreva um e-book ou livro eletrônico, para distribuir na Web e fazer publicidade de seu negócio. Esqueça o papel. Tudo digital. É mais difícil de ler, mas tem a vantagem de não encalhar nas prateleiras. Para garantir ainda mais, escreva algo sobre o fracasso. Afinal, se um livro sobre fracasso não vender, não terá sido um sucesso?

Outra dica é escrever livros de autoajuda. Mas sugiro que crie um site bem complicado para distribuí-lo. Faça uma página bem pesada, que demore um século para carregar e exija um plug-in de travar o micro; esconda o botão “Comprar” e no formulário de pedido exija a data de nascimento, RG e CPF da avó de sua sogra. Dificulte ao máximo, assim se o cliente conseguir encontrar sozinho seu livro de autoajuda é provável que já não vá precisar dele.

Mas não falo de livros para vender, e sim para se promover. O custo de produção de um livro eletrônico é praticamente zero, portanto tempo é tudo o que você precisa investir. Se não tiver tempo, sugiro que comece lendo um livro sobre administração do tempo, que é o que pretendo fazer assim que sobrar um tempinho.

Se decidir escrever, escolha um tema, divida-o em tópicos e preencha as lacunas com informação útil. Se faltar talento, contrate alguém para ajudar. É o que fazem os artistas: contratam um ghostwriter, ou “escritor fantasma”, para escrever suas biografias, sejam elas autorizadas ou não. Ghostwriters escrevem autobiografias para os outros, mesmo depois de mortos. Mas não se assuste. Um ghostwriter é mais vivo do que você pensa.

Lembre-se de colocar uma bela propaganda logo na primeira página. Depois você pode converter seu texto para o formato PDF, e-Pub ou Mobi, que são formatos “fechados”, e disponibilizá-lo para download grátis em algum site na Web. Em pouco tempo você terá muita gente pegando seu livro e enviando para amigos nas redes sociais ou por e-mail, os quais talvez só leiam a primeira página. Mas não foi nela que você colocou sua propaganda? Missão cumprida, então!

Se as pessoas irão ler seu livro, é outra história. A maioria não lê o que pega na Internet, e só pega para mandar para os amigos. Até George W. Bush, confessou: “Não leio livros, mas tenho amigos que leem”. Então pense nos amigos que enviam para outros amigos, e crie uma resenha do assunto logo no início. Muitos só leem as resenhas e “orelhas” dos livros, pois ali está tudo o que alguém precisa saber para se fazer passar por intelectual.

Finalmente, não se esqueça de fazer uma dedicatória. Dedique seu livro a mim, que dei estas dicas. Ou à sua esposa, como fez Albert Malvino, autor de livros de eletrônica: “Este livro é dedicado à minha brilhante e maravilhosa esposa, sem a qual eu não seria nada. Ela sempre me conforta e consola, nunca reclama ou interfere, nunca pede coisa alguma e suporta tudo. Ela também escreve minhas dedicatórias.”.

Mario Persona é palestrante de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional. Seus serviços, livros, textos e entrevistas podem ser encontrados em www.mariopersona.com.br


© Mario Persona  - Quer publicar Mario Persona CAFE em seu blog? Não se esqueça de colocar um link apontando para www.mariopersona.com.br .
    
 



As séries que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá - Mario Persona

Quer aprender a pensar fora da caixa e desenvolver a criatividade? Então esteja disposto a sair fora da caixa, a fugir do lugar comum, driblar velhos hábitos, caminhar no caminho incerto. Nosso cérebro é energeticamente correto no que se refere a economizar, mas isso nos priva de desenvolver novas sinapses, tão vitais à criatividade.

O cérebro é o órgão que mais consome energia, não só para pensar, mas também para controlar o que acontece da ponta do dedão do pé ao cocuruto. Como um pai mão de vaca, que nunca leva seus filhos passear, seu cérebro também evita viajar de “Hellman’s Airlines”, fazendo você sentir-se confortável na velha poltrona da rotina diária.

Sugestão: procure fazer coisas diferentes ou de outra forma. Já usou o relógio no outro pulso? Que tal vestir a camisa fora da calça, se você for da Terceira Idade? Escovar os dentes com a outra mão também ajuda, se não enfiar a escova no olho. Se navegar seu mouse com a outra mão seu corpo navegará junto, mas só no começo. Depois seu GPS cerebral criará novas rotas para sua mão.

Sair da rotina ajuda a reduzir o estresse. Lembra de como os dias na infância eram longos? Não eram, você é que passava mais tempo descobrindo coisas novas e no final sentia-se realizado. Hoje o relógio dá seis da tarde e você está frustrado, achando que não fez nada o dia inteiro. Fez sim, mas só coisas de rotina que seu cérebro trazia gravadas para você fazer sem pensar nem inovar.

O segredo é mudar, não tão radicalmente quanto comer pizza doce. Comece com algo mais leve, tipo uma série fora das habituais norte-americanas. Já viu uma da Islândia? Então se agasalhe e veja “Trapped” com Jóhann Jóhannsson e Hildur Guðnadóttir. Não é palavrão, é o nome dos artistas. Mais fora da caixa? Que tal a turca “Ressurrection” ou “O grande guerreiro otomano” ou “Diriliş: Ertuğrul” (sei lá, cada país tem um nome). Estava vendo mas fiquei preocupado de não terminar por causa da idade. São cinco temporadas com mais de setenta episódios cada!

Ela conta a história do Império Otomano, mas parei na segunda temporada antes que a série me convertesse ao islamismo. Como acontece também com séries do extremo oriente, tudo é em câmera lenta. Um personagem fica olhando meia hora para o outro antes de dizer alguma coisa. Dá para ver o capim crescer. No início de cada episódio tem um aviso de que nenhum animal foi ferido nas filmagens, mas o mesmo não se pode dizer de esgotamento físico. Metade do episódio os atores passam galopando. Imagino que deviam estar com assaduras no final da série.

Compare a americana “Designated Survivor” com sua clone coreana “Designated Survivor - 60 days”. Na americana tudo é muito rápido. Kiefer Sutherland continua ofegante, mesmo ele não sendo mais o Jack Bauer de “24 Hours”, com seu celular que nunca precisa recarregar. Na versão coreana, Ji Jin‑hee, no papel de Park Mu‑jin, precisa decidir se vai ou não declarar guerra à Coreia do Norte, quando os aviões inimigos já estão no ar. Deu vontade de me levantar para dar um tapa na TV que parecia travada. O cara não está decidindo o futuro da humanidade, ele está meditando. Zen demais.

Séries coreanas me deixam intrigado. Estou vendo uma envolvendo política, corrupção e sistema judiciário. Não, eu não estou assistindo TV Justiça, TV Câmara ou TV Senado. O nome é "Stranger", ou "Secret Forest", e é interessante ver a diferença nos costumes. Por conta de um recente problema em meu nervo ciático, até arrepio cada vez que um personagem cumprimenta o outro dobrando o corpo sem flexionar os joelhos. Será que essas dúzias de flexões diárias é que deixam os coreanos tão magrinhos? E olha que nas cenas de restaurante todos comem de generosas tigelas de macarrão! Só se eles perdem metade comendo com dois pauzinhos.

O idioma é muito estranho. O cara pronuncia uma sílaba e a legenda traduzida enche a tela com uma sentença. Aí ele fala uma longa sentença e a legenda diz "Oi”. Já desisti de guardar nomes. Em series inglesas eu sei que John é homem e Mary mulher. Mas como decifrar o gênero dos nomes coreanos? Hwang Shi-mok, Han Yeo-jin, Lee Chang-joon, Young Eun-soo, Yoon Se-won, Kang Won-chul... Se adivinhar quem é homem e quem é mulher você ganha uma garrafa de Soju, que até passarinho coreano bebe.

Outra dificuldade para ocidentais como eu é distinguir pessoas. As adolescentes brasileiras sabem de cor os nomes dos meninos de bandas K-pop, mas nunca sei se eles são vários ou é defeito em meus óculos. Na série, quando um usa óculos e outro não, eu sei quem é quem. Consigo identificar duas mulheres quando uma tem cabelo comprido e outra curto, mas se entra uma terceira eu me confundo. Eles poderiam ter economizado usando o mesmo artista em todos os papéis que eu nem iria perceber.

Não estou sendo racista, pois a mesma dificuldade que eu, ocidental, tenho em distinguir fisionomias orientais, eles têm com ocidentais. Uma pesquisa mostrou que um japonês que vai à Alemanha pela primeira vez acaba achando que alemães são todos parecidos. Viu um, viu todos. Um negro consegue distinguir melhor que um branco as diferentes variações entre povos africanos, pois não são todos iguais. E entre povos orientais eles sabem quem é japonês, chinês, coreano ou tibetano, coisa que nunca sei. Vá para a Índia e você irá achar que são todos iguais, mas não são.

Quando a série for coreana ou chinesa ou árabe ou russa ou islandesa ou de qualquer outro povo com nomes muito diferentes dos nossos, vou sugerir à Netflix duas coisas. Primeiro, que não apenas coloque legendas, mas que obrigue os artistas a usarem crachá. Segundo, que na legenda coloque os nomes dos personagens em azul ou rosa.

Mario Persona é palestrante de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional. Seus serviços, livros, textos e entrevistas podem ser encontrados em www.mariopersona.com.br


© Mario Persona  - Quer publicar Mario Persona CAFE em seu blog? Não se esqueça de colocar um link apontando para www.mariopersona.com.br .
    
 


Hollywood de bolso - Mario Persona

Ontem comprei um pente de memória de 8Gb, não para mim, embora esteja precisando, não só de memória, mas de Inteligência Artificial, porque a natural está no gargalo. Você pergunta quando foi que comecei a ter esse problema? Que problema? Ok, deixando a piada velha para lá, a memória é para meu PC desktop fazer companhia aos dois de 4Gb que já estavam lá desde 2014 quando comprei esse computador.

Sim, eu sei que não devo misturar pentes diferentes, de velocidades diferentes etc. e tal, e talvez eles não estejam se dando muito bem, porque a placa mãe nivela a velocidade pelos pentes mais antigos, de 4Gb. Ao menos é o que os entendidos dizem, porém aumentei para 16Gb de memória para ver se meu PC parava de desligar na hora de editar vídeos. Nos testes ele se comportou bem, mas talvez o desligamento automático seja mais em função da alta temperatura quando tem muitos programas abertos.

Apesar da insistência de alguns para eu borrifar Baygon no bolso para matar o escorpião, e comprar um desktop de última geração, resisto porque já tenho muitos computadores em casa. Além do desktop, que só uso para vídeos, tenho um notebook para trabalhar e um mini para viajar, além de um velho que às vezes conecto na TV.

Meu notebook de 6gb poderia muito bem ser usado para edição, e até comprei uma licença do programa de edição de vídeos para ele. Só não uso porque o desktop tem 1 Tb de Hd e sobra espaço para os vídeos. Hoje acho que vou levar meu desktop ali na esquina para a loja dar um banho nele, tirar a poeira, trocar a pasta antitérmica do processador e matar aranhas, baratas e escorpiões que estejam morando num apartamento de sua torre. Isso deve ajudar.

Mas meu assunto aqui é que pretendo deixar de lado a edição de vídeos em computador e montar um esquema para usar só o smartphone. Hoje o smartphone faz tudo que preciso, e até mais rápido, pois o processamento não é nele, mas na nuvem. Um dia quis fazer algo com um vídeo e não consegui em nenhum de meus computadores, que começavam a transpirar e ameaçavam me processar por trabalho escravo. Então baixei um app no celular e ele fez a tarefa com os pés nas costas (se é que celular tem costas).

A tendência é essa, tudo vai para aquilo que fica cada vez mais smart e menos phone. O Youtube já começa a oferecer ferramentas de edição e como em meus vídeos eu não preciso de grandes efeitos, se consigo gravar minha fala já fica de bom tamanho. Além disso percebo um grande interesse quando o vídeo é de improviso e ao vivo, o que talvez eu faça com maior frequência.

Caso você ainda não saiba, sou um dos dinossauros do Youtube e fui até convidado para conhecer o Chad Hurley quando veio ao Brasil anos atrás para uma reunião com os principais YouTubers da época, eu inclusive. Tente imaginar uma sala cheia de adolescentes de bermudas e um avô grisalho de terno e gravata. Esse cara era eu.

Hoje não sou mais o que era, porque tem muita gente boa produzindo vídeos, mas já acrescentei ao meu currículo o título de "Influenciador Digital". Meu primeiro canal, a "TVBarbante", com vídeos de carreira e negócios, estacionou nos 26,5 mil inscritos com pouco mais de uma centena de vídeos. Tenho produzido pouco ali porque à medida que a idade avança sinto mais prazer em comentar das coisas do lugar onde vou morar do que do mundo onde moro provisório. Por isso meus outros dois canais falam do céu, "O Evangelho em 3 Minutos", com 65 mil assinantes e quase mil vídeos, e "O que respondi", com 360 mil assinantes e quase dois mil vídeos.

Mas não pense que aposentar meu velho PC desktop seria um passo atrás na evolução de meu "estúdio doméstico". Existem hoje muitos canais caseiros feitos só com celular e com grande audiência. A propósito, o filme do link a seguir abaixo foi premiado várias vezes apesar de ter sido inteiramente filmado e editado num iPhone. Aí você vai dizer que eu tenho Android e então preciso comprar um iPhone, certo? Tá, vá dizer isso para meu escorpião no bolso...

 


I Play With The Phrase Each Other - Trailer from IPWTPEO on Vimeo.

Visite o site: http://thecellphonemovie.com/I_Play_With_The_Phrase_Each_Other.html



Mario Persona é palestrante de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional. Seus serviços, livros, textos e entrevistas podem ser encontrados em www.mariopersona.com.br

© Mario Persona  - Quer publicar Mario Persona CAFE em seu blog? Não se esqueça de colocar um link apontando para www.mariopersona.com.br .
    
 


More Recent Articles


You Might Like

Safely Unsubscribe ArchivesPreferencesContactSubscribePrivacy