Há um câncer moral que se alimenta da apostasia da sociedade ocidental. Ele tem sido chamado de "ideologia da justiça social" e se manifesta como uma espécie de amálgama de várias ideologias mais limitantes, como o marxismo, o feminismo, a teoria ...
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Justiça social, culpa coletiva e o cristão, por John Kulp

Há um câncer moral que se alimenta da apostasia da sociedade ocidental. Ele tem sido chamado de "ideologia da justiça social" e se manifesta como uma espécie de amálgama de várias ideologias mais limitantes, como o marxismo, o feminismo, a teoria da interseccionalidade, a teoria da raça crítica e o pensamento pós-moderno. Esse movimento insidioso, contra o qual muitos mestres cristãos piedosos nos alertaram, não está em conformidade com a ordem da justiça prescrita pela palavra de Deus em passagens como Miqueias 6:8: "Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a e andes humildemente com o teu Deus?". Para o cristão, essa ideologia ou modelo deve ser reconhecida pelo que é: uma das muitas manifestações na história do "espírito do mundo" (1 Coríntios 2) que não recebemos de Deus.

Outros escreveram e falaram sobre o assunto de uma perspectiva bíblica muito mais habilidosa do que eu poderia esperar fazê-lo, e gostaria de indicar a meus leitores o trabalho de Voddie Baucham, Samuel Sey e John MacArthur, apenas para citar alguns. Meu desejo não é gastar muito tempo definindo termos ou dissecando teorias, mas fazer uma abordagem de algumas maneiras específicas pelas quais esse espírito do mundo está fazendo incursões entre jovens que foram criados em lares cristãos e que durante anos estiveram expostos à sã doutrina e "à verdadeira graça de Deus".

Em vários textos do Novo Testamento os crentes em Cristo são exortados de maneira muito clara quanto ao seu comportamento em relação ao próximo, incluindo este: "Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé." (Gl 6:10) e “Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, tanto uns para com os outros, como para com todos.” (1 Ts 5:15). Fazer o bem a todos, mostrando bondade e misericórdia, sempre foi a atitude e o espírito adequados para os santos operarem. Mas observe a distinção feita aqui entre "todos" e a "família da fé", e a ênfase que é colocada em fazer o bem a outros membros do corpo de Cristo, que fazem parte da família de Deus. Essa ênfase contraria o princípio do modelo de justiça social, pois a tentativa de se identificar e remediar as supostas desvantagens de uma variedade de grupos segmentados por cor de pele, gênero e preferência sexual, tornou-se uma negação de fato das Escrituras, que nos diz claramente que no cristianismo "não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos." (Cl 3:11; Gl 3:28).

O mandamento cristão de fazer o bem a todos e de aproveitar as oportunidades para expressar de maneira prática "o juízo (justiça), a misericórdia e a fé" (Mt 23:23), não é nenhuma novidade. Santos piedosos vêm praticando isso há muitos séculos. Certamente, precisamos de exortação e correção frequentes nessas coisas, mas é na sabedoria da palavra de Deus que devemos buscar orientação em nosso "fazer o bem", em vez de sabedoria humana, que é "a sabedoria deste mundo" (Tg 3:15-17) define ainda mais o caráter dessa sabedoria de Deus, que opera em um plano completamente diferente da sabedoria humana: "A sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia.". Se a ideologia ou modelo que você vê ser promovido como a maneira de fazer o melhor bem da sociedade não possui essas características de pureza e paz, nesta ordem, então você pode estar certo de que é apenas uma sabedoria "terrena, natural e diabólica" e você deve rejeitá-la. Creio que a justiça social que vemos promovida e praticada em nossos dias não é pura nem pacífica, quando examinada cuidadosamente à luz da palavra de Deus.

Me preocupa a atratividade (especialmente para os cristãos mais jovens) de um dos principais princípios da justiça social (e uma conclusão lógica da teoria crítica da raça), de que a responsabilidade e culpa pela opressão real ou suposta de certos grupos podem ser atribuídas corporativamente ou coletivamente. À luz disso, são sugeridas as seguintes questões: "A culpa coletiva" é uma questão real e, em caso afirmativo, como deve ser tratada? Estaria ela na mesma categoria do que poderíamos chamar de "culpa por associação"? As Escrituras têm algo a dizer sobre esses assuntos?

A ideia de culpa coletiva ou mal corporativo pode parecer particularmente convincente neste momento, e muitas pessoas que foram categorizadas como parte do grupo opressor foram vistas confessando e se ajoelhando em demonstração de arrependimento e humildade diante daqueles contra os quais acreditam ter causado uma opressão coletiva. Ora, se você já viveu algum dia de sua vida agindo como se (por exemplo) vidas negras não importassem, ou como se a vida de alguém criado à imagem de Deus não tivesse sentido, você deveria se arrepender desse pecado individual e fazer restituição (se aplicável) às pessoas às quais você, de alguma maneira, ofendeu. Mas vamos consultar algumas passagens das Escrituras em busca de princípios espirituais e morais.

Podemos começar com a profecia de Ezequiel no capítulo 18 de seus escritos: "A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele." (Ez 18:20). Jeová estabelece aqui a primazia da responsabilidade individual pelo pecado e pela culpa. Isso dificilmente poderia estar mais claro. Mas também vemos a responsabilidade coletiva nacional de se afastar de Jeová, como evidenciado por esta confissão de Daniel, um homem de Deus sem que ele próprio tivesse alguma falha registrada nesse sentido: "E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza. E orei ao Senhor meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo ... [Nós] pecamos, e cometemos iniquidades, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos" (Dn 9:1-19). Você poderia perguntar: Se Daniel sentiu esse fardo e se arrependeu por causa da culpa coletiva ou fracasso nacional, não seria essa a postura apropriada para um cristão que sofre com os maus-tratos passados ou presentes de seus compatriotas no passado ou no presente? Antes de abordarmos diretamente essa questão, vamos ao Novo Testamento.

O ministério de João Batista era pregar o arrependimento e batizar o arrependido em preparação para a manifestação de Jesus Cristo em Israel (Mateus 3:1-17). Esse batismo foi o sinal de separação moral da nação judaica que reivindicou Abraão como seu pai, mas que produziu pouco mais que frutos ruins. Avançando para o Pentecostes, vemos que o arrependimento e o batismo cristão exigidos ali também tiveram a promessa e o efeito de separar moralmente os novos crentes judeus da geração que crucificou seu Messias, perdoando-os por esse terrível pecado (Atos 2:38). Mais tarde, Saulo de Tarso se submete ao batismo para que seus "pecados sejam lavados" (Atos 22:15-16). Em outras palavras, ele não podia ser útil como testemunha do Cristo ressuscitado, enquanto ainda estivesse totalmente identificado com a nação culpada que pedira a crucificação de Jesus, que de forma odiosa e preconceituosa havia entregue à morte o Homem a quem Jeová havia enviado para ser seu Salvador. Saulo (mais tarde chamado Paulo) recebeu pelo batismo um perdão administrativo do pecado corporativo do povo judeu e de sua própria participação no pecado deles. Mais tarde, ele poderia dizer com pura consciência: "Estou limpo do sangue de todos" (Atos 20:26).

Então encontramos o centurião romano Cornelius, um gentio temente a Deus, que creu na mensagem do evangelho da graça de Deus e foi batizado com sua família (Atos 10 e 11). Seu batismo não era para separá-lo da nação judaica, da qual ele obviamente nunca fez parte, mas era um símbolo de sua morte para com o pecado na carne, bem como de sua morte para o princípio do mundo, identificando-se com Cristo (Romanos 6:1-7; Colossenses 2:10-20). Ora, qualquer guerreiro cristão moderno da justiça social que possa ter motivos para defender a culpa coletiva de um crente em Cristo, deve ser nesse caso. Cornélio fazia parte da máquina militar romana e, dessa maneira, estava conectado a muitos atos opressivos e violentos, mas ao crer e ser batizado, nem Deus nem a igreja de Deus o responsabilizavam mais pela violência cometida pelo exército romano. Sua responsabilidade seria, como alguém que temia a Deus, de que "a ninguém trateis mal nem defraudeis", cumprindo o padrão estabelecido por João Batista para os soldados em Lucas 3:14. Deus teve longa paciência com Seus santos durante esse período de transição, pois ainda estava em desenvolvimento a plena dignidade de sua posição, divina e separada neste mundo, a ser totalmente revelada através do vaso escolhido pelo Senhor, o apóstolo Paulo.

Muito mais poderia ser dito sobre a questão da responsabilidade individual, no que se refere à culpa coletiva ou ao mal corporativo. No cristianismo, encontramos a necessidade de assembleias locais no caráter da "casa de Deus" para manter a verdade coletivamente (1 Timóteo 3:15), para expor "o fermento da malícia e da iniquidade" (1 Coríntios 5), e passar por um processo de luto coletivo e arrependimento, a fim de limpar-se do mal que desonra o Senhor Jesus Cristo, em cuja casa estamos (2 Coríntios 7: 8-12). Mas pressionar a necessidade de arrependimento e confissão por ter uma certa cor de pele ou origem étnica ou nível de renda é uma deturpação grosseira de como Deus vê a responsabilidade pelo mal e pela opressão no mundo hoje. A ideologia da justiça social que faz tais exigências é contrária à verdade do poder transformador e curador do evangelho da graça de Deus.

Vamos agora voltar brevemente para Daniel. Há muito pouca analogia entre o ônus de Daniel pelo mal de sua nação, por um lado, e a responsabilidade corporativa pelo mal praticado por pessoas de uma determinada cor ou gênero de pele. O caminho de Deus nesta dispensação da graça não é lidar com uma nação, pois a dispensação de uma nação escolhida sob a lei terminou em fracasso, e no final os piedosos foram obrigados a se separar moralmente dela por arrependimento e batismo. Agora a maneira de Deus agir é transformar o coração do crente individualmente em Cristo e trazê-lo para o terreno cristão pelo batismo e pela fé em um tipo inteiramente novo de entidade corporativa que supera todos os outros em suas reivindicações e associações. Refiro-me ao corpo de Cristo.

Se você é um santo de Deus batizado, então assumiu a posição de se separar da política mundial e de sua luta social e racial. Agora você deve agir consistentemente com essa posição. Cristão, se você se identifica com uma determinada denominação na cristandade, ou se se identifica com um partido político em particular, ou mesmo se orgulha de suas características raciais ou étnicas, não se surpreenda se essa identificação ou orgulho voluntário levar os advogados da justiça social a solicitar seu arrependimento ou confissão dos males que esses grupos ou partidos cometeram no passado. E isso é moralmente como deveria ser. Tome muito cuidado com qualquer nome ou causa com que você se identifique voluntariamente e de ter orgulho de possuir qualquer cidadania terrestre que possa legitimamente conectá-lo à opressão ou ao mal. (Veja 2 Coríntios 6:14-18; 1 Timóteo 5:22; 2 Timóteo 2:19:22; Apocalipse 18:4-5). Você é chamado para ser separado para Deus por meio de Cristo (no coração, em nome e em posição moral) daquilo que O desonraria, incluindo opressão ou violência contra aqueles que Ele fez à Sua própria imagem. — Traduzido de “Social Justice, Collective Guilt, and the Christian”, by John Kulp. https://greaterriches.com/2020/06/11/social-justice-collective-guilt-and-the-christian/



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Oração e Jejum - William J. Prost

O jejum é mencionado muitas vezes na Palavra de Deus, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Muitas vezes está intimamente ligado à oração, especialmente no Novo Testamento, onde a oração é um privilégio especial de todo crente. O jejum deveria ter um lugar na vida dos crentes hoje? É algo que deve ser feito rotineiramente, ou apenas em certas ocasiões? O jejum associado à oração torna essa oração mais aceitável aos olhos de Deus? Se jejuarmos, por quanto tempo devemos fazê-lo?

A primeira menção do jejum na Bíblia é encontrada em Juízes 20:26, onde Israel chorou e jejuou na presença do Senhor, depois de ser derrotado duas vezes pela tribo de Benjamim. Novamente, no tempo de Samuel, quando Israel tinha medo dos filisteus (1 Sm 7: 6), eles jejuaram diante do Senhor e confessaram seus pecados. Em outra ocasião, quando Saul e Jônatas foram mortos no Monte Gilboa, os que os sepultaram jejuaram sete dias. Davi e seus homens também jejuaram e lamentaram quando ouviram as tristes notícias.

Mais tarde, Ester jejuou antes de ir ao rei Assuero para implorar por seu povo. É significativo que não houvesse mandamento na lei para fazer isso. Antes, eles sentiram que, no esforço de se humilhar na presença do Senhor, o jejum era apropriado para a ocasião. Embora a oração não seja mencionada especificamente, cada ocasião foi marcada por tristeza, humilhação na presença de Deus, um sentimento de total dependência Dele e uma necessidade sentida da ajuda do Senhor.

Vemos tudo isso realizado por nosso abençoado Senhor em Seu caminho até aqui, enquanto Ele caminhava em perfeita dependência diante de Seu Pai. Nós O encontramos em jejum por quarenta dias e noites antes de ser tentado pelo diabo. Da mesma forma, ele poderia salientar que, quando fosse tirado deles, seu povo jejuaria (Mt 9:15).

Razões erradas

Por outro lado, o jejum às vezes era feito por razões erradas, e isso não podia ter a aprovação de Deus. Quando Jezabel desejou que Nabote fosse executado, ela ordenou que um jejum fosse proclamado, ao mesmo tempo que ordenava que falsas testemunhas fossem arranjadas para acusá-lo de blasfêmia, para que ele fosse apedrejado até a morte (1 Reis 21: 910). Por meio do profeta Isaías, o Senhor poderia dizer a alguns em Israel: “Jejuam por contendas e debates, e ferem com o punho da iniquidade”, e perguntam: “Você chamará esse dia de jejum e aceitável ao Senhor?" (Is 58:45). Da mesma forma, o Senhor Jesus repreendeu aqueles que exibiam publicamente um rosto triste e desfiguravam o rosto enquanto jejuavam, chamando-os de hipócritas. Assim, vemos que o jejum é um ato externo que depende, por seu valor, de um estado interno da alma que responde a Deus e ao significado desse jejum.

Nesse mesmo sentido sabemos que o jejum foi levado ao extremo na igreja primitiva, depois que os apóstolos foram chamados para o Lar. Paulo alertava Timóteo de que, nos últimos tempos, alguns se afastariam da fé, "dando ouvidos a espíritos sedutores e doutrinas de demônios" (1 Tm 4: 1). Uma dessas doutrinas de demônios seria "ordenar a abstenção de carnes, que Deus criou para ser recebido com ações de graça" (1 Tm 4: 3). Sabemos que esse jejum legalizado começou como um costume, mas depois se tornou um comando que foi imposto em muitos casos por lei. Até mesmo após a Reforma, as pessoas eram executadas por desobedecer às leis sobre o jejum.

Jejum dos discípulos do Senhor

Apesar desses abusos da prática, as referências positivas ao jejum devem nos exercitar. Quando os discípulos perguntaram ao Senhor Jesus por que eles eram incapazes de expulsar o demônio do garoto lunático, Ele lhes disse: “Esse tipo não sai, mas pela oração e jejum” (Mt 17:21). Depois que a igreja foi formada, o jejum era evidentemente feito pelos responsáveis e líderes da assembléia em Antioquia, e quando se sentiram levados a enviar Barnabé e Saulo para a obra do Senhor, jejuaram e oraram antes de fazê-lo. Paulo e Barnabé também fizeram jejum quando usaram sua autoridade apostólica para ordenar anciãos nas várias assembleias (Atos 14:23). Além disso, Paulo falou sobre marido e mulher se separarem por um tempo para se dedicarem ao “jejum e oração” (1 Co 7:5). Assim, parece claro que o jejum definitivamente tem a aprovação de Deus nesta dispensação de Sua graça, e foi praticado nos dias dos apóstolos.

Razões Certas

À luz das várias Escrituras que consideramos, sugiro os seguintes pensamentos sobre o jejum. Primeiro, como foi mencionado anteriormente, o jejum é um ato externo que não tem valor aos olhos de Deus, a menos que seja acompanhado por um estado interior da alma que responda ao ato. O jejum de rotina ou sob comando não tem respaldo bíblico. Não podemos ter um pecado não julgado em nossa consciência ou ser indiferentes às reivindicações de Deus, e então executar um ato externo para obter Sua atenção.

Segundo, o jejum está quase sempre conectado à oração. Isso é importante, pois o jejum fala de nossa abstinência de todos os meios humanos de ajuda, enquanto a oração expressa nossa dependência de Deus. A forma mais pura de jejum não é tanto um ato consciente, mas o resultado da natureza espiritual estar tão ocupada com assuntos celestes que o desejo por comida é ignorado no momento. Se nossos corações estão sobrecarregados com um assunto aos olhos de Deus, então nossos desejos naturais darão lugar à nossa preocupação com a situação diante de nós, e não sentiremos o mesmo desejo por comida.

Terceiro, enquanto o jejum está conectado à comida e, portanto, é algo com o qual todos podemos nos identificar, eu sugeriria que o princípio não se limita à comida. Isso é mostrado claramente em 1 Coríntios 7:5, já mencionado, onde o gozo normal do relacionamento de marido e mulher também é deixado de lado para um tempo de oração. Para alguns, pode haver algum outro desejo ou necessidade natural, não errado por si só, mas que dá lugar a um fardo especial que transcende essa necessidade. Como exemplo disso, encontramos nosso abençoado Mestre mais de uma vez passando o tempo à noite em oração a Seu Pai, quando sem dúvida o sono seria muito bem-vindo ao Seu corpo cansado.

Quarto, lembremos que o jejum deve ser feito em particular e fora dos olhos do público para ser aceitável a Deus. Sem dúvida, aqueles em Antioquia que jejuavam o faziam coletivamente e, portanto, sabiam sobre as ações uns dos outros, mas não parece que toda a assembléia estivesse envolvida. Antes, aqueles que tinham um fardo no coração estavam diante do Senhor e jejuaram. Se o assunto se tornar público, alguns podem participar dele sem serem realmente exercitados e sobrecarregados na presença do Senhor. Além disso, existe o perigo real de o orgulho atrapalhar e, como vimos, o Senhor Jesus condenou isso nos termos mais fortes.

Em vista de todas essas considerações, podemos ver que o jejum definitivamente não é proibido hoje, mas é encorajado pelos exemplos que vimos na Palavra de Deus. Também vemos que não pode haver uma regra para o jejum. Torná-la uma regra e procurar aplicá-la apenas a estraga aos olhos de Deus. Nem no Antigo nem no Novo Testamento era um comando direto, mas antes o que era considerado adequado a situações particulares e encorajado por Deus nessas circunstâncias. Para nós, jejuar deve ser um exercício pessoal na presença do Senhor, e isso inclui o tempo do jejum, bem como o período de tempo que se jejua.

Por fim, apontemos que a oração em sua essência é o privilégio de ter interesses comuns com Deus. Se sentíssemos situações mais como Ele as sente, certamente nossos corações ficariam mais sobrecarregados diante dEle, e o jejum seria mais comum entre os crentes. Se nossos pensamentos estivessem mais sintonizados com os de Deus, certamente nos negaríamos com mais frequência aquelas coisas naturais de que todos precisamos, enquanto estivéssemos envolvidos com os interesses Dele. Mefibosete “nem vestiu os pés, nem aparou a barba, nem lavou as roupas” (2 Sm 19:24) até Davi voltar em paz. Ninguém lhe disse para fazer isso, mas os interesses de Davi eram seus, e ele sentiu que seu rei era rejeitado e ausente. Que a ausência de nosso Senhor Jesus - a ausência de nosso noivo - seja mais real para nós, e que Seus interesses ocupem nossos corações aqui em baixo, para que estejamos prontos para esquecer nossos desejos naturais de serem ocupados com Ele!

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O "Eu", os pecados e o pecado - A. P. Cecil

Parece-me existir uma grande confusão entre a nossa personalidade sempre imutável, sua inerente responsabilidade, e o pecado que habita em nós, bem como os pecados que cometemos. O homem é espírito, alma e corpo (Gênesis 2:7), um ser responsável. O pecado foi introduzido nele na queda como uma coisa distinta, um princípio do mal (Gênesis 3; Romanos 5:12). O resultado foram os pecados, os frutos maus. Estando sob o poder do pecado, a tendência foi a carne tornar-se predominante, e assim o termo carne foi estampado em sua condição moral. "Então disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne" (Gn 6:3), e no que se refere a Deus, o homem se tornou morto em ofensas e pecados. Ora, a Epístola aos Romanos revela de forma distinta esse triplo conceito. Existe o homem responsável, os pecados que comete, e o pecado que entrou nele na queda.

Do capítulo um, versículos 18 ao 22, de Romanos, até o capítulo 2, versículos 1 ao 16, temos diante de nossos olhos a responsabilidade dos pagãos, como consequência da luz da Criação que brilha sobre eles e de sua consciência por terem o conhecimento do bem e do mal. "Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os" (Rm 2:14-15). O julgamento de Deus é contra os pagãos por não andarem de acordo com esse conhecimento que possuem. Portanto Deus se indigna com o homem responsável por seus pecados (o pecado não é responsável), e Deus julgará o homem por ser responsável por seus pecados e por rejeitar a tolerância e bondade de Deus.

As passagens de Romanos 2:2-6 e 3:1-20 abordam as responsabilidades do judeu, como também seus privilégios, trazendo a Lei como a medida dessas responsabilidades, e ele, o judeu responsável, como sendo julgado pela lei que, além de provar ser ele culpado de pecados, lhe dá o conhecimento do pecado. "Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus. Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado." (Rm 3:19-20). O caráter moral universal do homem é descrito da cabeça aos pés na passagem de Romanos 5:10-18, depois a lei é aplicada, provando ser ele culpado de pecados e dando-lhe o conhecimento do pecado.

Assim, as três coisas são claramente destacadas na história da responsabilidade do homem. Existe ele próprio — o seu "eu" responsável — culpado de pecados e, se ele aprender, a lei dará a ele o conhecimento do pecado. "Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos. Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça." (Rm 5:19-20).

Em Romanos capítulo 3, versículo 21, e o capítulo 5 inteiro temos a doutrina da salvação do homem dessa condição perdida. Ele é salvo de seus pecados e do poder do pecado. Deus é revelado em três aspectos, que correspondem às três condições em que o homem é visto. Deus é o Justificador do culpado nos capítulos 3 e 4 de Romanos; ele é o Reconciliador do homem, seu inimigo, em Romanos 5, versículos 1 ao 12, e é o Libertador do homem nascido em pecado em Romanos 5:12 e em todo o capítulo 8 da mesma carta.

O assunto até Romanos 5:12 são os pecados, e a partir do capítulo 5, versículo 12 e em Romanos 8 o assunto é o pecado. O sangue de Cristo é apresentado a Deus, pois todos pecaram; e Deus, com base nisso, revela a sua justiça, justificando a todos que creem em Jesus. Os pecados, representados como dívidas nas escrituras, são remidos ou perdoados, e o homem é justificado ou libertado da culpa. (Romanos 3:23–26.) O pecador que crê é perdoado, seus pecados são cobertos, o pecado não lhe é imputado. "Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa o pecado." (Rm 4:7-8). Todos os seus pecados foram levados por Jesus na cruz e, portanto, nunca lhe poderão ser imputados. Ele é liberado de toda acusação e considerado justo. "Ora, não só por causa dele está escrito, que lhe fosse tomado em conta, mas também por nós, a quem será tomado em conta, os que cremos naquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor; o qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação... E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação." (Rm 4:23-25; 5:11).

De Romanos 5:12 ao final do capítulo 8 o homem é visto como conectado a Adão, nascido em pecado, e Deus é visto como seu Libertador — primeiro do atual poder do pecado, no que diz respeito à sua alma; depois quanto ao seu corpo quando o Senhor vier. Mas aqui veremos claramente a distinção entre o "eu" responsável (o homem, composto de espírito, alma e corpo) e o pecado que nele habita, seja em seu estado não convertido ou salvo. "Como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram." (Rm 5:12.). Isso claramente traz à tona, em primeiro lugar os homens, em segundo a entrada do pecado, e em terceiro o fato de que todos pecaram.

A figura sempre usada é a do pecado como um mestre ou rei que governa o homem, e o homem é visto como seu escravo. Em Romanos 5:12, o pecado entrou no mundo; em Romanos 5:21, o pecado reinou até a morte; em Romanos 6:23, ele paga um salário aos seus servos, os homens, a saber, a morte.

Ora, tudo isso se refere aos que não foram despertados, ao homem nascido em pecado. O homem, portanto, é escravo do pecado até ser libertado. Romanos 5:18-19 mostra a base da libertação; o capítulo 6 mostra a libertação aplicada: na morte de Cristo o homem morreu para o pecado e está vivo para Deus em uma nova condição. Portanto agora o pecado já não tem mais domínio sobre ele, ele não está mais sob a lei, mas sob a graça. Ele era servo do pecado, mas, tendo obedecido à forma de doutrina que lhe foi confiada, foi libertado. O pecado ainda está nele, mas ele não deve deixá-lo reinar. Tendo agora se tornado um servo de Deus, ele tem seus frutos para a santidade e no final a vida eterna no que diz respeito ao seu corpo.

"Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça. Pois que? Pecaremos porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum. Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça? Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça. Falo como homem, pela fraqueza da vossa carne; pois que, assim como apresentastes os vossos membros para servirem à imundícia, e à maldade para maldade, assim apresentai agora os vossos membros para servirem à justiça para santificação. Porque, quando éreis servos do pecado, estáveis livres da justiça. E que fruto tínheis então das coisas de que agora vos envergonhais? Porque o fim delas é a morte. Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna. Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor." (Rm 6:14:23).

Romanos 7 mostra como a lei, aplicada à condição do homem nascido em pecado, não poderia nem libertá-lo e nem justificá-lo. Tão útil quanto um professor que ensina, ela poderia dar ao homem o conhecimento do pecado como um princípio maligno distinto existente nele, caso suas lições fossem aprendidas, mas ao invés de libertá-lo ela só poderia condená-lo. Ela é representada como um marido, do qual, da mesma forma como o mestre no caso do pecado, o pecador que crê é libertado pela morte de Cristo.

A lei não é pecado, ela é santa, justa e boa; e isso por duas razões — ela dá o conhecimento do pecado e condena à morte o homem que dá lugar aos seus primeiros movimentos e comete pecados. O homem na carne é a árvore má, produzindo fruto para a morte, e o pecado é a seiva venenosa na árvore. Mas, exceto no versículo 5 de Romanos 7, a figura usada é sempre a de um mestre e um escravo, e eu não conheço nenhum lugar das escrituras onde o pecado seja representado por uma árvore. O homem é representado por uma árvore, mas não o pecado. Então no versículo 8 o pecado opera no homem todo tipo de luxúria; no versículo 11, o pecado me enganou e me matou; no versículo 13 o pecado, por meio do mandamento, se tornou extremamente pecaminoso. Mas em todos esses versículos, o pecado é visto como distinto do homem, que é o ser responsável.

Em Romanos 7, nos versículos 14–25, temos uma alma vivificada, que chega ao conhecimento da libertação: "Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.".

Primeiro, ao se comparar com as reivindicações espirituais da Lei, ele se vê carnal, vendido sob o pecado, um escravo. Mas então, ao descobrir que deseja fazer o certo, ele encontra uma distinção entre o seu eu vivificado e o pecado que habita nele, mas é uma questão de conhecimento e experiência. Então, em Romanos 7:18 ele descobre que não tem poder sobre o mal, apesar de ter sido vivificado, pois em sua carne não habita bem algum. " Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem.". A luta continua até que ele descubra ser um homem miserável, mesmo que vivificado; e quem o livrará? Ele volta o seu olhar para Deus e encontra em Deus um Libertador que lhe deu a Cristo como sua vida, o qual, pela morte, abriu um caminho livre através da morte. Então ele descobre que está em Cristo, e não mais em Adão. Isto porque o Espírito de vida do Cristo ressuscitado e glorificado, agora comunicado a ele, o liberta, no presente, da lei do pecado e da morte. O pecado na carne é condenado na cruz, mas não há condenação para o homem que está em Cristo Jesus. Ora, em todas estas passagens encontramos o homem em sua personalidade distinta, seja ele não convertido, vivificado ou totalmente liberto, mas mesmo assim elas se referem ao homem, sendo o pecado um princípio distinto dentro dele. É uma questão entre o pecado, quando o homem chega ao conhecimento dele, ou de Deus como Libertador por intermédio de Cristo, já que a lei, como vimos, não tem poder de libertar.

O homem, então, permanece sempre em sua personalidade distinta — primeiro, visto em Romanos capítulos 1, 2 e 3:20 como objeto de juízo e diretamente responsável perante Deus; segundo, de Romanos 3:12 até o capítulo 8, encontrando a justificação de seus pecados, a reconciliação de sua inimizade, a libertação do poder do pecado em Deus por intermédio de Cristo, para finalmente, quando o Senhor vier, ele ser liberto, no que diz respeito ao seu corpo, da presença do pecado. Mas é a mesma pessoa que é justificada, reconciliada, libertada e redimida, ainda que inteiramente criada de novo e no final feita como o Senhor Jesus quando ele vier. Os pecados dessa pessoa, vistos como dívidas, são perdoados no momento em que ela confia no sangue de Cristo, não porque ela tenha morrido com Cristo, mas porque Cristo morreu por ela. Ela é libertada de seu pecado por ter morrido com Cristo, e por Cristo ter ressuscitado e sido glorificado, sendo o presente de Deus para ela a vida eterna. A palavra de Deus, por meio da morte de Cristo, purifica sua alma do pecado — ela morreu para o pecado —, além de produzir nela uma nova natureza distinta, de modo que o "eu'' agora é distinto da carne; essa pessoa tem agora duas naturezas.

Além disso, pela comunicação a ela do Cristo glorificado, ela está agora liberta em espírito, aguardando a libertação plena que será aplicada ao seu corpo quando o Senhor Jesus vier. “E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita... E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo. Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos." (Rm 8:11, 23-25). Então ela será libertada da presença do pecado e, graças a Deus, haverá um verdadeiro brado, " Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo." (1 Co 15:55-57).

Caro leitor, espero que você esteja entre este povo feliz, e confio que alguns queridos filhos de Deus serão esclarecidos em suas almas, e o senso de sua responsabilidade também será despertado quando virem nas Escrituras a distinção entre o "eu", o pecado e os pecados.

Lord Adalbert Cecil, 1841-1889
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O significado dos números na Bíblia

Pode haver pouca dúvida de que os números são usados nas escrituras como símbolos, e comparando os casos em que qualquer numeral é empregado, pode-se chegar com frequência à ideia oculta nele. O significado de alguns números é óbvio demais para ser equivocado; o dos outros é menos aparente. Em alguns casos, o número simbólico pode ser descoberto onde o próprio número não é mencionado: como, por exemplo, sob o número três podemos classificar a lei, os salmos e os profetas; espírito, alma e corpo, etc. Apenas algumas referências são dadas aqui para cada número.

UM — Supremacia, exclusividade. Um Jeová. Dt 6:4; Is 42:8; Zc 14:9. Um Deus e Pai. 1 Co 8:6; Gl 3:20; Mc 12:29; Ef 4:6; 1 Tm 2:5. "Nenhum outro Deus, exceto um", um Senhor Jesus Cristo. 1 Co 8:4; Ef 4:5. Um Espírito Santo. 1 Co 12:11, 13. Um mediador. 1 Tm 2:5. Um corpo. 1 Co 12:12, 13; Ef 4:4. Uma esperança, uma fé, um batismo. Ef 4:4, 5. Uma oferta que aperfeiçoou para sempre os santificados. Hb 10:14.

DOIS — Distinção e, portanto, testemunho e companheirismo adequados, quando em comum acordo. Duas testemunhas são necessárias. Dt 19:15; 2 Co 13:1. Calebe e Josué testemunharam pela terra. Nm 14:6-9. Dois espiões enviados para além do Jordão. Js 2:1. Duas oliveiras típicas de duas testemunhas. Zc 4:3; Ap 11:3, 4. A palavra de Deus e o seu juramento mostram a imutabilidade de Seu conselho. Hb 6:17, 18. Dois devem concordar em perguntar. Mt 18:19. Dois ou três podem ser reunidos em nome de Cristo. Mt 18:20.

TRÊS — Plenitude ou plenitude divina e, portanto, perfeição em testemunho. Deus é Pai, Filho e Espírito. Essa plenitude teve o prazer de habitar no Filho de Seu amor. Cl 1:19. Três vezes a voz veio do céu falando do Senhor Jesus. Mt 3:17; Mt 17:5; Jo 12:28. O Senhor Jesus é Profeta, Sacerdote e Rei; Filho de Deus, Filho do homem e Filho de Davi. Três dão testemunho, o Espírito, a água e o sangue, "e esses três concordam em um". 1 Jo 5:7, 8. As escrituras, compreendendo a lei, os profetas e os salmos, deram testemunho de Cristo. Lc 24:44. Fé, esperança e amor são elementos da vida cristã aqui. Um cordão triplo não é facilmente quebrado (Ec 4:12), correspondendo à perfeição no testemunho: três também descrevem a experiência aperfeiçoada. 13:32; Gn 22:4; At 9:9.

QUATRO — Completude naquilo que é criado ou ordenado por Deus. Quatro ventos dos quatro cantos do céu. Jr 49:36. Quatro cantos da terra. Ap 20:8. Na organização do acampamento de Israel havia quatro estandartes. Nm 10:14-25. Ezequiel viu quatro criaturas viventes, cada uma com quatro rostos, quatro asas e quatro mãos. Ez 1:5-8: compare os quatro seres viventes em Ap 4:6.

CINCO — Fraqueza humana na apreciação da obrigação. Na dedicação do tabernáculo cada príncipe fez uma oferta de paz, oferecendo dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros. Nm 7:17-83. Fraqueza em contraste com o poder do inimigo: cinco devem perseguir cem. Lv 26:8. Os discípulos só podiam fornecer cinco pães de cevada e dois peixes pequenos quando os cinco mil eram alimentados. Jo 6:9. Paulo disse que preferia falar cinco palavras para ensinar aos outros do que dez mil palavras em uma língua desconhecida. 1 Co 14:19. Na parábola das virgens havia cinco sábias e cinco tolas. Mt 25:2.

SEIS — Incompleto, imperfeição (um a menos do número sete perfeito). Salomão tinha cinco degraus para chegar ao seu grande trono, 1 Rs 10:19; mas isso não foi elevado o suficiente para salvá-lo da idolatria. Seiscentos e sessenta e seis talentos de ouro foram trazidos a ele em um ano, 1 Rs 10:14; no entanto, ele tinha que confessar que tudo era vaidade e irritação de espírito. Os judeus em Caná tinham seis vasos de água para purificação, Jo 2: 6; mas eles expressavam a insuficiência das ordenanças para atender às necessidades do homem. O número da besta imperial será seiscentos e sessenta e seis, Ap 13:18, sendo imperfeito em todos os aspectos.

SETE — Completude espiritual, geralmente para o bem, mas ocasionalmente para o mal. É o composto de três e quatro, e é o maior algarismo simples indivisível. Sete dias em uma semana, todo sétimo dia era um dia de descanso, todo sétimo ano era um ano de descanso para a terra, e a cada sete vezes sete anos trazia o jubileu. A criação foi concluída no sétimo dia, sendo o resultado o descanso de Deus. Havia sete lâmpadas no castiçal de ouro. Nm 8:2; cf. Zc 4:2. O sangue era aspergido diante do Senhor sete vezes. Lv 4:6, 17; Lv 8:11. O cristão é exortado a fazer a festa de sete dias após a páscoa, o que a torna perpétua. 1 Co 5:7, 8. João fala de sete espíritos diante do trono de Deus. Ap 1:4. Existem sete abominações no coração do homem. Pv 26:25. A primeira besta tem sete cabeças e dez chifres. Ap 13:1. No Apocalipse, 'sete' ocorre com frequência; o símbolo é encontrado nele mais de sete vezes sete. O perdão deve ser 'setenta vezes sete'. Mt 18:22.

OITO — Um novo início fora da ordem de criação, mas ligada a ela: daí a ressurreição. A circuncisão era no oitavo dia, quando uma nova comunhão foi iniciada. Oito almas foram salvas na arca, para iniciar um novo mundo. 1 Pe 3:20; 2 Pe 2:5. A nova forma do futuro império romano será a oitava. Ap 17:11. O dia da ressurreição pode ser chamado de oitavo, o dia após o sétimo, que era o sábado judaico.

DEZ — Terreno completo de. responsabilidade humana. O faraó foi visitado por dez pragas. Ex. 7 - Ex.12. Os Dez Mandamentos. Ex. 34:28. Abraão deu um décimo dos despojos a Melquisedeque. 14:20. Os israelitas davam um décimo aos levitas, e davam um décimo aos sacerdotes. Nm 18:21, 26. Dez virgens saíram ao encontro do noivo. Mt 25. Havia dez empregados a quem as minas foram confiadas. Lc 19:13. Na última forma do império romano, haverá dez reis. Ap 17:12, 16.

DOZE — Integridade administrativa, isto é, naquilo que é estabelecido ou exibido para o homem. (O primeiro mais divisível dentre os números.) Havia doze patriarcas, ancestrais das doze tribos, que são lembradas nos doze pães sobre a mesa, as doze pedras no peitoral e doze nomes nos ombros do sumo sacerdote; as doze pedras tiradas do Jordão e as doze pedras colocadas no leito do rio; também na mulher com uma coroa de doze estrelas. Ap 12:1. Por meio dos doze apóstolos, o Senhor alimentou as multidões famintas. Os doze apóstolos se sentarão em doze tronos, julgando as doze tribos. Mt 19:28. A nova Jerusalém terá doze fundamentos para seus muros, com os nomes dos doze apóstolos; terá doze portões, consistindo de doze pérolas, com os nomes das doze tribos inscritas; os portões serão guardados por doze anjos. Ap 21: 12-21. Há doze horas no dia em que os filhos da luz podem andar. Jo 11:9. A flexibilidade da perfeição administrativa pode ser vista em:

SEIS e DOIS: Dois apóstolos em cada uma das seis companhias enviadas para pregar.

DOIS SEIS: seis pães em cada uma das duas linhas de pães da proposição.

TRÊS QUATROS: quatro fileiras de três nomes cada no peitoral.

QUATRO TRÊS: portões em cada um dos quatro lados da nova Jerusalém.

QUARENTA = 10 × 4. Experiência completa para trazer à luz o bem ou o mal. Moisés ficou quarenta anos no deserto, sendo ele próprio provado; ele esteve no monte dois períodos de quarenta dias, tempos de provação para os israelitas. Ex. 24:18; Ex. 34:28. Os espiões ficaram quarenta dias vasculhando a terra. Nm 13:25. As tribos foram provadas quarenta anos no deserto. Atos 13:18. Golias desafiou Israel por quarenta dias. 1 Sm 17:16. Saul, Davi, Salomão e Jeoás foram provados em um reinado de quarenta anos. O período de prova de Elias em Horebe foi de quarenta dias. Nínive recebeu quarenta dias de prazo para se arrepender. Jn 3:4. O Senhor Jesus esteve sob tentação quarenta dias. Mc 1:13.

(Extraído de Concise Bible Dictionary)

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Retrocesso e apostasia, ou Pedro e Judas - Walter Scott

Você deve saber distinguir cuidadosamente entre o retrocesso de crentes reais, como Pedro e Ló, e a queda completa de crentes aparentes, como Judas e Simão, o Mago (Atos 8). Pedro, cheio de confiança própria, mas com verdadeiro amor ai seu Mestre, jurou que enfrentaria prisão e morte por seu amado Senhor, e ainda assim, à voz de uma criada, negou a seu Mestre com juramentos e xingamentos! Pedro pecou, mas sua fé não falhou (Lucas 22:31-34, 54-62). É assim com cada um de nós. Mesmo no momento mais sombrio da mais violenta tentação aqueles que têm a fé mais fraca sempre se apegam a Cristo, o Filho do Deus vivo (1 Pedro 1:4-7), embora os lábios possam cruelmente negar que o conhecem! "Pedro seguia-o de longe" (Lc 22:54). "O meu povo se esqueceu de mim por dias sem conta... todavia, não me esquecerei de ti" (Jr 2:32; Is 49:15).

Infelizmente o crente pode mergulhar nas terríveis profundezas do mal e, por um momento, destruir sua presente utilidade e felicidade, como fez Ló em Sodoma (mas veja 2 Pedro 2:7-8) e Jonas (Jonas 1:2-5; Jonas 2: 9) e o fornicador de 1 Coríntios 5 (mas veja 2 Coríntios 2: 6-8). Mas há uma coisa que ele não pode fazer. Ele não pode, como Judas, absolutamente desistir de Cristo.

Quantos crentes fracos, mas verdadeiros, se preocupam desnecessariamente com o medo de se perderem, citando o pecado de Judas e seu terrível fim. Mas os raciocínios sobre as quedas de Judas, Satanás, os anjos e Adão ignoram a diferença causada pela "redenção eterna" no crente que está em Cristo Jesus, que para ele obteve "eterna redenção" (Hb 9:12), o que significa que"não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma" (Hb 10:39). Portanto, "quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós." (Rm 8:34).

Muitos crentes seguiram os passos de Pedro, o retrocedente, mas nenhum verdadeiro filho de Deus jamais seguiu, e nem poderá seguir, o caminho de Judas, o apóstata. Voltar atrás não é renunciar ao cristianismo, mas fracassar na santa separação do caminho que Deus espera de seus filhos. Pedro foi um que retrocedeu, por quem o Senhor orava e por quem olhava (Lucas 22:32, 61). Aquele olhar tocante de amor triste e ferido partiu o coração do pobre Pedro em seu retrocesso. "E, saindo Pedro para fora, chorou amargamente." (Lc 22:62).

Existe provisão na intercessão de Cristo para com o Pai visando a restauração dos desviados (1 João 2:1). É dos apóstatas que o escritor sagrado diz... "Porque é impossível que os que... recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento" (Hb 6:4-6). "Por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção" (Hb 9:12).

Judas era apóstata e, portanto, a palavra que ele ouvira e recebera não tinha "raiz" nele (Lucas 8:13). Ele era um mero professante, não um homem salvo, nem vivificado pelo Espírito Santo (João 13:10-11). Um apóstata é aquele que professa crer e recebe todos os privilégios externos do cristianismo, mas sem que tenha ocorrido uma obra divina em sua alma, e mais tarde renuncia a Cristo. Assim, Judas, um apóstata, vendeu seu Mestre, mas Pedro, um desviado, negou temporariamente seu Mestre.

Um apóstata "provou" o dom celestial e o rejeitou, não tendo fé nem vida. Um verdadeiro crente é aquele que "provou", mas mais que isso, ele "come a carne e bebe o sangue do Filho do homem" (João 6:34, 53-54, 58). Alguém pode "provar" e perecer (Hebreus 6), mas "comer" é "viver para sempre"..

Judas pecou voluntariamente ao rejeitar o único Salvador e, assim, tornou claro que sofreria o terrível juízo registrado em Hebreus 10:26-29, um juízo que não pode cair nem sobre o crente mais fraco. Ele havia compartilhado daquela santificação externa que inclui todos os que se separam externamente do judaísmo e do paganismo para abraçar o cristianismo, o único sistema de salvação de almas que revela um Salvador. Essa santificação externa também é vista em 1 Coríntios 7:14 em que "o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido". Mas "pecar voluntariamente" é deliberadamente, com o coração e a mente, renunciar completamente a Cristo e ao cristianismo. Algo que nenhum filho que Deus poderia fazer ou faria. "Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós." (1 Jo 2:19).

Se um cristão professo que não foi resgatado renuncia deliberadamente a Cristo e o troca por Maomé; troca a Bíblia pelo Alcorão ou o Cristianismo pelo Ateísmo, ele adota um sistema sem Salvador, sem sacrifício e sem céu. Portanto, não há nada diante dele a não ser uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários" (Hb 10:27). As advertências solenes contidas nos capítulos 6 e 10 de Hebreus se referem à mera profissão cristã, ao desistir do cristianismo para voltar ao judaísmo, e não assumem que as pessoas a quem se referem tivessem sido verdadeiros filhos de Deus. Veja o contraste em Hebreus 6:9 e Hebreus 10:39: "Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores, e coisas que acompanham a salvação... Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma.".

Amado de Deus, herdeiro da glória, descanse sua alma em confiança inabalável na Palavra imperecível de Deus. Deus se comprometeu em palavras e juramentos a garantir sua bênção e ancorou sua alma em Cristo. Seu navio pode ser arremessado em mares tempestuosos, mas não tema, você enfrentará todas as tempestades com sucesso. A âncora não pode ser arrastada, nem a corrente divina que liga o navio e a âncora pode se romper. Tudo, tudo é tão sólido e duradouro quanto o trono do Eterno! Você não poderá estar mais seguro na glória do que já está agora. Você está tão completamente fora do juízo neste mundo quanto Cristo está à direita de Deus: "Porque, qual ele é, somos nós também neste mundo...  sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos" (1 Jo 4:17, 3:2). — Extraído de "Eternal Security", de Walter Scott - 1838-1933)

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