Será que devemos recorrer à prudência e exigir uma certa medida de discernimento antes da recepção [à comunhão à mesa do Senhor]? Este é apenas um dos principais danos que deve ser evitado assiduamente e tratado como um erro de princípio, sim, ...

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Discernimento não deve ser um teste para recepção - William Kelly and more...

Discernimento não deve ser um teste para recepção - William Kelly

Será que devemos recorrer à prudência e exigir uma certa medida de discernimento antes da recepção [à comunhão à mesa do Senhor]? Este é apenas um dos principais danos que deve ser evitado assiduamente e tratado como um erro de princípio, sim, um pecado contra Cristo e a igreja. Tampouco nada poderia criar a mais sectária de todas as seitas do que exigir, das almas que procuram entrar, um julgamento correto quanto à verdade menos conhecida pelos santos, o mistério de Cristo ou, em particular, o um só corpo, que para eles ficou ainda mais difícil de entender como de praticar por causa das seitas que se desenvolveram em meio à atual condição caída da cristandade.

Nunca se ouviu tal exigência, mesmo quando a igreja começou e a presença do Espírito Santo era uma coisa totalmente nova. Os santos foram recebidos na confissão do nome de Cristo, tendo Deus dado a todos os presentes, Seu selo e passaporte. O discernimento estava com aqueles que no princípio reconheceram o valor desse Nome e o dom do Espírito. Se eles tivessem reivindicado da igreja discernimento como uma condição de comunhão, isso teria realmente provado sua própria falta de discernimento e neutralizado aquilo pelo qual Cristo morreu — a reunião em um só corpo dos filhos de Deus que estavam dispersos.

A atual ruína da igreja alterou esse princípio primário? "Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade." (2 Tm 2:19). Aquilo que leva Seu nome é como uma grande casa com vasos para honra e vasos para desonra, dos quais o homem tem que se purificar, se ele próprio for um vaso para honra, santificado, apto para o uso do Mestre, preparado para toda boa obra. Se o estado público é mau, a fidelidade individual a Cristo é imperativa: a unidade não deve superá-lo, nem vincula o cristão a unir o nome do Senhor à injustiça. A pureza pessoal deve ser seguida também, e isso não isoladamente, mas com aqueles que invocam o Senhor de um coração puro. Não é uma palavra sobre exigir inteligência eclesiástica ou doutrinária, mas "com aqueles que invocam o Senhor" etc., isto é, com santos reais em um dia de profissão relaxada e oca.

Mais tarde, "na última hora" de João, vemos quão o Espírito de Deus insiste com veemência nos primeiros princípios. "Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido. Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados. Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?" (Jo 5:1-5). Diante de muitos anticristos, Cristo permanece a pedra de toque. O Espírito se apega insistentemente à Sua pessoa. Acrescentar qualquer exigência é tirar dEle, desonrar Seu nome.

Mas irei mais longe. Tome a esperança do retorno do Senhor Jesus. Você sabe o quanto é importante que os cristãos esperem em verdade e coração por Cristo do céu; mas você exigiria que aqueles que buscam comunhão em nome do Senhor entendam e confessem essa esperança antes de recebê-lo no Senhor? Isso não seria uma seita? Não importa que sua afirmação da esperança cristã seja sempre tão correta, e que a pessoa buscando comunhão seja sempre tão ignorante sobre esse assunto, mas quem autoriza você ou outras pessoas a ficarem à porta e proibir sua entrada? Talvez, ao pensar em algum pensamento errado, ela possa imaginar que o cristão, como o judeu ou o gentio em Apocalipse 7, tenha que passar pela Grande Tribulação. Pode ser que ela pouco entenda do lugar do cristão ao ponto de não enxergar sua união com Cristo no céu, que é tornada conhecida pelo Espírito Santo neste dia. Por isso está confusa e não sabe que o Senhor virá e levará o que é seu antes dos dias daquela terrível retribuição que está vindo sobre o mundo. Ela pode até compartilhar os pensamentos de homens tão imprudentes quanto qualquer outro dos que estavam em Tessalônica e cair na ilusão de tentar escapar da grande tribulação. Ocupados demais com a profecia, haviam perdido ou nunca conheceram a verdadeira esperança da vinda de Cristo; e sempre que somos absorvidos por alguma coisa, seja profecia, ou igreja, ou evangelho, e não com Cristo, o que senão a graça pode nos impedir de nos desviarmos mais?

Estaria eu dizendo que o conhecimento da verdade ou o crescimento da inteligência espiritual deveria ser menosprezado? De maneira nenhuma; mas é falso e vão exigir isso como condição preliminar dos santos que buscam comunhão de acordo com Deus. Ajude-os, instrua-os, conduza-os em ambos os sentidos. Esta é uma forma de proceder verdadeira, mas árdua ao mesmo tempo. A outra é sectária e errada.

Extraído de "The Unity of the Spirit, and what it is to keep it." Anotações de uma pregação de William Kelly em 1882.

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Arminianismo e Calvinismo - J. N. Darby

Que Cristo morreu por todos é, como já vimos, dito muitas vezes nas Escrituras. Portanto reconheço Sua morte para o mundo como a base, a única base aproximação para o mundo, estando o amor mostrado nela. Quando um homem crê, posso dizer: Agora tenho mais a dizer-lhe: Cristo levou todos os seus pecados; eles nunca poderão ser mencionados novamente.

Se olharmos para a diferença da pregação arminiana e calvinista, veremos o significado disso imediatamente. Os arminianos pegam a morte de Cristo por todos e geralmente conectam a carga de pecados a ela; e tudo é confusão quanto à realidade e eficácia de Cristo levando nossos pecados, pois eles negam qualquer obra especial para o Seu povo. Eles dizem: se Deus amou a todos, não pode amar particularmente alguns. O resultado disso é uma salvação incerta, e o homem freqüentemente acaba sendo exaltado. Assim, o bode expiatório é praticamente posto de lado.

O calvinista considera que Cristo está levando os pecados do Seu povo, para que eles sejam salvos efetivamente; mas ele não vê mais nada. Ele dirá: Se Cristo amou a igreja e se entregou por ela, não pode haver amor verdadeiro por qualquer outra coisa. Assim, ele nega a morte de Cristo por todos e o caráter distintivo da propiciação, e o sangue no propiciatório. Ele não vê nada além de substituição.

A verdade é que nos é dito que Cristo ama a igreja, nunca o mundo. Isso é um amor de relacionamento especial. Deus nunca diz que ama a igreja, mas o mundo. Isto é bondade divina, o que está na natureza de Deus (não o Seu propósito), e a Sua glória é o verdadeiro fim de todos.

Mas eu não me detenho nisso, pois quero apenas apontar a confusão feita com propiciação e substituição, que necessariamente leva à confusão no evangelho, enfraquecendo a mensagem para o mundo, ou enfraquecendo a segurança do crente, e em todos os aspectos criando incerteza no anúncio da verdade. Creio que a busca sincera das almas, e pregar a Cristo com amor a Ele, será abençoado onde houver pouca clareza, e isso é mais importante que a total exatidão da declaração. Ainda assim, é um consolo para o pregador deixar claro, mesmo que não pense nisso no momento; e, quando for edificar sobre isso mais tarde, a solidez do alicerce é da maior importância.

J. N. Darby em "Propitiation and Substitution"

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A concepção miraculosa de Jesus - J. T. Mawson

A anunciação a Maria, uma humilde filha da casa de Davi, desposada por um trabalhador, revela graça em sua insuperável riqueza e encanto. A mensagem de Deus anunciada por Gabriel a Maria é dividida em três partes. Primeiro, a saudação que proclama a grandeza do favor que Deus lhe daria, embora ela fosse pobre e desconhecida. Dentre todas as mulheres ela foi escolhida pela graça soberana para ser o vaso pelo qual Deus traria Seu grande propósito.

Em segundo lugar, houve a revelação de qual era esse propósito. "Não temas, Maria", disse o anjo, "porque achaste graça diante de Deus. E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim." (Lc 1:30-33). Aquele que nasceria dela seria o Filho de Davi, herdaria o trono de seu pai, e isso para que ela pudesse entender, visto que ela pertencia à casa de Davi.

Mas como poderia ser chamado Jesus — Jeová, o Salvador? Como ele poderia ser chamado o Filho do Altíssimo? Altíssimo é o título de Deus em Sua supremacia sobre toda a terra e céu; Aquele cuja palavra e ações ninguém pode contestar, e que se manifestará assim no vindouro Reino Milenar. Como poderia o Filho do seu ventre ter o direito de ser chamado Filho do Altíssimo? Não nos admiramos de que ela tenha feito essa pergunta; era uma pergunta certa e apropriada a ser feita, e ela trouxe à tona a terceira parte da mensagem de Gabriel vinda de Deus, que lhe esclarecia como isso aconteceria. "Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus." (Lc 1:35).

Esta última declaração do anjo, que está na presença de Deus, não requer comentários. Isso afasta todas as dúvidas. Essa concepção foi milagrosa, foi pelo poder de Deus, foi obra de Deus. O homem e sua semente corruptível não tinham parte nisso; o Filho de Maria era santo e imaculado, Ele era o Filho de Deus. John Nelson Darby escreve: "Aqui não se trata da doutrina do eterno relacionamento do Filho com o Pai. O Evangelho de João, a Epístola aos Hebreus e a aos Colossenses estabelecem esta preciosa verdade e demonstram sua importância, mas aqui é o que nasce em virtude da concepção milagrosa, que nesse terreno é chamado o Filho de Deus".

Se a incredulidade diz que isso é impossível e contrário a todas as leis da natureza, a fé responde com as palavras de Gabriel, que conhecia muito bem o poder de Deus de que "para Deus nada é impossível" (Lc 1:37).

A necessidade do nascimento virginal

O fato de que os homens precisem de um Salvador, um Libertador, é evidente em todos os lugares, e tem sido assim durante toda a sua história desde a queda. E a primeira promessa de que alguém deveria aparecer seguiu-se rapidamente ao triunfo de Satanás sobre o homem no Éden e saiu da boca de Deus. A Semente da mulher, disse Ele à serpente vitoriosa, "te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar." (Gn 3:15). Se Adão tivesse sido capaz de se recuperar e esmagar sob seus pés a cabeça de seu tentador e conquistador, Deus teria ficado de lado e deixado que ele fizesse isso, mas não poderia haver esperança para ele ou qualquer um que ele pudesse gerar. Se ele tinha caído vítima da sutileza de Satanás quando estava firme na plenitude de sua capacidade, como poderia de alguma forma recuperar o que havia perdido agora que tinha sido derrotado, aprisionado e colocado sob a sentença de morte pelo justo decreto de Deus? E todos os seus descendentes seriam impotentes como ele.

"Por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram." (Rm. 5:12). A esperança não estava em Adão, mas na Semente da mulher. Seria este, quem quer que fosse, o que destruiria o grande destruidor de nossa raça caída e nos libertaria de seu poder. O Novo Testamento nos diz claramente em 1 João 3:8 que "para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.". E Hebreus 2:15 nos diz que O FILHO — em quem Deus falou nestes últimos dias — por serem "os filhos participantes da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão.". A partir destas passagens fica claro que a Semente da mulher é o Filho de Deus, e nos é dito que "todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós." (2 Co 1:20).

A primeira promessa nos prepara para o nascimento da Virgem e não ficamos surpresos ao ler: "Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel." (Is 7:14). E se a incredulidade declara ser isso impossível, a fé responde: Sim, para os homens é impossível, e esse é o grande e solene fato de que este sinal, dado por Deus, mostra ser a própria lição que Deus ensinaria por meio de Sua intervenção. Os homens não conseguem salvar a si mesmos, e seria impossível encontrar, até mesmo entre os melhores filhos caídos de Adão, um homem que pudesse resgatar seu irmão ou dar o justo resgate por ele. Todo homem precisa de um Salvador para si mesmo e, por isso Deus interveio e proveu o Homem — um Redentor da espécie humana —, mas Ele o fez de uma maneira que humilha o orgulho do ser humano pecador ao colocá-lo de lado. "Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho.".

O Filho da Virgem não deveria nada ao homem; Sua presença no mundo seria independente do homem. Sua vinda ao mundo seria o trabalho de Deus. Seria a intervenção de Deus em poder miraculoso e soberana misericórdia — a salvação que é do Senhor. Assim, lemos que, no devido tempo, Maria "deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem." (Lc 2:7). Assim veio Emmanuel, à parte de todo o poder dos homens e fora da morada dos homens, pois os homens não só eram incapazes de produzir o Libertador, mas eles não o queriam quando Ele viesse.

Isso importa?

Semelhantes produzem semelhantes. Essa é uma das leis fundamentais da natureza estabelecidas por Deus. Está registrada no capítulo da Criação — peixe, ave e carne foram todos ordenados para produzir cada um "segundo a sua espécie". E o homem não poderia fazer coisa alguma diferente disso. Lemos que Adão "gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem" (Gn 5:3). E assim tem sido ao longo de todas as gerações de homens. Homens pecadores geram filhos pecadores. Por isso está escrito que "andam errados desde que nasceram, falando mentiras" (Sl 58:3), e "todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho" (Is 53:6), e também que "todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus"(Rm 3:23).

Em seu grande Salmo penitencial, Davi ele confessa: "Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe." (Sl 51:5), que significa simplesmente: "Eu vim de uma estirpe pecaminosa, minha própria natureza é pecaminosa", e isso é verdade para todo homem nascido no mundo. Importa então ou não, como o Senhor nasceu neste mundo? Se Ele tivesse vindo por geração natural, acaso não teria ele sido como qualquer outro homem? Negar o nascimento da virgem é negar a sua preexistência na Divindade e negar a santidade da sua Humanidade, e se tirarmos estas duas grandes verdades quanto à sua Pessoa gloriosa, ele não poderia ter sido o Salvador.

Alguns dizem que coisa alguma pode se basear nesta grande verdade no Novo Testamento, mas a verdade é que tudo é baseado nisso. É a base de tudo o que se segue. Enfatizo o fato de isso ir ao nosso encontro na primeira página do Novo Testamento, que é a porta pela qual entramos na plena revelação de Deus. Se ignorássemos isso não teríamos a intervenção de Deus para Sua própria glória e salvação; Jesus não seria o grande EU SOU, mas um simples homem como o resto dos homens, e não teríamos um Salvador sem pecado.

Como, à parte de uma concepção milagrosa e do nascimento da Virgem, poderia o Senhor ter dito: "Eu sei de onde vim. Eu procedi e vim de Deus ... Em verdade, em verdade eu te digo, antes que Abraão existisse, eu sou" (Jo 8)? Ou como poderia Pedro ter aplicado a Ele as palavras do Salmo: "Não permitirás que o teu Santo veja a corrupção" (At 2:27), ou os apóstolos falaram dele como o Santo Filho de Deus, Jesus (At 4:30). Ou como poderia Paulo ter falado dEle como "Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente" (Rm 9:5), ou como "o segundo homem, o Senhor, é do céu" (1 Co 15:47)?; ou como poderia ter insistido com tanta persistência no fato de que Jesus é o Filho de Deus e é agora o grande objeto da fé, o verdadeiro Deus e a Vida Eterna?

Quanto a nós, nos identificamos com os pastores enquanto eles se reúnem em volta do Bebê na manjedoura; nós nos esforçamos para chegar à casa com os Magos do Oriente e adorarmos a criança com eles. Nós O reconhecemos como verdadeiramente Homem — sem pecado e santo; e mais ainda, pois nós O confessamos, como fez Tomé, quando viu Suas mãos e lado feridos depois que Ele ressuscitou dos mortos: SENHOR NOSSO E DEUS NOSSO!

E dizemos isso quando consideramos a maneira da intervenção de Deus para a Sua glória e a nossa bênção eterna: "Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Porque quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém." (Rm 11:33-36).

A impecabilidade do Senhor Jesus

Será para nosso proveito considerar o que é o pecado como Deus nos mostra em Sua Palavra, pois se tivermos pensamentos superficiais sobre isto, não apreciaremos a impecabilidade de nosso Senhor, nem a necessidade e significado de Sua oferta de Si mesmo sem mancha para Deus; nem sentiremos quão necessário é nos apegarmos a Ele, o Santo e o Verdadeiro.

Três palavras são dadas nas Escrituras para definir o pecado; elas estão reunidas em Êxodo 34:7, Salmo 32 e Salmo 51, e estas são transgressão, iniquidade e pecado. Estas palavras não são meros sinônimos que poderiam umas às outras sem que nada se perdesse, pois cada uma tem um significado terrível. TRANSGRESSÃO é uma revolta, significa um apartar-se para longe de Deus. Deus declarou Sua vontade para os homens, mas eles preferem suas próprias vontades, e na busca de suas próprias vontades eles se afastam de Deus. INIQUIDADE significa algo distorcido, torto, pervertido. Deus estabeleceu um caminho para os pés dos homens pisarem, e esse caminho é tão direito quanto o seu eterno cetro, mas os homens fizeram caminhos tortuosos (Isaías 59:8); eles são uma geração perversa e perversa (Filipenses 2:15).

PECADO significa perder vista o padrão. Deus estabeleceu Seu padrão, o objetivo no qual todo homem deve mirar. O próprio Deus deveria ser o fim e objetivo da vida de todo homem, mas todo homem substituiu a Deus por sua própria pessoa e estabeleceu sua própria meta para deixar Deus de lado; e assim perdeu a própria meta e propósito de sua existência. Junto com o pecado neste triplo caráter vem o ENGANO; ele permeia a vida de todo homem que não foi honesto diante de Deus. Seu esforço é parecer diferente do que ele próprio sabe ser, encobrir e esconder sua pecaminosidade e até imaginar que isso possa enganar a si mesmo a respeito de Deus.

Então, o Novo Testamento nos dá uma definição impressionante do pecado em 1 João 3:4, que diz que “o pecado é iniquidade”, o que significa dizer que "o pecado é a ausência do princípio de lei", e isso cobre tudo o que o pecado é; não é uma mera rendição aos impulsos repentinos e caprichosos de nossa natureza, mas a determinação que está no fundo da vontade de um homem, embora talvez raramente expressa, de seguir seu próprio caminho e ser independente de Deus.

Ao considerarmos o que é pecado conforme definido para nós nas Escrituras, estamos conscientes de que devemos nos declarar culpados perante Deus por transgressão, iniquidade e pecado, e confessar que não é apenas na prática que somos pecadores, mas que somos pecadores em nossa própria natureza, que o que temos feito brota do que somos, o fruto revela a natureza da raiz. Mas estamos igualmente conscientes de que, a esse respeito, nosso Senhor se destaca em completo contraste com tudo o que somos; nossas mentes recuam até mesmo da sugestão de que pudesse haver pecado nEle; nosso instinto espiritual nos diz que Ele não era como somos, que Ele não seria útil para nós se tivesse sido assim, e descobrimos que esses instintos são confirmados pelas declarações mais claras possíveis na Palavra de Deus.

A carne e o sangue que Ele tomou estavam totalmente separados do pecado; Seu corpo era um corpo santo preparado para ele por Deus; como homem Ele era "santo, inofensivo e imaculado"; Ele era tão santo em sua humanidade, natureza e vida em meio à sordidez e pecado do mundo como Ele sempre foi desde o princípio, quando por Seu divino poder e glória Ele criou os céus e a terra. Essa humanidade santa não poderia ter sido separada de seu nascimento miraculoso. O Verbo eterno não poderia ter vindo em carne de outro modo. Por isso, ao anunciar o Seu nascimento à Virgem Mãe, o anjo do Senhor declarou: "O Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus". E a partir do momento em que o Espírito Santo desceu sobre a mais bendita de todas as mulheres, e o poder do Altíssimo a ofuscou, seu Filho Primogênito era totalmente para Deus; Suas próprias palavras foram: "Tu és o que me tiraste do ventre; fizeste-me confiar, estando aos seios de minha mãe." (Sl 22:9).

O céu e a terra e até mesmo as regiões inferiores confessaram Sua santidade; Deus, homens e demônios deram testemunho disso. O Espírito Santo desceu sobre Ele no Seu batismo, não como uma chama ardente, mas como uma pomba, indicando com certeza que não havia nada Nele que fosse desagradável à santidade do Espírito de Deus, mas tudo estava em absoluta harmonia com Ele; e o Pai declarou que os Seus olhos haviam procurado e encontrado nele apenas aquilo que O agradava. No início de Seu serviço público a Deus e aos homens, os demônios O reconheceram e confessaram como o Santo de Deus (Marcos 1) e Seus Apóstolos, pela inspiração do Espírito Santo, e à luz plena de Sua vida, morte, ressurreição e ascensão para a glória, testemunharam repetidas vezes esse fato essencial de nossa Fé: esse fato à parte do qual nossa Fé é uma ilusão e uma mentira.

O impecável sacrifício pelo pecado

Destaca-se nas epístolas como uma coisa a ser notada e acalentada que, quando surge a questão do pecado e os sofrimentos e morte do Senhor Jesus como nosso substituto em relação a ela, Sua impecabilidade é enfatizada. Em 2 Coríntios 5:21 nos é dito que Deus O fez pecado por nós, mas acrescenta que Ele "não conheceu pecado". Em 1 Pedro 2:24 nos é dito que levou, "ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro", mas nos assegura que Ele "não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano" (v. 22). Em 1 João 3:5 lemos que Ele foi manifestado para tirar nossos pecados e acrescenta: "Nele não havia pecado". Certamente nada poderia ser mais claro do que isto: que nenhum sacrifício, a não ser um sacrifício sem pecado, poderia satisfazer as reivindicações da santidade de Deus contra o pecado, e se Jesus não fosse sem pecado Ele não poderia permanecer no lugar do pecador; Ele não teria sobrevivido ao julgamento e não teríamos tido nenhum Salvador.

A necessidade desta oferta sem pecado foi predita nos tipos e sombras do Antigo Testamento. O cordeiro pascal devia ser "sem defeito, macho de um ano" (Êxodo 12); e todo sacrifício oferecido a Deus tinha que ser do mesmo tipo imaculado. "Porém, havendo nele algum defeito, se for coxo, ou cego, ou tiver qualquer defeito, não o sacrificarás ao Senhor teu Deus." (Dt 15:20). "Nenhuma coisa em que haja defeito oferecereis, porque não seria aceita em vosso favor." (Lv 22:20). Se Deus não podia aceitar o sacrifício defeituoso como prenunciando o sacrifício de Cristo, quão abominável é o pensamento de que Aquele que era a Substância de todas as sombras e o cumpridor de todos os tipos, pudesse ter um defeito ou mancha de pecado nEle! Que tal pensamento jamais ocupe nossa mente, pois somos informados de que, quando chegou o tempo da oferta do sacrifício, Ele "pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus" (Hb 9:14).

Essa oferta foi aceita? Não poderia ter sido se não tivesse sido uma oferta sem pecado. Foi aceita. A Palavra de Deus declara que "é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados" (Hb 10:4), mas que "com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados." (Hb 10:14). Aquela oferta foi tão livre de toda a mancha do pecado, tão essencialmente, inerente e intrinsecamente santa e excelente, que Ele, tendo feito isso, sentou-se à direita de Deus, para nunca mais se levantar para tal trabalho; e tão completo e eficaz é que o Espírito Santo pode dar testemunho de que Deus não mais se lembrará dos pecados e iniquidades de todos aqueles que creem, e que através dele têm o agora o direito de entrar na própria presença de Deus (Hebreus 10).

Extraído de "Things Most Surely Believed", de J. T. Mawson. Clique no link para ler o texto integral em inglês.

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A Escola Dominical - Charles Stanley

Alguns poderão questionar até onde a escola dominical pode ser vista como uma parte integral da obra de evangelização. Posso tão somente dizer que é assim que, principalmente, a considero. Eu a vejo como um dos maiores e mais interessantes ramos da obra do evangelho. Os professores da escola dominical, para as crianças pequenas e para os jovens, são obreiros na vasta seara do evangelho, tanto quanto o evangelista ou o pregador do evangelho.

Estou plenamente cônscio de que a escola dominical difere materialmente de uma pregação normal do evangelho. Ela não é convocada e nem conduzida da mesma maneira. Há, se posso me expressar assim, uma união do pai, do professor e do evangelista na pessoa do obreiro da escola dominical. Naquele momento ele toma o lugar do pai, procura cumprir sua obrigação de professor, mas não perde de vista o alvo do evangelista — o inestimável alvo que é a salvação daquelas almas dos preciosos pequeninos que foram colocados aos seus cuidados. Quanto ao modo como ele atinge o seu fim — quanto aos detalhes do seu trabalho — e quanto aos variados meios de que ele pode lançar mão, é tudo de sua total e única responsabilidade.
Estou consciente de que há objeções à escola dominical como tendo a tendência de interferir na educação que os pais dão em casa. Mas devo confessar, querido irmão, que não encontro nenhum respaldo para tais objeções. A verdadeira finalidade da escola dominical não é pôr de lado a educação dos pais, mas complementá-la, onde existe, ou suprir sua falta onde não existe. Existem, como você e eu bem sabemos, centenas de milhares de crianças que não recebem nenhuma educação dos pais. Milhares não têm pais, e outros milhares têm pais que são piores do que nada. Veja as multidões que se aglomeram nas ruas, becos e praças de nossas grandes cidades e metrópoles, que mal parecem estar em um nível de existência acima do animal — sim, muitos deles mais parecem pequenos demônios encarnados.
Quem poderia se preocupar com todas essas almas preciosas, sem sentir-se motivado a incentivar de coração a todos os verdadeiros obreiros de escola dominical, e a desejar ardentemente que existissem maior fervor e energia em um trabalho assim tão abençoado? Quando digo verdadeiros obreiros de escola dominical, é porque temo que muitos se engajem na obra sem que sejam verdadeiros, autênticos, ou que estejam preparados para ela. Muitos, temo eu, a fazem como um trabalho que possui alguma atração religiosa e que fica bem aos membros mais jovens das comunidades religiosas. Muitos também a veem como um tipo de compensação para uma semana gasta com tolices, mundanismo e satisfação própria. Pessoas assim são mais um empecilho do que um auxílio a este sagrado serviço.
Há também muitos que amam a Cristo de coração e desejam servi-Lo na escola dominical, mas que não estão verdadeiramente preparados para a obra. São pessoas de pouco tato, energia, ordem e disciplina. A elas falta aquele poder de se adaptarem às crianças e de cativarem seus jovens corações, o que é tão essencial ao obreiro da escola dominical. É um grande erro supor que qualquer desocupado da praça esteja capacitado a cuidar deste ramo do trabalho cristão. Muito pelo contrário, é necessário que seja uma pessoa totalmente preparada por Deus para esta obra.
Se alguém perguntar: “Como poderemos conseguir pessoas assim capacitadas para este ramo do serviço evangelístico?”, a resposta é: da mesma maneira que se conseguem pessoas para todas as outras tarefas — por meio de uma oração fervorosa, perseverante e confiante. Estou plenamente persuadido de que se os cristãos estivessem mais motivados pelo Espírito de Deus para sentirem a importância da escola dominical — se apenas pudessem ter uma ideia de que ela é, assim como a obra de literatura e a pregação, uma parte integrante da mais gloriosa obra à qual somos chamados nestes derradeiros dias da história da cristandade — se fossem mais permeáveis à ideia da natureza evangelística e do objetivo da obra da escola dominical, seriam mais fervorosos e perseverantes em oração, tanto em sua comunhão a sós com o Senhor, como na assembleia, para que Ele pudesse levantar em nosso meio muitos fervorosos, devotos e dedicados obreiros para a escola dominical.
Era isto o que faltava, querido irmão, e que Deus possa provê-lo, em Sua abundante misericórdia! Ele é capaz e certamente está desejoso para fazê-lo. Mas quer que dependamos dele e que Lhe peçamos; e “é galardoador dos que O buscam”. (Hb 11:6) Creio que temos motivos de gratidão e louvor pelo que tem sido feito pelas escolas dominicais durante os últimos poucos anos. Lembro-me bem da época quando muitos de nossos amigos pareciam se esquecer completamente deste ramo do trabalho. Ainda hoje há muitos que o tratam com indiferença, desanimando e desencorajando os corações daqueles que estão engajados nesta obra.
Mas não vou tratar disso aqui, pois meu assunto é a escola dominical, e não aqueles que a negligenciam ou que se opõem a ela. Agradeço a Deus pelo que tenho visto em forma de encorajamento. Com frequência tenho sido excessivamente animado e alegrado ao ver alguns de nossos amigos mais velhos levantando-se da mesa de seu Senhor e cuidando de arrumar os bancos nos quais os queridos pequeninos logo em seguida são alcançados com a doce história do amor do Salvador. E o que é que poderia ser mais belo, mais comovedor, ou mais moralmente adequado do que aqueles que, tão logo acabam de recordar o amor do Salvador em Sua morte, procuram cuidar de arrumar os bancos a fim de cumprir Suas palavras vivas: “Deixai vir os meninos a Mim”? (Mc 10:14)
Há muitas outras coisas que gostaria de acrescentar sobre o modo de trabalho da escola dominical; mas talvez seja melhor que cada obreiro esteja totalmente dependente do Deus vivo, para aconselhamento e auxílio quanto aos detalhes da obra. Devemos sempre nos lembrar de que a escola dominical, como a obra de literatura e a pregação, é, em sua totalidade, uma obra de responsabilidade individual. Este é um ponto de grande importância; e onde isto for totalmente compreendido e onde existir um real fervor de coração e um olho simples, creio que não existirá grande dificuldade acerca da maneira de cada um trabalhar. Um coração amplo e um propósito fixo em levar adiante a grande obra e cumprir a gloriosa missão que nos foi confiada irão, certamente, nos livrar da debilitante influência das caras feias e dos preconceitos — essas obstruções tão miseráveis a tudo o que é amável e de boa fama.
Que Deus possa derramar Sua bênção sobre toda a obra da escola dominical, sobre os alunos, professores e superintendentes. Que Ele possa também abençoar todos aqueles que estejam engajados, de um modo ou de outro, na instrução do jovem. Que Ele possa animar e dar refrigério aos seus espíritos, provendo para que colham muitos feixes dourados de frutos na área que lhes cabe: a grande e gloriosa seara do evangelho! 
Extraído de "Cartas aos Evangelistas", por Charles Stanley.

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Devo corrigir publicamente um irmão? Mario Persona

De vez em quando recebo queixas de irmãos dizendo que foram tratados publicamente de forma rude por algum irmão, e isso em alguma exortação feita durante ou após as reuniões da assembleia. Não estou falando aqui de pecados graves que exijam a intervenção da assembleia, e não de um único irmão, mas de algum deslize na oração, ao confundir as Pessoas da Trindade e chamar, por exemplo, o Senhor Jesus de Pai; ou por usar algum termo não totalmente correto, mas que de modo nenhum seria ofensivo ou desrespeitoso.

Poucos percebem que admoestações públicas para coisas que não comprometem pontos importantes da doutrina, como a divindade do Senhor Jesus por exemplo, são um ótimo combustível para a carne daquele que corrige, pois ela acabará aproveitando a oportunidade para se gloriar aos olhos de todos. Às vezes a repreensão pública ocorre por algum irmão menos experiente ter sugerido um hino ou uma passagem bíblica que não estaria em conformidade com o caráter daquela reunião em particular. Por exemplo, um hino de experiência pessoal ou uma passagem evangelística durante a ceia do Senhor.

Mais ofensivo que o deslize por falta de experiência ou conhecimento eu considero alguém interromper o andamento da reunião para fazer uma admoestação pública repreendendo o irmão. Isso inevitavelmente atrai os holofotes para o que faz a repreensão e humilha o que falhou. Coisas que não ferem doutrinas fundamentais devem ser tratadas em particular, fora do andamento das reuniões e longe dos olhos e ouvidos de outros irmãos. Devemos tratar nossos irmãos como tratamos nossos filhos, evitando constrangê-los e envergonhá-los em público para não desanimá-los.

Se existe necessidade de um melhor ensino sobre o assunto ou motivo do deslize, que aquele que sentir essa necessidade traga o tema em uma próxima reunião, mas sem endereçar a este ou àquele irmão. Igualmente perverso seria usar da reunião para mandar recados, tipo ler uma passagem ou dar um hino que tenha o mesmo efeito de cozinhar cabritos. Refiro-me a Êxodo 23:19: "não cozerás o cabrito no leite de sua mãe.". O sentido aí é usar o que Deus deu para alimentar e dar vida como instrumento de morte. É o que fazemos quando escolhemos passagens bíblicas e as disparamos contra algum irmão com o claro objetivo de feri-lo.

O apóstolo Paulo trata de algo assim ao escrever aos Gálatas: "Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão; olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado. Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo. Porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo. Mas prove cada um a sua própria obra, e terá glória só em si mesmo, e não noutro." (Gl 6:1-4).

Provar cada um a sua própria obra significa não comparar-se a outros para se promover e nem usar outros de "escada". Em humorismo o termo "escada" é usado para o parceiro do comediante que constrói a escada ou levanta a bola para o comediante principal cortar e finalizar. O "escada" nunca é famoso porque só serve de alavanca para o outro, e nossa carne adora usar outros de escada para sermos vistos como mais cultos e esclarecidos. Em meu papel de responder dúvidas na Web eu preciso lidar com isso todos os dias porque minha carne adora se promover às custas da ignorância alheia. Não é novidade que todos temos nossa carne, a questão é saber se nós a alimentamos ou a lançamos na morte.

Levar "as cargas uns dos outros" significa colocar-me sob o mesmo fardo daquele que necessita ser admoestado. Uma coisa é atirar de longe e de cima minhas críticas na direção de um irmão ainda novo na fé e pouco experiente em certos assuntos. Outra é eu me colocar ao lado dele e, com a mão sobre seu ombro e sofrendo suas dificuldades, sussurrando em seu ouvido a maneira correta de se agir sem constrangê-lo em público. Eu nunca deveria querer me promover às custas do vexame alheio, e pode ter certeza de que todos os dias sou tentado a fazer isso ao responder dúvidas das mais absurdas. Quão grande minha necessidade de ser lembrado a todo momento da Lei de Cristo: "Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo" (Gl 6:2). Nosso combustível para agir deveria ser "o amor de Cristo" (2 Co 5:14), não o desejo de vanglória e autopromoção.

Às vezes nos esquecemos de que a assembleia deve funcionar como um organismo, com cada membro do corpo funcionando de forma interligada e dependente dos outros. Infligir sofrimento vexaminoso a um irmão e não me sentir triste com isso revela que existe algo de muito errado com minha comunhão e que estou me considerando independente do corpo. Se a mesma reprimenda pública que fez meu irmão se envergonhar causou em mim um sentimento de superioridade e vanglória, é melhor eu avaliar quem está mais errado nessa situação. Eu deveria sentir a mesma fraqueza que fez meu irmão deslizar em algo de somenos importância. "De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele." (1 Co 12:26).

Esclarecimento: Este texto é dirigido aos que estão congregados somente ao nome do Senhor com base nas instruções dadas nas epístolas. Alguém que frequente uma "igreja" do sistema religioso, onde existe um homem à frente dirigindo o culto, programas, bandas etc. provavelmente não irá entender o texto. Sugiro que antes procure saber como e onde os cristãos são exortados a congregar fora dos sistemas denominacionais criados pelos homens. O link a seguir pode ajudar:

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